12 mar Finanças Pessoais Orçamento

Como renegociar dívidas através da internet

Renegociar dívidas ficou ainda mais fácil após o lançamento de ferramentas online que agilizam o processo. Veja sites que renegociam suas dívidas com desconto.

por Willian Binder
há 2 anos

Como renegociar dívidas através da internetMuitos são os devedores que querem renegociar e pagar suas dívidas, mas não têm poder de negociação ou condições financeiras. A boa notícia é que, com o forte crescimento de serviços pela internet, já existem sites no mercado que facilitam o contato entre devedor e credor.

O serviço atua como intermediário da renegociação de dívidas, sendo que são os devedores que entram em contato a fim de quitar seus débitos. Os sites já têm parcerias com muitas instituições credoras, sendo possível negociar descontos em dívidas de cartões de crédito, financiamento de imóveis ou automóveis, parcelamentos no crediário e até mesmo de contas de luz, telefone, TV a cabo, água e gás.

Sites para renegociar dívidas

A consultora de crédito Serasa Experian, que mantém um dos maiores banco de dados de inadimplentes do país, lançou em seu site o serviço Limpa Nome. Neste caso, o primeiro contato ainda é feito por parte do credor, mas o inadimplente pode entrar no site do Serasa Experian, na área dedicada aos consumidores, e acessar sua dívida e as condições oferecidas pela credora para renegociação.

A empresa então oferece algumas opções de pagamentos e fica a critério do devedor aceitá-las ou não. Se alguma proposta for interessante, basta imprimir o boleto e pagar diretamente à empresa. Caso contrário, é possível entrar em contato com o credor e renegociar, através de canais de relacionamento disponíveis no site.

O Quitei.com é outra alternativa que chegou ao mercado em novembro do ano passado. Fruto de parceria de cinco sócios do Rio de Janeiro, o site possibilita o cadastro de devedores, que recebem a proposta do credor e avaliam se a aceitam ou não. Em seu primeiro balanço, o Quitei mostra que 89% dos usuários cadastrados já conseguiram renegociar sua dívida.

Para se cadastrar no site é preciso informar dados como CPF, e-mail, endereço e telefone, além, claro, do tipo da dívida e da empresa credora. É interessante também que o usuário leia os “Termos de Uso” e fique atento com o que a empresa pode fazer com os dados cadastrados.

Seguindo o mesmo modelo, existe também o site Acordo Certo, lançado em 2011. Nele o devedor também precisa cadastrar CPF, e-mail, endereço, telefone, valor da dívida, tipo de dívida e credor, mas de acordo com o idealizador do site, Edgard Melo, o site não repassa tais informações nem para as credoras. Segundo ele, as empresas só recebem o CPF e o nome do inadimplente, pois a ideia é que nenhum usuário do site seja massacrado com ligações de cobrança.

Outra diferença do Acordo Certo é que o contato é feito por telefone, e não por e-mail. Quando o credor recebe a proposta ou faz uma contraproposta, o endividado recebe uma ligação da equipe do Acordo Certo, verifica se a proposta cabe em seu orçamento e, se a proposta for vantajosa, ele recebe um e-mail com o boleto para o pagamento da dívida.

Serviço é contestado por órgão público

Maria Inês Dolci, coordenadora do Proteste, associação de defesa do consumidor, acredita que a renegociação de dívidas deveria ser feita entre credores e devedores, sem a intermediação de empresas. Embora ela admita que poder negociar dívidas pela Internet seja uma grande vantagem, a coordenadora argumenta que as empresas credoras deveriam criar ou melhorar os canais de comunicação para entrar em contato com os devedores.

“Há mutirões de renegociação de dívidas em que o consumidor pode resolver o problema ali, na hora. O problema é que muitas pessoas têm mais de uma dívida, não têm poder de negociação e não têm como pagar”, diz Maria Inês.

Dicas para renegociar dívidas pela internet

A facilidade de renegociar dívidas pela Internet é indiscutível, mas o devedor precisa se armar de informações antes de tomar qualquer decisão. Primeiramente, é importante que o inadimplente reveja seu orçamento mensal e saiba quanto ele pode dispor para quitar suas dívidas sem que sua situação financeira piore.

Nas palavras de Maria Inês, esses sites de renegociação são gratuitos para o devedor, mas há um custo indireto embutido, uma vez que eles ganham comissões das empresas credoras quando os acordos são fechados. Por isso, a negociação direta pode acarretar em um desconto maior da dívida, uma vez que o endividado não precisa pagar o intermediário.

Alexandre Atheniense, advogado especializado em direito eletrônico, lembra que é preciso cuidado ao se cadastrar em sites como esses. “É muito importante que o consumidor esteja atento às regras contidas no Termo de Serviço e na Política de Privacidade dos sites, que devem estar disponíveis para acesso público. Caso ocorra algum tipo de violação, com descumprimento das regras, isso pode ser usado em favor do devedor”, explica.

Em suma, para quitar suas dívidas você precisa se organizar. Saiba exatamente quanto você pode pagar, tente negociar primeiramente com a própria empresa credora e tome cuidado ao ceder seus dados pessoais usando a Internet.

Fonte: Exame. Foto de freedigitalphotos.net.

Importante: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.