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CCJ impulsiona PEC que anistia presos no 8/1 e convite a ex-perito de Moraes no TSE

Neste segundo semestre, o Congresso Nacional está realizando um número cada vez menor de sessões em razão das eleições municipais, em outubro

por Estadão Conteúdo
Câmara dos Deputados

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Caroline de Toni (PL-SC), disse que deverá pautar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que anistia os envolvidos nos ataques golpistas às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

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Segundo ela, o tema deve ir à votação na próxima semana de esforço concentrado da Câmara, ou em outubro.

O relator da PEC, o bolsonarista Rodrigo Valadares (União-SE), afirma que já tem o relatório pronto e apresentará em breve. Segundo De Toni, ele queria que o projeto fosse pautado já nesta semana.

“Seria uma pauta excessiva”, comentou a presidente da CCJ sobre não ter pautado. O colegiado discutiu quatro propostas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) apenas nesta terça-feira, 27.

“Acredito que (votaremos) na semana de esforço de concentrado ou em outubro.”

Neste segundo semestre, o Congresso Nacional está realizando um número cada vez menor de sessões em razão das eleições municipais, em outubro.

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Nesse período, líderes partidários voltam para suas bases eleitorais em seus Estados para tratar do pleito. Outros deputados e senadores, inclusive, participarão da disputa neste ano.

O próximo esforço concentrado de votação na Câmara dos Deputados está marcado para acontecer entre os dias 9 a 13 de setembro, daqui a duas semanas.

Como mostrou o Estadão, a escolha de Valadares como relator da proposta passou por Elmar Nascimento (BA), líder do União na Câmara dos Deputados e candidato à presidência da Casa.

Ele fez esse trabalho de articulação para tentar angariar votos de oposicionistas em 2025.

O apoio à anistia para os envolvidos nos atos golpistas é pré-requisito no PL para apoiar um candidato à presidência da Câmara em 2025.

A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro é a maior da Casa, com 95 deputados. Neste momento, bolsonaristas dizem que o ex-presidente Jair Bolsonaro não será incluído na anistia.

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Mensagens vazadas

Caroline de Toni já colocou na pauta do colegiado um requerimento para convidar Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pivô do pedido de investigação aberto sobre o vazamento de mensagens de auxiliares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para prestar esclarecimentos sobre o caso aos parlamentares.

Moraes deu ordem para a Polícia Federal investigar quem levou os diálogos a público. Ao abrir a investigação, citou expressamente a Polícia Civil de São Paulo e a suspeita de vazamento “criminoso”.

Em depoimento à Polícia Federal na quarta-feira da semana passada, 22, Tagliaferro negou que teria sido responsável pelo vazamento das mensagens.

A autora do requerimento é a deputada federal Bia Kicis (PL-DF). Segundo ela, as mensagens vazadas mostram “perseguição” a influenciadores e jornalistas de direita.

Ao Estadão, Tagliaferro diz que Moraes investigava mais pessoas de direita e que teme ser preso.

O requerimento foi apresentado nesta segunda-feira, 26, e já entrou na pauta desta quarta-feira, 28. Resta agora os integrantes do colegiado aprovarem o requerimento. “Colocamos a proposta com a antecedência necessária”, disse De Toni.

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