Por Rodolfo Amstalden, analista, CNPI, da Empiricus, parceira de conteúdo do Dinheirama.

Desde pequenos estamos acostumados a ouvir as pessoas falarem sobre a cotação diária da moeda dos Estados Unidos. Nos últimos 2 anos, a cotação do dólar em relação ao real subiu bastante, mas o que isso tem a ver conosco?

Para entender a influência do dólar na economia brasileira, primeiro temos que olhar para todos os itens que consumimos e para as empresas que os fabricam.

Muitos dos produtos que utilizamos possuem componentes importados. Quando o dólar sobe, aumenta o custo das companhias para comprar esses itens.

O empresário ou o produtor que passa por essa situação tem sua margem de lucro reduzida. Ou seja, a diferença entre o que ele ganha nas vendas e o que ele gasta com todos os seus custos e despesas diminui.

Para compensar essa perda, ele tenta repassar esse incremento do custo para os consumidores com o aumento dos preços dos produtos. Como exemplo, podemos citar um bolo pronto que custa R$ 13,00 para ser produzido e é vendido por R$ 15,00. Quando o dólar sobe, o trigo fica mais caro e o custo para produzir o mesmo bolo pula para R$ 14,00. A redução foi de R$ 1,00 na margem. Com isso, o dono da padaria tenta repassar esse valor para o consumidor, aumentando o preço do produto.

O mesmo acontece em diversas outras áreas da economia, como no caso de uma farmacêutica que precise importar enzimas para produzir os medicamentos, ou mesmo uma fabricante de equipamentos de tecnologia que precise comprar placas de memória vindas dos EUA.

Mas o salário do consumidor não sobe na mesma velocidade do aumento dos preços dos produtos, certo? Assim, o poder de compra dos brasileiros diminui.

Além dos importados e dos produtos nacionais com componentes estrangeiros, tendem a ficar mais caros também os produtos 100% nacionais. Isso acontece basicamente por duas razões: 1) os consumidores tendem a migrar para eles, o que eleva a demanda e, consequentemente, o preço. 2) Com os preços dos concorrentes subindo, as empresas que não dependem dos importados tendem a elevar também seus preços, para aumentar suas margens.

Assim, há um aumento dos preços dos produtos no país, o que afeta o seu bolso.

Há também algumas consequências indiretas do aumento do dólar. É o caso, por exemplo, do aumento do desemprego. Algumas empresas não conseguem realizar o repasse cambial para os seus produtos, o que exige que reduzam outros custos internos de produção. Entre eles, está a folha de pagamentos. Assim, não é raro que essas empresas façam demissões.

Agora você tem uma compreensão básica dos problemas da alta do dólar, mas ficam ainda algumas perguntas:

  • Ainda vale a pena comprar dólares para investir, ou já perdi a oportunidade?
  • Vou sair de férias e o dólar está um absurdo, como eu faço?
  • Qual a melhor maneira de investir para ganhar com a alta do dólar?

Preparei um documento mais completo, que respondem todas essas perguntas, principalmente a última, dando algumas opções interessantes de investimento em dólar, além da própria compra da moeda em espécie. E se o seu caso é viajar, há uma forma que pode te livrar do IOF de 6,38% dos cartões de crédito e pré-pagos.

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Nota: Esta coluna é mantida pela Empiricus, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto “dollars”, Shutterstock.

Empiricus Research
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