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Memória e a importância do fitness cerebral

5comentários

Memória e a importância do fitness cerebralÉ muito comum esquecermos datas de aniversário, a senha do cartão de crédito, onde guardamos a chave do carro. Percebemos que a vida agitada acaba comprometendo a nossa capacidade de memorização. Por causa de muitas tarefas a cumprir passamos a funcionar no automático, fazendo várias coisas ao mesmo tempo e dedicando pouca atenção às atividades executadas. Convido você a aprender um pouco sobre a memória e como podemos fazer para melhorá-la.

A memória pode ser considerada um local de estocagem de representações e dos conhecimentos, constituindo um domínio importante nas atividades dos indivíduos. Ela é mobilizada para fazer deduções, comparações, raciocínios. José Lino Bueno, professor da USP, tem uma interessante definição para a memória:

“Um conjunto de procedimentos que permite manipular e compreender o mundo, levando em conta o contexto atual e as experiências individuais, recriando o mundo por meio de ações da imaginação. O que fica armazenado é um sumário interpretativo de toda nossa experiência passada. A capacidade dos neurônios de se transformar, adaptando sua estrutura ao contexto, seria o suporte desse funcionamento da memória”

Os trabalhos sobre os mecanismos de memória e o funcionamento do cérebro humano demonstram que a complexidade da memória humana é muito maior do que qualquer outro animal estudado, sendo que o seu desempenho é ativado de maneira diferente em cada pessoa. O desempenho da memória humana depende da combinação entre maturação nervosa, contexto, demanda de atenção e aspectos emocionais e motivacionais da tarefa executada.

Outro especialista em memória, Ivan Izquierdo coloca que em seres humanos a complexidade da memória é maior pela participação da linguagem, pela modulação de sentimentos, emoções e estados de ânimo.

Mais importante que definições gerais, para entender a memória é fundamental saber quais os processos que envolvem a aquisição, o armazenamento e a evocação de cada tipo de memória. Para isso, o primeiro passo é saber que existem vários tipos de memória que se relacionam para formar a “memória” que usamos. As classificações utilizadas são estabelecidas de acordo com o tempo de duração, função e conteúdo de cada uma delas. Vejamos:

  • Registros sensoriais: caracterizam-se pela conservação de informações por um dos órgãos do sentido durante alguns décimos de segundos. A informação percebida não é transformada e é totalmente volátil. Não se trata de memória no sentido estrito, pois não existe nem estocagem, nem tratamento. Seria um “bloco de rascunho”;
  • Memória de curto termo ou de trabalho: designa um conjunto de processos que permitem conservar uma informação durante o tempo necessário para a execução de uma ação, como por exemplo, reter um número de telefone ao teclá-lo. Tem capacidade de estocagem limitada sem formar arquivos duradouros. Seria uma espécie de “central de gerenciamento”;
  • Memória de longo termo: existe quando são estocados os conjuntos de acontecimentos e conhecimentos que um sujeito acumulou no decorrer do tempo, podendo ser acessados a qualquer momento.

A capacidade de memorização pode encadear processos de reconhecimento, reconstrução e lembrança sofrendo variações de indivíduo para indivíduo. Apesar da existência de vários modelos explicativos para o funcionamento da memória e muitos estudos na busca da região cerebral onde ela estaria localizada, muitas questões ainda intrigam pesquisadores e continuam sem respostas.

O importante é saber que podemos melhorar nossa capacidade de memorização. Alimentar-se adequadamente, praticar exercícios físicos, dormir bem e diminuir o nível de stress são atitudes fundamentais que todos nós já conhecemos. Aliado a esses comportamentos básicos temos o fitness cerebral, exercícios específicos para melhorar a memória.

Carla Corrêa, psicóloga especialista em PNL (Programação Neuro-Linguística), diz que o segredo para ter uma boa memória é fazer o cérebro se exercitar, mostrando a ele que há sempre um caminho novo para fazer a mesma coisa. Ela ensina alguns exercícios aparentemente simples, mas que trazem um enorme benefício à memória. Veja algum deles:

  • Trocar o relógio de braço;
  • Andar de costas dentro de casa;
  • Vestir-se com os olhos fechados;
  • Recordar os fatos vividos durante o dia;
  • Fazer caminhos diferentes ao ir para o trabalho ou escola;
  • Sendo destro, exercite-se pegando objetos com a mão esquerda. Ou vice-versa;
  • Fazer palavras cruzadas.

A especialista diz que pequenos lapsos de memória não são preocupantes. Isso significa que “você está dividindo sua atenção e fazendo coisas demais no automático, e com isso os neurônios ficam preguiçosos e pouco estimulados”. Somos o que recordamos. A memória é nossa história guardada a sete chaves! Está em nossas mãos melhorar nossa capacidade de memorização e ter uma vida melhor. Até a próxima.

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

Bernadette Vilhena

Mais informações

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.

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  • http://www.zxy.com.br Jordano Santos Cerqueira

    Agora virou moda falar sobre este assunto, já é o 6 artigo que leio na internet (depois que a suzana Herculano fez um post a respeito) até em programas de tv em rede nacional de domingo isto já é assunto. Quem bom, que continue assim! – Postei e compartilhei isto no meu Buzz http://www.ZXY.com.br

  • reginaldo

    Quando uma pessoa pensa que tudo que esta acontecendo na vida dela é repetido como se ja tivesse acontecido uma vez ou como se tivesse voltado no tempo, o que essa pessoa tem ou como tratar ou o que aconteceu ?

  • http://www.idealize.ppg.br Dimas Pante

    Reginaldo, geralmente este fenômeno é chamado déjà-vu, quando você acredita que já presenciou aquele momento, quando na verdade seu cérebro interpreta como já tendo.

    Mas voltando ao artigo, muito boas as dicas, algumas eu já faço, como as cruzadas e o caminho diferente, o que deixa minha namorada meio nervosa às vezes heheh

  • Bart Acker

    De fato nosso memória é um espetáculo e devemos tratar, cuidar e principalmente saber com o que ocupá-la.

    Bom, neste contexto comento sobre algumas várias metodologias para gerenciamento de “itens para desafogar a memória” e sugiro aqui um site que creio ajude muito na organização de tarefas deixando o controle e lembrete externo a nossa memória, responsabilizando assim uma ferramenta externa e não nosso cérebro.

    Segue então: http://www.xllency.com

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