O Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado pelo Banco Central, mudou a ênfase da diretoria da instituição, ao falar da adoção das medidas necessárias para assegurar o cumprimento do regime de metas. Agora, essas ações não mais se dirigem aos preços em 2016, mas sim à convergência da inflação para a meta de 4,5%, em 2017.

Para 2016, o BC passou a ver que a inflação subirá 6,9%, acima da projeção anterior de 6,6%. Para o fim de 2017, o relatório prevê uma inflação de 4,7% no cenário de referência. Por isso, o documento manteve a avaliação de que “o cenário central não permite trabalhar com a hipótese de flexibilização das condições monetárias”. O BC considera que há avanços no combate à inflação, mas ressalta que a sua continuidade depende de ajustes – principalmente fiscais – na economia brasileira. A estimativa de 4,7% para 2017 contradiz a ata do Copom publicada no último dia 16, que afirmava que a inflação ficaria em 4,5%.

Segundo o relatório, para o segundo trimestre deste ano, o IPCA deve ter alta de 8,8%. No terceiro, a taxa projetada pelo BC é de 8,2%. Pelo cenário de mercado, a taxa projetada passou de 6,9% para 7,0%. A expectativa do BC é que o IPCA fique em 8,8% ao final do segundo trimestre e passe para 8,2% no terceiro, como no cenário de referência.

Vantagens para aposentadoria das mulheres pode diminuir

Além de pregar a fixação de um piso de 65 anos, o governo interino de Michel Temer pretende propor às centrais sindicais uma redução na diferença para aposentadoria entre homens e mulheres.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, em reunião do grupo de trabalho para elaboração de uma proposta de reforma previdenciária, marcada para esta terça-feira (28), o governo quer defender uma diminuição na diferença de cinco para três anos.

Hoje, para se aposentar, a mulher precisa atingir 30 anos de contribuição para Previdência, enquanto homens devem ter no mínimo 35 anos.

As centrais sindicais já reconhecem que podem apoiar a redução da diferença para três anos, mas exigem que ela só seja válida para os novos contribuintes, o que é descartado por assessores e auxiliares presidenciais.

Reino Unido é rebaixado por agências de risco

As agências de classificação de risco Standard & Poor’s e Fitch, rebaixaram o rating do Reino Unido depois de a população decidir em referendo, na semana passada, deixar a União Europeia. Além disso, com o resultado, o mercado de ações perdeu, só na sexta-feira, US$ 2 trilhões (R$ 6,7 trilhões) – o equivalente a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Na última sexta-feira, a queda nos valores de ações em Londres, Paris, Frankfurt e na Ásia somou valor superior a todo o PIB brasileiro de 2015 ou R$ 5,9 trilhões. Ainda segundo a S&P, as perdas superaram as causadas no dia seguinte à quebra do Lehman Brothers em 2008 e à Segunda Negra de 1987.

Mercado Financeiro

As primeiras impressões sobre o Banco Central sob o comando de Ilan Goldfajn, mostram que o BC, por conta da inflação, pode demorar mais do que o previsto para baixar os juros do Brasil.

No cenário externo, ainda causa temor no mundo a saída do Reino Unido da União Europeia. O mercado continua acompanhando de perto possíveis ações que possam indicar o que de fato irá acontecer, visto que alguns defendem até um novo referendo.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 12h07 em alta de 1,28% com 49.875 pontos, enquanto o dólar operava em baixa de -2,18% negociado a R$ 3,32.

Foto: Agência Brasil

Redação Dinheirama
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