As mulheres receberam, em média, o equivalente a 80% dos salários dos homens em 2014, segundo o Cempre (Cadastro Central de Empresas), divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (17).

A média dos salários pagos aos homens foi de R$ 2.521,07. Já para as mulheres, de R$ 2.016,63. Isso significa que, na prática, eles receberam 25% a mais do que elas, segundo os dados da pesquisa, que abrange apenas o mercado formal.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o levantamento confirma as estatísticas da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar) de 2015, divulgadas em novembro do ano passado, que mostraram uma melhora nessa relação. Nessa pesquisa, as mulheres ganham o equivalente a 74,5% dos homens.

O número não é exatamente o mesmo porque a Pnad também mede o mercado de trabalho informal. O Cempre, por sua vez, tem como base o universo das organizações inscritas no CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).

Desoneração da folha fez aumentar sonegação

A Receita Federal montou uma força-tarefa com a elite dos auditores fiscais do País, para investigar fraudes tributárias praticadas pelas empresas que foram contempladas pela desoneração da folha de pagamentos, benefício que já custou aos cofres do Tesouro Nacional uma renúncia fiscal de R$ 63,43 bilhões até fevereiro deste ano. Para a Receita, a complexidade do modelo de desoneração da folha criado no País, abriu brechas para a sonegação fiscal.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, na primeira grande operação de fiscalização desde que a desoneração começou, em 2012, foi identificado que um número significativo de empresas tem inflado a base de produtos e serviços desonerados, para reduzir o valor devido de contribuição previdenciária.

Uma fiscalização-piloto em 274 empresas do setor de construção civil, apontou indícios de sonegação previdenciária de R$ 1,078 bilhão em 2.259 obras. Em outras 176 empresas de vários setores, há processos de fiscalização em andamento com potencial para auto de infração no valor de R$ 1,145 bilhão.

Governo vai retirar CPMF do Orçamento de 2017

O ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que a CPMF será retirada da projeção de receitas do governo para 2017. “Apenas será considerado aquilo que estiver efetivamente aprovado; essa será nova metodologia”, disse o ministro durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Pelo Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2017 apresentado em abril pela equipe econômica, a previsão era arrecadar R$ 33,24 bilhões no ano que vem com a recriação do imposto.

Mercado Financeiro

O assassinato da parlamentar britânica Jo Cox, defensora da continuidade do Reino Unido na União Europeia, pode, de acordo com analistas, influenciar as pessoas que votarão durante o referendo popular que definirá a permanência ou não no bloco econômico. Existe ainda a possibilidade da consulta popular ser adiada.

No Brasil, a crise política ganha fôlego, com o detalhamento minucioso da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, com acusações de recebimento de dinheiro ilícito por parte de políticos de diversos partidos e do próprio Presidente interino Michel Temer. Segundo Machado, Temer está envolvido em repasses ilegais para a campanha de Gabriel Chalita em 2012 à Prefeitura de São Paulo.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, operava as 11h30 em alta de +0,86% com 50.190, enquanto o dólar caía -1,01%, negociado a R$ 3,435.


Redação Dinheirama
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