O dólar continua em trajetória de alta nesta quarta-feira (9) e chegou a à marca dos R$ 3,60, cotação que não era atingida desde junho de 2016. O cenário externo ainda pesa sobre os mercados diante de temores de juros maiores nos Estados Unidos e tensões geopolíticas envolvendo o país e o Irã.

Às 11h48 a moeda norte-americana subia 0,52%, cotada a R$ 3,5891 na venda. Na máxima do dia, porém, foi a R$ 3,6011. A última vez que o dólar fechou acima dos R$ 3,60 foi em 31 de maio de 2016, quando terminou o dia cotado a R$ 3,6142.

Perto do mesmo horário, o dólar turismo era cotado a R$ 3,76

Trump retira EUA do acordo nuclear com Irã.

Na véspera, o presidente norte-americano, Donald Trump, retirou os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã e anunciou sanções econômicas ao país. Isso alimentou temores de que a produção e exportação de petróleo iraniano sejam afetadas, o que elevaria os preços da commodity.

Preços mais caros de petróleo impactam a inflação e podem levar o Fed a subir mais do que o esperado os juros nos EUA. Com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.

Diante disso, os preços do petróleo avançavam cerca de 3% nesta manhã, acima de US$ 70,98 por barril, perto das máximas do fim de 2014.

Dólar alto pode afetar queda dos juros no Brasil

Nesta seção, o dólar também se valorizava mais em relação ao real do que moedas de países emergentes por conta do chamado diferencial de juros. Ao mesmo tempo em que há temores de que o Fed, eleve ainda mais os juros nos EUA, há expectativa de que o Banco Central brasileiro reduza a taxa básica de juros, a Selic na próxima semana para nova mínima histórica, a 6,25% ao ano. Com uma diferença maior entre as taxas, os investidores tendem a migrar para a maior economia do mundo atrás de rendimentos com baixíssimo risco.

“Acredito que se a moeda furar R$ 3,60, o BC voltará a atuar, porque se trata de um movimento especulativo”, afirmou à Reuters o gerente de câmbio do grupo Ourominas, Mauriciano Cavalcante.

Redação Dinheirama
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