A gente fala muito de inflação, mas talvez você ainda não tenha lido sobre o conceito que envolve os índices de inflação.

Tais índices são calculados com base em uma “cesta” de centenas de produtos que são comuns na vida da maioria das pessoas. Para você ter uma ideia, esses produtos podem ser o arroz, o sabonete, o celular, o guarda-roupas, a bicicleta, o cimento e assim por diante.

Cada objeto da lista que compõe o índice possui também um “peso”, medido pela relevância que tem na manutenção e dia a dia das pessoas. O objetivo é manter uma média das variações dos preços, que seja o mais próximo possível da realidade.

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Vários tipos de índices

Existem muitas possibilidades de se medir a inflação que incide sobre a economia de um país, bastando variar o período de medição e os produtos e serviços, com seus respectivos pesos. É por isso que há vários índices:

  • INPC: Índice Nacional de Preços ao Consumidor;
  • IPCA: Índice de Preços ao Consumidor Amplo;
  • IPCA-E: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial;
  • IPCA-15: Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15;
  • IGP: Índice Geral de Preços;
  • IGP-10: Índice Geral de Preços 10;
  • IGP-DI: Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna;
  • IGP-M: Índice Geral de Preços do Mercado;
  • IPC-Fipe: Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas;
  • IPC-S: Índice de Preços ao Consumidor Semanal;
  • IPC-SP: Índice de Preços ao Consumidor – São Paulo.

Calma! Não vamos detalhar cada um deles neste texto, mas é bom que você saiba que eles existem e possuem aplicações distintas.

O que importa ressaltar é que o nosso governo utiliza o IPCA para medir a inflação oficial de nosso país. É o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que faz a medição, entre os dias 1º e 30 de cada mês.

O IPCA considera o consumo de alimentos e bebidas, itens de nossas residências, comunicação (telefone, internet, etc), despesas pessoais, educação, moradia, saúde e cuidados pessoais. Ele reflete o custo de vida das famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos.

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Qual é o seu índice de inflação?

Agora vamos ao ponto de reflexão importante gerado por este assunto: se um índice de inflação como o IPCA é baseado numa média de consumo das pessoas, ele nem sempre reflete a nossa realidade específica. Em outras palavras, é muito provável que você (assim com eu) não consuma os mesmos produtos que estão listados no índice.

Seria possível, então, medir a inflação real que incide sobre a nossa vida e de nossa minha família? Sim, desde que você seja uma pessoa organizada com as suas finanças e já tenha o hábito de realizar seu controle financeiro.

Para quem já incluiu isso na sua rotina, não é difícil montar uma planilha e comparar a elevação dos preços dos produtos que mais utiliza no seu lar. Com isso, ficará mais fácil realizar ajustes nos hábitos de consumo, de forma a reduzir os efeitos da inflação, pois enquanto alguns produtos ficam mais caros, é possível encontrar outros similares com preços melhores.

Isso acontece porque enquanto algumas empresas simplesmente repassam os seus custos (que aumentaram) subindo o preço dos produtos, outras trabalham de forma mais eficiente e condizente com a crise, buscando eliminar custos desnecessários, melhorar seus processos internos e implementar formas inovadoras de se fazer mais com menos. O resultado é um preço mais atraente nos produtos e serviços que oferecem.

Conclusão

Este assunto nos leva a um dos princípios básicos da educação financeira, que é o controle do orçamento. Quem cuida do próprio dinheiro sempre terá melhores condições de reagir às tempestades da economia, fazendo rapidamente os ajustes necessários até que as coisas se normalizem.

Ah, se você está precisando de uma mãozinha para começar a controlar (ou aperfeiçoar) o seu orçamento, não se esqueça de baixar nossa planilha gratuita de controle financeiro. Um abraço e até a próxima!

Giovanni Coutinho
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