A deterioração do mercado de trabalho, efeito mais perverso da crise econômica, vem castigando cidades interioranas de forma mais intensa do que nos grandes centros.

De junho de 2014 a junho deste ano, o desemprego no interior cresceu 78,4% acima do ritmo das capitais, onde o nível de desocupação avançou 61,5%. Já nos municípios que integram as regiões metropolitanas, a alta foi menos expressiva, de 19,4%.

O levantamento, feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, aponta que o interior já conta com um contingente de quase 6 milhões de desempregados.

Isso representa pouco mais de 10% de seus habitantes. Já nas capitais, 7,44% da população está desocupada. Nas regiões metropolitanas, a taxa é de 15,04%. O avanço mais veloz do desemprego no interior se deve, sobretudo, ao grande impacto do fechamento de postos de trabalho em cidades menores.

“Em municípios com poucos milhares de habitantes, o fechamento de um estaleiro, frigorífico ou fábrica impacta a cidade de maneira muito mais intensa do que nas capitais, enfraquecendo o movimento local do comércio e dos serviços”, diz Alison Oliveira, pesquisador da Fipe.

A alta significativa do desemprego nesses municípios menores também está relacionada à representatividade da indústria e da construção civil na economia local.

Nas capitais, os postos de trabalho desses setores, que puxaram o desemprego no País, representam 13% do mercado de trabalho. No interior, esses setores representam quase 24% dos empregos.

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S&P ameaça emergentes de novos cortes

Os mercados emergentes devem sofrer mais rebaixamentos do que elevações de suas notas de crédito soberanas no próximo ano ou dois anos, alertou a agência de classificação de risco Standard and Poor’s nesta segunda-feira (3).

Novo relatório do responsável por ratings soberanos da S&P, Moritz Kraemer, apontou que um recorde de nove das 20 principais economias em desenvolvimento teve perspectiva negativa para seus ratings, o que significa que estão efetivamente em alerta de rebaixamento.

“Esse é nosso viés negativo mais pesado para mercados emergentes e o motivo pelo qual esperamos que os rebaixamentos superem os upgrades no próximo ano ou dois”, disse Kraemer.

Os riscos de curto prazo incluem não apenas uma alta gradual dos juros nos Estados Unidos, o que pode levar investidores de volta a mercados desenvolvidos, crescimento mais lento na China e queda do comércio mundial, mas também políticas mais populistas e potencial para conflitos geopolíticos.

Expectativa de retração no PIB continua em -3,16% em 2016

Relatório de Mercado Focus desta semana não trouxe alterações para as projeções de atividade no País em 2016 e 2017. Pelo documento, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano seguiram indicando retração de 3,14%. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,20%.

Para 2017, o cenário é mais favorável, com perspectiva de PIB positivo. O mercado continuou prevendo para o País, conforme o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, um crescimento de 1,30% no próximo ano, mesmo porcentual projetado há um mês.

No segundo trimestre de 2016, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro recuou 0,6% ante o primeiro trimestre do ano e teve retração de 3,8% ante o segundo trimestre de 2015.

No ano, o PIB acumula baixa de 4,6% e, em 12 meses, recuo de 4,9%. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o Banco Central atualizou suas projeções para o PIB. No caso de 2016, foi mantida a expectativa de recuo de 3,3%. Para 2017, a projeção do BC é de alta de 1,3%.

Já as estimativas para a produção industrial ainda indicam um cenário difícil. A queda prevista para este ano passou de 5,93% para 5,96%. Para 2017, a projeção de alta da produção industrial foi de 1,00% para 1,10%.

Há um mês, as expectativas para a produção industrial estavam em recuo de 6,03% para 2016 e alta de 0,50% para 2017. Neste ano até julho, conforme o IBGE, a queda acumulada na produção industrial é de 8,7%.

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Mercado Financeiro

Com o final do 1º turno das eleições municipais, os partidos da base aliada do governo saíram fortalecidos. As atenções do mercado se concentram no Deutsche Bank, que negocia uma multa de até US$ 14 bilhões com Departamento de Justiça dos EUA.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11h51 em alta de +1,74 com 59.402 pontos, enquanto o dólar caía -0,72%, sendo negociado por R$ 3,23.

Redação Dinheirama
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