Como começar o planejamento financeiro: 4 erros que você deve evitar

Como começar o planejamento financeiro: 4 erros que você deve evitar

Veja como começar o planejamento financeiro. Dicas práticas que vão te ajudar a não cometer os 4 principais erros. Acompanhe!

Ninguém seria maluco o suficiente de defender a ausência de educação financeira na construção de patrimônio. Por que será que começar o planejamento financeiro é algo tão adiado por muitos brasileiros? Preguiça? Falta de conhecimento? Correria?

Cuidar do próprio dinheiro com cuidado é diferente de apenas saber quanto ganha e lembrar-se de cabeça das principais contas do mês. O planejamento financeiro adequado também precisa ser capaz de oferecer análises e projeções.

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Começar o planejamento financeiro: cuide da expectativa

Acredito que você concorde que começar o planejamento financeiro é uma prioridade, mas não transforme esta decisão em uma urgência qualquer, misturando-a com a correria do dia a dia.

Atenção especial para as suas expectativas envolvendo a sua realidade financeira: ainda que você controle suas finanças por um, dois, três meses, as diferenças e melhorias não serão incríveis ou mirabolantes; serão suficientes para fazer sentido.

A questão aqui é evitar o tratamento padrão dado às urgências. Geralmente corremos para dar conta daquilo que está atrasado ou gerando muito estresse, e isso não significa tratar direito das causas da situação. Remediamos, ajustamos, mas sem a profundidade necessária.

Ouça: DinheiramaCast – Controle financeiro: Planinha vs Apps

Como começar o planejamento financeiro: 4 erros que você deve evitar

Na tentativa de contribuir para o aprendizado correto da educação financeira e incentivar melhores práticas no cuidado com o dinheiro, compartilho aqui quatro erros que observo com frequência nas famílias que começam seu planejamento financeiro.

Erro 1: Deixar para “fazer pra valer” quando você ganhar mais

O padrão de vida não é determinante para começar o planejamento financeiro, embora muitas de suas variáveis influenciem diretamente suas decisões – e naturalmente o rumo dos planos envolvendo o dinheiro.

Se eu ganho pouco, sobrevivo e minhas despesas são as mais básicas possíveis, por que controlar as finanças? Que papel o planejamento financeiro tem em casos assim? A ideia não é sempre economizar ou achar despesas demais, mas conhecer muito bem a própria realidade financeira – e isso sempre faz sentido.

Não importa o tamanho de suas receitas e despesas, o que você sabe sobre si mesmo, suas decisões financeiras e o impacto das escolhas diárias no seu bolso é (e sempre será) libertador. Comece agora mesmo, independente do seu salário ou renda mensal.

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Erro 2: Cuidar apenas do passado

Quando você lê uma frase como “É muito importante ter um controle financeiro para saber quanto você ganha e como gasta”, o que exatamente vem à sua cabeça? No geral, parece que a ideia é conhecer bem o que você tem feito e como tem gasto sua grana, certo?

Ao olhar a planilha, o caderno ou app que você usa no dia a dia, você consegue analisar o histórico de receitas e despesas, ou seja, o que você já fez (o passado). Como fica o que você ainda vai fazer com seu dinheiro?

Ao começar o planejamento financeiro, considere sempre a criação de duas formas de avaliar sua situação:

  • Projeção. Experimente já preencher as receitas e gastos conhecidos dos meses seguintes para analisar quanto seu planejamento financeiro já está comprometido. Isso permite que você já pense, com a devida antecedência, no que deve fazer para evitar problemas maiores no futuro;
  • Orçamento. Definia limites para as principais categorias de gastos do mês e acompanhe essas metas sempre que preencher seu controle financeiro. Não se trata apenas de saber como você vem gastando seu dinheiro, mas se é capaz de se manter dentro dos limites adequados para não prejudicar o futuro.

Leia também: Dizer não e priorizar a si mesmo pode gerar mais ganhos do que você pensa

Erro 3: Tentar resolver tudo sozinho

A família toda quer se divertir e não dá a mínima para o planejamento financeiro, como andam as finanças e se as contas fecham? Ainda assim você insiste, anota tudo, chama atenção e procura tomar decisões melhores no dia a dia? Complicado, hein…

Parabéns pela atitude, mas infelizmente os resultados tendem a ser mais frustração que dinheiro no bolso. Não que você deva desistir do controle financeiro, longe disso, mas a questão é que a família precisa se envolver e participar.

Eu sempre digo que formar família não é uma decisão qualquer. Uma união verdadeira pressupõe compreender as prioridades de cada cônjuge e também trabalhar para realizá-las, mas sem abrir mão dos objetivos comuns (que precisam existir).

Erro 4: Não guardar dinheiro

Outra situação frustrante vivida por quem começa o planejamento financeiro é passar um bom tempo lidando com holerite, contas, boletos, comprovantes de pagamento, planilha, controle financeiro em geral e então ver que a família não tem dinheiro guardado – ou, pior, que tem muitas dívidas e não sabe como sair delas.

Como você já sabe, o controle financeiro é importante porque mostra, sem filtros e de forma clara, sua realidade financeira. No entanto, muita gente não quer saber de verdade como é sua situação porque isso vai lembrá-la dos muitos anos de negligência com o tema.

Por mais complicado que pareça, a verdade precisa ser encarada. Você pode colaborar para que a situação fique um pouco mais favorável ao criar o hábito de juntar dinheiro, ainda que pouco. A sensação positiva do “Eu consigo guardar dinheiro” faz muita diferença, experimente-a!

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Conclusão

A esta altura, eu preciso ser honesto e direto: você não vai acordar um dia supermotivado e decidido a mudar sua vida financeira de uma vez por todas. Começar o planejamento financeiro nunca será um momento “Eureka” ou uma atividade divertida.

A evolução no controle financeiro vem da diligência, do cuidado diário e de pequenas (e melhores) decisões. Cometer menos erros, conforme discutimos hoje, também tem um papel importante nesta jornada.

Desejo que você desperte o quanto antes para a beleza da educação financeira, que liberta porque o coloca em contato direto com sua verdadeira realidade, munindo-o de ferramentas para mudar suas escolhas e abraçar novas (e melhores) consequências. Comece agora mesmo!

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