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O valor de um bom presente

Publicado por em 10.12.2007 na seção Finanças Pessoais

IPO BM&F: vai ou fica?Uma das tradições natalinas do mundo moderno é a guerra das compras de final de ano. Na hora de escolher presentes para pessoas queridas, inevitavelmente somos apanhados por dúvidas relacionadas aos preços e aos recursos de que dispomos – que tipicamente são escassos. Quanto gastar? Será que a pessoa achará que sou miserável? Será que a pessoa me daria algo desse valor? Será que não terei problemas financeiros se for muito generoso nos presentes? Dúvidas intermináveis que rondam milhões de consumidores ávidos por queimar seu décimo terceiro salário ou bônus de final de ano.

Em parte, tais dúvidas são pertinentes. Mas apenas em parte, pois, ao presentear, realmente devemos expressar no valor do presente o apreço que temos pela pessoa que o recebe. Porém, um presente de elevado valor não é a mesma coisa do que um presente de elevado preço. Essa diferença é importante.

Há duas moedas disponíveis para pagar o que consumimos: dinheiro e criatividade. Normalmente, quanto menos criatividade utilizamos, mais dinheiro desembolsamos. O exemplo clássico de meus livros é o do namorado que não teve criatividade para dedicar tempo na elaboração de um cartão caprichado ou de uma poesia, ou para planejar um dia a dois inesquecível – normalmente, ele acaba compensando sua falta de criatividade com a compra de um buquê de flores caríssimo.

Presentes custosos não deixam de gerar uma boa impressão. Quem recebe um presente caro, como uma roupa de grife, certamente reconhece nele o valor do elevado desembolso. Porém, quem recebe uma lembrança cuidadosamente elaborada por quem presenteou, com um cartão contendo uma mensagem que reforça o sentimento de amizade ou amor, inevitavelmente reconhecerá o tempo dedicado à personalização do presente e, por isso, o devido valor daquele item. Mesmo que tenha custado muito pouco, é o tempo dedicado a fazer daquela lembrança algo único e pessoal que dá a ela seu devido valor.

Talvez esteja na criatividade, hoje tão escassa, o tão procurado espírito natalino que o comércio se encarregou de transformar em uma burocrática troca de presentinhos. Repense seus presentes, repense seus gastos, para que você tenha um Natal mais rico.

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Gustavo Cerbasi (www.maisdinheiro.com.br) é consultor financeiro pessoal e autor de Casais Inteligentes Enriquecem Juntos e Dinheiro – Os Segredos de Quem Tem.

Crédito da foto para Marcio Eugenio.

Imagem de gustavocerbasi

5 comentários

  1. Imagem do comentarista

    Perfeito, vai de encontro a tudo o que sempre conversamos.

    O que realmente é maravilhoso na vida, não custa caro.

    Um sorriso verdadeiro, uma palavra amiga, um sorriso.

    Vamos difundir essa idéia.

    abraço

  2. Imagem do comentarista
    Michel Cabelho

    Posso copiar e colar o texto do Ricardo Pereira e colar aqui?

    brincadeira, mas é isso mesmo como ele disse ali em cima "O que realmente é maravilhoso na vida, não custa caro."
    Simples assim.

    Abraços Família Dinheirama

  3. Imagem do comentarista
    José

    É isso aí!
    Vamos fechar as mãos e sorrir para o próximo! Isso o dinheiro não compra! hahahaha

    Alías, a festa de natal esse ano na minha família vai ser assim! Uma distribuição de sorrisos só! Vai tá todo mundo cheirando a dinheiro! hehehe

  4. Imagem do comentarista

    Excelente texto, Gustavo.
    Meu pai, durante toda a minha infância, sempre agiu de acordo com sua crença de que não era preciso uma data especial para presentear. Se ele tinha dinheiro, e vontade de dar algum presente, ele ia lá e comprava. Se não tinha dinheiro, independente de ser natal, aniversário, etc, era só uma lembrança simples, um passeio diferente...
    Talvez seja isto, realmente, que precisemos resgatar. Talvez seja hora de pararmos e nos conscientizarmos de que presentes caros não substituem a atenção que, por alguma razão, deixou de ser dada.

  5. Imagem do comentarista
    teca

    A gente só capricha na criatividade quando sentimos amor e carinho pelo presenteado. Receber um presente feito com carinho, não há dinheiro que pague.

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