Consórcio - Nas entrelinhas, um mau negócio
Publicado por Conrado Navarro em 16.06.2008 na seção Educação Financeira, Imóveis
Giba comenta: “Navarro, gostaria de ler um artigo ou mesmo uma breve resposta sua sobre a compra da casa própria através do consórcio. As prestações sempre são mais baixas que a dos financiamentos, o total pago ao final também, mas acho que tanto o lance quanto o sorteio são questões que parecem inviabilizar sua matemática para a maioria dos brasileiros. Estou certo? Obrigado.”
Contrariando a forma mais elegante com que escrevo o início de meus artigos, deixo claro que não sou fã dos consórcios, especialmente os imobiliários. Ah, sim, estou pronto para as pedradas! Matematicamente atraente, o consórcio esconde algumas armadilhas capazes de inviabilizar o negócio e transformá-lo em uma alternativa de compra mais cara que os usuais financiamentos via SAC e(ou) Tabela Price:
Armadilha 1: Sustentar a ilusão de que será sorteado rapidamente
O otimismo característico do brasileiro e sua fé inabalável são fatores emocionais perigosos quando o assunto é negociar um bem caro ou investir na casa própria. O brasileiro típico, que mora de aluguel, acaba entrando em um consórcio esperando ser sorteado ainda no primeiro ou segundo ano. Imagine que o prazo total do consórcio seja de 15 anos (comum) e as chaves saiam apenas no décimo ano. Vale a pena pagar o aluguel e a prestação até lá?
Armadilha 2: Encarar os valores das parcelas sem pensar no longo prazo
Um pouco de matemática* nos ajuda a ilustrar a questão. Suponha que o brasileiro do exemplo anterior paga R$ 500,00 de aluguel (reajustados anualmente) e que as prestações pagas no consórcio contratado são de R$ 1500,00 (também reajustadas). Caso ele seja contemplado somente no décimo ano, os números ficam assim:
- Ele terá pago aproximadamente R$ 70 mil de aluguel;
- Ele terá pago aproximadamente R$ 183 mil no consórcio.
Você deve estar se questionando sobre o uso de um montante como lance. Calma, falaremos disso na seguinte armadilha. Por enquanto, imagine que este cidadão decida aplicar, ainda que na poupança, os R$ 1500,00 do valor mensal das prestações. Ele teria, nos mesmos dez anos, aproximadamente R$ 260 mil (equivalentes a R$ 180 mil se corrigidos pela inflação). Usando alternativas mais interessantes (fundos mistos, ações etc), o valor passaria dos R$ 500 mil.
A realidade aqui nos brinda com duas conclusões óbvias(?):
- Poupando e usando os juros compostos a família pode comprar o imóvel antes do tempo total previsto pelo consórcio;
- O brasileiro em questão pode, dada sua capacidade poupança, deixar de pagar aluguel mais cedo se optar pela paciência e disciplina nos investimentos.
Armadilha 3: O lance
A verdade neste caso é simples: quem não tem dinheiro para dar um bom lance paga para poupar. Basta lembrar-se do exemplo dado no início do texto. Aquele parente que diz que “o consórcio é legal porque ficamos comprometidos com o pagamento e isso serve como poupança” está simplesmente assumindo sua incapacidade (ou preguiça) de gerir seu próprio dinheiro.
Ele prefere entrar numa “poupança forçada” que custa caro - volte ao exemplo da segunda armadilha se achar que estou exagerando. E quem tem muito dinheiro para o lance? Respondo com uma pergunta. Você sabia que, em média, o valor do lance contemplado no primeiro mês vale 50% do crédito? Pois é, não sabia!
Quem faz isso entra em um péssimo negócio, já que nessas condições o financiamento com as taxas de juros atuais garante pagamento final menor (mesmo que as parcelas sejam mais altas). Pagar metade do valor do crédito (lance) e ainda permanecer com as parcelas custa mais caro que um financiamento simples. E custa muito mais caro que economizar, poupar, investir e deixar para comprar o bem à vista dentro de alguns anos.
Pode fazer as contas, o lance dado até os cinco primeiros anos do contrato somado às prestações pagas ao longo do tempo caracterizam um mau negócio. Quando o assunto é a primeira casa própria, especialmente se o objetivo é fugir do aluguel, a situação se agrava: durante este período estão correndo despesas como aluguel, água, condomínio etc.
Sabe aquele primo “chato” que casou-se recentemente e que vive lhe dizendo que eles ainda pagam aluguel e poupam parte da renda para comprar a casa só daqui cinco, seis, sete anos? Aquele, que considera consórcio, financiamento e endividamento algo ruim e que defende que pagar aluguel pode ser uma atitude inteligente, lembra? Pois é, não se espante se ele se mudar antes de você e ainda sustentar um fluxo de caixa mais livre.
Eu sou um primo bem “chato”, acredite! No fundo, toda a implicância tem apenas um objetivo: alertá-lo de que seu dinheiro é sua responsabilidade direta e que, tirando aqueles que realmente sabem o que a alavancagem significa, entrar em consórcio, financiar e se endividar são péssimas atitudes. Mas chega de chatice, não é?
* Não vou entrar nos detalhes de cálculos de matemática financeira, apesar dos valores já contarem com os reajustes e uso das funções financeiras correspondentes. Acredite, poupar e usar o tempo como aliado nos investimentos ainda é o melhor caminho para a independência financeira.
Crédito da foto para stock.xchng
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“sabia que, em média, o valor do lance contemplado no primeiro mês vale 50% do crédito?” Por gentileza, poderia indicar a fonte desta afirmação?
De forma bem geral o consórcio só é bom pra quem é extremamente sortudo ou pra quem não consegue mesmo juntar o dinheiro.
O problema de achar que é sortudo é que a grande maioria que entra no consórcio acha que é sortudo….
E o problema de não conseguir comprar coisas sem ser na base da dívida exige outras alternativas. Não seria melhor se disciplinar primeiro?
Letra Morta, obrigado pela visita e comentário. A fonte são minhas comparações e consultas ao mercado e a especialistas. O valor médio de 50% é muito comum em consórcios imobiliários. Faça simulações e constatará essa realidade.
Samurai, obrigado pela participação. É exatamente essa a essência do artigo.
Abraços.
Letra Morta,
Dá uma olhada nessas colunas do Mauro Halfeld sobre consórcio (clique aqui para acessá-las).
Detalhe para a do dia 18 de setembro de 2006 (Dar um lance no consórcio pode não ser uma boa solução para ter a casa própria por causa das taxas de administração), que tem essa sua dúvida. Ele fala: “Geralmente os lances vencedores atingem 50% do valor do imóvel”.
Além disso tudo, prefiro o financiamento. Foi o que fiz recentemente. O custo total efetivo ficou em cerca de 10% a.a., com juros efetivos de cerca de 9,01% a.a. (programa pró cotista da caixa).
Em algumas cidades, mesmo pagando os 20% do imóvel e financiando os 80% restantes, você consegue uma prestação de praticamente o preço pago no aluguel. Considero essa a “dívida boa”.
Gostei muito do artigo, pois tneho interesse em adquirir um consórcio para a compra da casa. Agora, me diga uma coisa: se eu tiver esses 50% de entrada que vc citou, o consórcio se torna inviável? estou juntando dinheiro para ter estes 50%, e ao dar o lance e ser contemplado, reduzir o valor da parcela, para que esta caiba bem no meu bolso… acha um mal negócio??
obrigado
Você gosta de dinheiro?
A resposta sincera a esta simples pergunta pode revelar a forma de uma pessoa administrar suas finanças e explicar as dificuldades de atingir suas metas pessoais.
Que tal um artigo sobre este assunto?
Eu concordo com o Conrado em muitas das colocações, mas depois de seis anos INVESTINDO em consórcios, também discordo de muitas delas. Os lances para contemplação em consórcios novos costumam ser MAIORES que 50%, mais próximos de 70%, inclusive.
Mas há diferentes formas de comprar utilizando os consórcios. Dá para comprar cartas já contempladas, por exemplo, de quem teve sorte e contemplou no início mas não quer adquirir um imóvel. Mesmo pagando um bom ágio para adquirir uma dessas cartas, ainda sai bem mais barato que um financiamento da diferença do valor que o consórcio alavanca.
Dá para nos colocarmos na outra ponta também, que é o que faço. Podemos fazer diversas cartas e com uma série de estratégias e escolhas, fazer a estatística trabalhar a nosso favor. Dessa forma, aumentamos nossa chance de contemplação e nos colocamos na posição de investidores que lucram com a venda de cartas contempladas.
Quem quiser saber mais, escrevi diversos artigos explicando todo esse investimento em detalhes no site http://www.moedacorrente.com.br. Faço isso há seis anos e foi o que me proporcionou a compra do meu novo apartamento.
Claro que não poderia deixar de concordar com o Conrado que aplicar o dinheiro todo mês para ganhar com juros e finalmente quando tivermos o valor todo comprar o imóvel, é a forma mais barata de fazer isso. Mas no meu caso, adquiri meu apartamento de forma bem mais rápida e barata usando os consórcios de forma “criativa”.
Caro Navarro,
Ler artigos por você, é um verdadeiro deleite prá quem gosta da área de economia e finanças, seus artigos são simplesmente muito bons. A propósito do consórcio as conclusões ue vc chegou valem também para o caso dos automóveis. E acrescento que é a prova definitiva de como se estraga uma boa idéia no Brasil. Aliás segundo me consta o consórcio é uma idéia brasileira.
Sou contabilista por profissão e por conveniência professor de matemática, física e história geral no momento, não tenho vínculo empregatício.
Gostaria de ver um artigo seu sobre uma idéia, a qual tento calcular os reflexos na economia nacional:
- Imagine se o Presidente Lula, com base no seu passado de simples operário, tivesse instituido uma lei que tornasse obrigatório o pagamento semanal de todos os assalariados? Inclusive funcionários públicos?
Tento imaginar os benefícios aos assalariados(acredito nisso!) e os prejuízos dos bancos e financeiras que trabalham com o crédito varejista.
Eu até agora acredito que ninguém compraria mais através do crediário( com exceção de itens muito dispendiosos como automoveis ou imóveis, ou até eletrodomésticos caros), todos se autoeducariam para poupar e comprar a vista. O comércio se beneficiaria pois teria liquidez de 100% nas vendas, estariam sempre capitalizados e poderiam negociar preços melhores com os fabricantes. As financeiras e bancos tomariam a iniciativa de baixar juros para atrair clientes, ou teriam que viver dos juros do fundo governo(selic).
Claro num primeiro momento poderiamos ter um aquecimento nas vendas do comércio que poderia elevar a inflação, mas se o governo puder controlar as taxas de importação…chegariamos num equilibrio a médio prazo.
Mas eu não sou ninguém, sou só um lascado meio sonhador, gostaria muito da sua opinião, mesmo que você o faça diretamente por e-mail.
Grato,
Augusto
boa noite
Não concordo que o consórcio seja um mal negócio.
Comprei a minha casa através de um consórcio e comparando com o financiamento habitacional poupei cerca de R$20000,00.
No grupo que eu estava o lance era limitado em 40 cotas sendo que você podia usar 30 % do valor da carta em lance isso da 25 cotas.Em 6 anos quitei o consórcio.
Vale apena lembra que está sendo aprovada a PL7161 que vai regulamentar a utilização do FGTS para pagamento de consórcio.Hoje já se pode usar o FGTS como lance nos consórcios de imóveis.
É bom avaliar e comparar números.
Quando você menciona fundos mistos , ações é bom avisar que a pessoa pode perder todo o dinheiro, pois são invetimentos de risco.
Quanto as armadilhas a 1° concordo plenamente não pode imaginar que vai ser logo sorteado, tirei a minha carta através de lance na 36° cota.
A 2° vai de acordo com o propósito da pessoa, se estiver pagando aluguel não é bom o consórcio e sim o financiamento que é imediatista.
A 3°tambem é relativa após pois as pessoas que dão mais de 50% de lance são imediatistas.Quando ingressar em um grupo deve comparar as formas de lance.Exemplo algumas empresas fazem sistema de lance livre e lance limitado.
Quando for limitado deve se avaliar se possue capital suficiente para pagar o lance e isso pode se com o uso do FGTS.
Opinião pessoal se não tiver pressa o consórcio é um bom negócio.
Att
Inácio
Olá!! Bom, estou com numa dúvida cruel. Parece até maluquice minha, mas minha dúvida é: consórcio ou compra do imóvel à vista? Tenho um plano para minha independência financeira. Modo de aluguel e faço exatamente isso que vc comentou. Invisto dinheiro há cerca de 3 anos. Já tenho o dinheiro para comprar o imóvel à vista, mas não queria imobilizar um capital que corresponderia a praticamente 80% do que eu economizei até o momento…então, o que vale mais a pena? Comprar à vista ou por consórcio, levando-se em conta que eu tenho dinheiro pra dar um lance vencedor logo de início? Como as taxas são mais baixas do que os financiamentos bancários, valeria a pena pagar a vista ou dar este lance de 50% e parcelar o restante, continuando a aplicar a grana em fundos de investimentos e ações?????
Concordo plenamente que o consórcio seja uma roubada. Entrei em um há algum tempo e até hoje não fui contemplada. Vejo apenas o meu dinheiro indo embora todo mês e principalmente no final do ano quando é reajustado. E o pior é que não posso desistir devido à sanções. Pra me chatear ainda mais, cerca de 2 anos quando já estava quase finalizando o grupo e quase vi a minha chance de finalmente poder comprar a minha casa própria, inventaram um maldita assembléia fazendo junção de grupos e voltei praticamente a estaca zero. Ou seja se minhas chances tinham aumentado com a conclusão do grupo, com esta junção, ficou quase impossível a minha contemplação; porque só quem tem dinheiro consegue a contemplacão, até mesmo porque eles não fazem um grupo de valor X, eles colocam em um mesmo grupo valores variados e nós ficamos sujeitos as manobras deles.
Podia ter lido seu artigo há um mês atrás quando comprei um consorcio Fiat, paguei a entrada e devo pagar nesta semana a 2ª. Pergunto se há alguma sanção além de ter que esperar para ece^befr o que ja paguei? Receberei? Você sabe se quem compra consórcio direto da Fiat e não atrasar as prestações sera contemplado no 3º mês ou se isto é cascata de vendedor? Gostei do artigo, obrigado.
bom dia, estou prestes a fazer um consorcio,no valor de (145.000),tenho (50.000),para lance,sendo este consorcio de (140)meses,gostaria de saber se e vantagem neste caso.
Olá,boa tarde.
Sou corretor de imóveis e li o seu comentario e as opniões dos leitores.Achei relevante todos os comentarios,gostei muito do que o autor levantou pois como profissional ligado diretamente a area concordo plenamente a sua analise.Aconcelho ou sujiro que o principal interessado analise muito criteriosamente esta modalidade de compra do seu bem.
Renata: Eu estava exatamente na sua situação, poderia comprar meu novo apartamento a vista ou através de um consórcio (financiamento sempre esteve fora de cogitação). Minha escolha foi adquirir cartas já contempladas no mercado. Dei sorte (aquela, onde o preparo encontra a oportunidade) e consegui cartas já contempladas sem nada de ágio em cima. Dessa forma, fiz o equivalente a um “financiamento” a juros zero. Entra em contato comigo que posso te ajudar nisto.
Isaura: Procura um advogado e busca teus direitos. O Banco Central normatiza os consórcios mas mesmo com isso ocorrem vários abusos, principalmente em administradoras menores e não sérias. O que tu relataste foge muito das práticas de mercado das melhores administradoras.
Antonio: Nenhum consórcio pode garantir a contemplação num mês específico. Se garantir isso, não é consórcio, é financiamento disfarçado. Exige sempre o contrato para comprovar o que o vendedor te disser.
Roberto: Em um consórcio de imóveis, com 50.000, tu não consegues contemplar uma carta de 145.000. A não ser que use uma série de artifícios que farão o valor a receber ser bem menor, mas pagando as taxas do valor total. Furada completa. Escrevi um artigo explicando isso no Moeda Corrente, procura lá por Lance Embutido.
O mais importante de tudo é lembrarmos sempre o que o Conrado diz, que devemos analisar bem nossas opções antes de mergulhar na primeira alternativa que nos aparece na frente. A matemática necessária para isso é somente soma e subtração, não é difícil. Só exige um pouco de atenção aos detalhes.
Estudo profundamente esse assunto (consórcios) há seis anos. Fico a disposição se alguém tiver alguma dúvida mais pessoal.
Abraços,
Fabricio.
Estou com o seguinte problema:
Quero comprar um imóve que vale 300.000 e tenho 130.000 em dinheiro. Tentei buscar financiamentos na Caixa e Poupex, porém, o máximo que me imprestam é 145.000, ou seja, insuficiente para minha aquisição. Uma alternativa que vejo é a de adquirir duas cartas de consórcio no valor de 140.000 (180 meses - poupex) e dando como lance para cada uma 55000,00 com a finalidade de obtê-las de imeato. Gostaria de saber sua opinião a respeito, supondo, que com os lances de 55.000 são suficientes para levar a carta.
Obrigado, boa noite…
Oi Alan,
Com os 130.000 que tens, tu consegue créditos contemplados no valor total de R$ 300.000. Mas não consegue contemplá-los em cartas novas. Os lances necessários para contemplação de cartas novas são de quase 70% do valor do crédito.
Com as cartas já contempladas, tu te aproveita da sorte de outros que contemplaram no início e adquire essas cartas por um valor menor de entrada, além de contar com a garantia delas já estarem efetivamente contempladas. O teu custo por isso é que terás que pagar um pequeno ágio a quem possui essas cartas, porém, mesmo com este pequeno ágio, o custo final para ti será bem menor do que se fizesse um financiamento do valor que te falta.
Foi exatamente assim que adquiri meu apartamento atual. Dá uma olhada em:
http://www.flickr.com/photos/fperuzzo/sets/72157604697733066/ para ver as fotos.
Fico a disposição para o que puder ajudar.
Abraço,
Fabricio.
SÓ UMA PERG. FBRICIO STEFANI……AQUELAS PESSOAS QUE ADQUIREM CONÇORCIO SIMPLESMENTE POR ESPECULAÇÃO.
VALE REALMENTE A PENA, CONSIDERANSO VALORES ENTRE 45 A 55 MIL REAIS,,, E O CONÇORCIO PORTO SEGURO, O QUE VC ME DIZ DA EMPRESA COMO ADMINISTRADORA DE CONÇORCIOS,,,,??? OBRIGADO.. AGUARDO….UM ABRAÇO
Oi Adilson,
Se por especulação tu falas em adquirir as cartas para depois de contempladas vendê-las com lucro, acredito que vale a pena, sim. Eu mesmo comecei meus investimentos desta forma, há 6 anos, e continuo investindo assim.
O que acontece é que essa é somente uma das formas de ganhar dinheiro com os consórcios. Há outras, que dependem de quando ocorre a contemplação. O bom é que nunca se perde dinheiro neste investimento. Desde, é claro, que se tome os cuidados para investir nas cartas certas, das administradoras certas.
Sobre a Porto Seguro, não tenho muito a falar deles. Não invisto nas cartas deles por não serem adequadas ao tipo de investimento que faço. Nem vendo cartas deles.
Pessoalmente, só invisto e ofereço aos meus amigos e clientes as cartas da Rodobens, acompanhando mensalmente e cuidando pessoalmente do investimento de todos. É isso que faço através da minha empresa Megacombo.
Abraço,
Fabricio.
Olá,
porque esse artigo não me apareceu antes??? Contratei um consórcio de imóvel no valor de R$ 60.000,00, pagando R$ 500,00 por mês, e daria R$ 8.000,00 de lance do valor do próprio crédito, mais um residual do fgts do meu noivo de R$ 2.800,00 aproximadamente. Já é o 4º mês que tentamos com esse valor de lance, e o pior de tudo é que o consórcio nos garantiu que estava colocando a gente num grupo onde o valor do lance é mais baixo, mas todo mês é contemplado alguém com 50, 70% do valor do crédito como lance. Estamos pensando se compensa parar por aqui, mas por outro lado não temos nenhuma condição de entrar com um financiamento, o fgts não é suficiente para uma entrada. O que fazer???
Bom dia,muito obrigado pelo retorno, solicito nova informaçao;em um consorcio de (140meses)valor de (145.000),ja em andamento,com (15cotas),com um lance de (50.000),com opçao de pagar o saldo devedor de (15cotas),ou diminuir do valor da carta,ficando (124 cotas),para receber, (125.000), torna-se vantagem para mim.
Silvana: Com certeza te enganaram, prometendo contemplação com um lance tão baixo. Infelizmente essa parece ser uma prática ainda comum no mercado de consórcios. Fora o detalhe de que o lance de 8000 tirado do valor do próprio crédito não te daria nenhuma vantagem, já que todos os outros participantes poderiam fazer o mesmo. Se tu tiveres algum documento garantindo a contemplação com lance baixo, tu podes entrar na justiça e ao menos tentar reaver o que já pagaste. Se não tiver, parar de pagar só vai fazer vocês perderem o que já pagaram (recebem de volta no final do plano, corrigido). Não sei de que administradora é esta tua carta, mas se pararem de pagar agora é possível que cortem a comissão do vendedor que enganou vocês. Sugiro procurar a própria administradora do consórcio e denunciar o vendedor que os enganou. Temos que tirar do mercado esse tipo de picaretas que só prejudicam as pessoas.
Roberto: Esta proposta me parece uma enrolação semelhante a que a Silvana descreveu acima. Me manda um e-mail com mais detalhes para que eu possa analisar melhor. Meu e-mail é fabricio (a) megacombo.com.br.
Boa tarde,agradeço o retorno,Fabricio,o grupo o qual falei e o seguinte, ja em andamento(140meses),dento ja passado (15parcelas)valor do consorcio (145.407.00)opçao de eu ofertar (50.000.00,+as 15 parcelasque ja passaram),caso seja venha ser comtemplado,teria opçao depagar as (15cotas),ou descontar do valor da carta,ficandacom um valor da carta a receberde(125.000),com uma prest,de (892.00)com (124parcelas apagar,tornase vantagem para mim.desta ja agradeço atençao.OBS.valor inicial do plano (1298.00)a parcela,(140meses).
Olá Fabricio Stefani Peruzzo, meu nome é Altemar, sou morador da cidade de Caxias do Sul - RS, eu estava lendo os comentários sobre consórcios, e não pude deixar de notar que além de um bom entendedor sobre os consórcios, você também gosta de investir nesse negócio, que apesar das críticas, é um dos segmentos mais procurados e utilizados para aquisicão de imóveis em todo o Brasil. Notei também que você costuma adquirir cartas da rodobéns, que por sinal é uma das melhores administradoras e pelo conhecimento que tenho, a maior do país. Bom a minha intenção é indicar a você uma outra opção, eu sou consultor de consórcio da maior administradora do estado do RS, estamos entrando no mercado nacional, e no passo que estamos crescendo em breve seremos uma das maiores do país também. E pra você que gosta de investir, para vende-los contemplados, temos uma opção muito boa e atraente, talvez você já conheça ou já tenha ouvido falar de nossos diferenciais, que seriam em primeiro lugar sem taxa de adesão e sem parcelas mais altas no ínicio do plano, sorteio pela loteria federal, lances fixados, e lances fidelidades para quem paga o consorcio em dia, metade da parcela até a contemplação, que no seu caso seria muito interessante, já que o investimento se torna mais barato e aumenta as suas possibilidades de contemplação conseguindo pagar um numero maior de cotas, isso tudo com a garantia e segurança de um grupo de empresas sólidas e líderes de mercado nos segmentos que atuamos. Se você tiver interesse de saber mais informações, ou talvez de futuramente vir á investir alguma cota conosco, fico a disposição e gostarei muito de vir a negociar com você. meus emails particulares:
altemar.pereira@pop.com.br ; alt.pereira@ibest.com.br
Oi Altemar,
Obrigado pela oferta, mas esta não é a melhor opção para mim. Conheço bem as empresas do grupo Herval e sei da qualidade que colocam em tudo o que oferecem, mas os consórcios deles não são os mais adequados ao investimento por uma série de fatores.
A cobrança de metade da prestação até a contemplação, se por um lado é uma vantagem, por outro gera a desvantagem de ter uma prestação mais cara na hora de vender a carta contemplada, por conta de uma prestação bem maior. Mas mais que isso, boa parte do meu investimento está focado na aquisição de imóveis com as cartas contempladas que demoram mais para contemplar. O objetivo nestes casos é permitir que o valor do aluguel seja suficiente para pagar as prestações restantes do consórcio, o que não é possível com as cartas da Herval.
Para pessoas que pagam aluguel e desejam iniciar um consórcio com prestação menor para depois de contemplados adquirir um imóvel e pagar uma prestação maior mas que ainda caiba em seu bolso, acredito que essas cartas sejam uma boa opção. Apesar de que, mesmo nestes casos, tenho opções melhores, usando as cartas da Rodobens para levantar mais capital.
No mais, sucesso e prosperidade, pois com certeza há muitas pessoas que acham interessante essa possibilidade que ofereceste.
Abraço,
Fabricio.
Olá, sou uma verdadeira leiga nesse assunto, minha tia me ligou hoje, há 2horas, falando que um funcionário do Itaú foi até a casa dela e a convenceu a entrar no consórcio, pagando 480 reais mensais por sete anos. Disse que se ela desse o lance inicial de 40 mil com certeza iria para ela, porque os lances costumavam ser baixos. Disse que os juros eram melhores que os do financiamento pela caixa econômica e pediu que assinasse 3 folhas, deixou apenas uma com ela. Deu entrada de 350 reais e a primeira parcela será paga amanhã, às 10h. Fiquei preocupada porque ela não leu, ficou com vergonha de não assinar, e ansiosa porque o funcionário disse que se não assinasse poderia perder o negócio, que nunca mais haveria tal oportunidade e que só em dezembro formaria um novo grupo…!!! Agora está com medo, e não sabe se cancela ou não o negócio. Nem sabe se há como cancelar! Eu entendo que ela estava nervosa pois mora de aluguel e o proprietário pediu o imóvel, pois vai vendê-lo para construção de um prédio, o valor dos imóveis anda muito alto, e o valor do aluguel também subiu muito, seria realmente difícil pagar aluguel e juntar algo significativo, por isso assinou… No entanto, gostaria de saber se conhecem o consórcio Itaú, se é confiável, onde posso obter informações sobre consórcio básicas, pois não sei nem o que são essas cartas, de quem são, quem vende, como calcular os juros, enfim, como saber se é bom ou não…??? Claro que o melhor seria juntar o dinheiro e não se endividar, ela juntou esses 40 mil com muito esforço( e nesse valor já estah incluído o FGTS, nem sei se ela deixou isso claro pra ele), mas a pressão pra ela sair logo de casa tirou o tempo dela poder juntar mais… Não há imóveis onde ela quer(que nem é um lugar tão bom) por menos de 80 mil, e o aluguel gira em torno de 700 reais e, ah, ela ganha dois salários mínimos e cuida de 2 filhos… aperta, né? Como posso ajudá-la a não entrar numa robada?
ops… numa “roubada”…
Este tópico realmente está excelente, e parabenizo a todos que estão participando pelas ótimas idéias apresentadas. Bom, recentemente fiz um consórcio pela CEF, acreditando tratar-se de um bom negócio, já que não tinha casa própria. Antes, fiz uma consulta nas imobiliárias locais, e o imóvel do jeito que eu procurava, há 03 anos, valiam cerca de 50k. Pensando na valorização e na inflação, optei por fazer um consórcio de 60k, acreditando que a valorização da carta acompanharia a valorização do mercado. O consórcio tem prazo de 10 anos, e ao final, vou ter pago no mesmo, contando juros e correções, por volta de 100k. Bom, fui contemplado no terceiro ano, e hoje, encontro-me procurando imóveis similares aos que há 03 anos valiam 50k. Hoje, os mesmos imoveis, não são encontrados por menos de 80/90 k. estou com uma carta de 60k, e a CEF não aceita uma complementação do consórcio, através de outro consórcio ou de outro financiamento. Ou seja, hoje, minha carta compra uma casa muito inferior a de 03 anos atrás. Fico imaginando os pobres coitados que forem contemplados nos últimos anos, não vão comprar nem terreno. Outro fato negativo, a CEF é totalmente burocrática na liberação do crédito, e se o proprietário do imóvel possuir uma única restrição financeira como por exemplo um único cheque devolvido, a CEF já recusa o negócio. E sinceramente, bons negócios surgem apenas quando a pessoa precisa desfazer-se do imóvel, mas geralmente, todas as pessoas que precisam vendem um bom imóvel urgente e por um bom preço, possuem algum tipo de restrição, o que acarreta na dificuldade de fazer-se um bom negócio através do consórcio imobiliário.
Sinceramente, se fosse hoje, já que eu continuo pagando o aluguel, se fosse investir em imóvel, no mesmo prazo e parcelas pagas à CEF, se o mesmo fosse investido em um fundos de médio risco, em dez anos teria por volta de 200k, e sinceramente, acredito que compraria uma casa bem melhor que a que estou “amarrado” a comprar hoje. Portanto, amigos, olho-vivo. Consórcio e Financiamento são ótimos para quem empresta o dinheiro, apenas para os bancos. Espero ajudar alguém com isto.
Oi Dennver,
O problema que passaste foi devido a má escolha do consórcio. Os bancos possuem seus “vícios” então seus consórcios acabam sendo uma mistura de consórcio com burocracia de financiamento.
Já os consórcios da Rodobens, além de serem corrigidos anualmente antes de contemplar e diariamente depois de contemplados, ainda podem ser utilizados em conjunto com outras cartas contempladas (também da Rodobens, naturalmente) para compor o valor total da compra. Meu apartamento foi adquirido assim, com duas cartas contempladas.
Outra coisa que me impressionou no teu comentário foi o valor da taxa de administração. Pegar 60.000 e pagar 100.000 é absurdamente caro. No plano mais caro da Rodobens, o com maior prazo, o valor final ficaria em 77.000. Numa situação melhor, seria de 72.000, apenas 12.000 a mais.
olhando estes comentários eu já estou com um é atras
ao mesmo tempo q pago quase 600 reais de aluguel não consigo financiamento em virtude de trabalhar como freelancer e nao ter a quantidade absurda de documentos q os bancos estao pedindo para financiamento
estava pensando muito serio no plano unico (rodobens+unibanco) que garante a liberaçãod e crédito em no máximo 48 meses
seria este um financiamento disfarçado?
alguém sabe se este consórcio é roubada??
Oi Rodrigo,
O Plano Único não é um consórcio e não é da Rodobens Consórcio. É um plano do Banco Rodobens e do Unibanco. É um financiamento disfarçado, com taxas aparentemente menores, mas isso porque eles só liberam o crédito depois de tu pagares os 48 meses, então na verdade as taxas devem ser calculadas sobre o valor que efetivamente tu vais alavancar.
Outra coisa que tens que levar em conta, é que a documentação para liberar o crédito é a mesma de qualquer financiamento, ou seja, tu vais ter problema por ser freelancer.
Para evitar esses problemas, o consórcio da Rodobens pode resolver. Quando comprei meu apartamento no início deste ano, só tive que apresentar a identidade, CPF e certidão de casamento para liberar o crédito.
Dá uma lida na minha página em http://www.megacombo.com.br e se tiver mais dúvidas, fica a vontade para me escrever.
Bem, Entrar em um consórcio, eis a questão…
Estou querendo comprar um carro e a primeira questão que me veio a cabeça, foi entrar em um consórcio ou não…
Como tenho em média R$ 1.500 livre, e não tenho tanta necessidade de um carro de imediato, fiquei interessado..
Andei pesquisando alguns valores na concessionário e em consórcios e me deparei com os seguintes valores.
Financiamento: 40mil em 60meses = 1.066 mensal
Consórcio: 56 mil em 80 meses = 820 mensais …
Fiquei meio assustado com os comentários de que para contemplar um consórcio pelo lance, teria que se dispor de 50 até 70% do valor do bem…
Qual seria a melhor alternativa para comprar de um veículos nos valores citados…
Alguem dá um dica ?
Oi Luiz Paulo,
Os lances de 50% a 70% necessários para contemplar um consórcio no início se referem a consórcios de imóveis. Nos consórcios de veículos, o valor dos lances está por volta de 30%.
Fabricio…
Pois é, acabei entrando em um consórcio de um automóvel..
Estou pagando 820 mensais por um valor de 56.200 em 80x.
Acredito que eu tenha feito um bom negócio….
Como você já deve ter mais experiência do que eu, neste ramo, talvez saiba me informar…
Após entrar em um consórcio de tal valor, é possível aumentar o valor da carta ? EX: pular de 56.200, e pegar uma carta de 64.800, e embutir isso nas parcelas ?
Abraço e valeu pelas informações.
Luiz Paulo: em algumas administradoras é possível fazer esse aumento, mas tens que ver especificamente as regras do grupo que tu participas. E normalmente, isso tem que ser feito antes da contemplação, sendo que provavelmente tu tenhas que pagar a diferença entre o que pagaste até então e o que deveria ter pago desde o início se tivesse feito a carta de maior valor.
Se tu tivesse falado comigo antes de fazer o consórcio poderia te ajudar melhor, localizando um grupo já em andamento, por exemplo.
Mas dá uma olhada com quem te vendeu a carta, ele provavelmente poderá te orientar no procedimento específico para a administradora que representa.
Abraço.
Fico extremamente preocupado quando leio certar afirmações. Fico tentando entender quais as motivações para alguém afirmar que determinado investimento é excelente e outro é um péssimo negócio. Eu já comprei três veículos por consórcio e agora estou pagando um de automóvel e outro de imóvel, o de automóvel eu já fui contemplado e o de imóvel apenas estou pagando, até hoje não perdi um centavo no consórcio, tenho amigos que tentam juntar dinheiro a vida inteira e não conseguiram porque sempre têm algum imprevisto ou algum parente pedindo algum dinheiro emprestado e o dinheiro ia embora. Como todo negócio que se faz, é necessário que a pessoa pesquise, faça contas e busque empresas sólidas. Mas agora eu estou de boca aberta vendo quanta gente está perdendo dinheiro em ações, será que alguém vai dizer que investir em ações é um péssimo negócio, claro que não, porém,sabemos que é uma situação que tomara que se torne passageira. Mas a quinze anos eu compro por consórcio e nunca tive prejuízo. Por isso eu não vou dizer que isso é bom ou aquilo é péssimo, pois, não tenho bola de cristal para ver o amanhã e perceber que falei demais.
Marcos,
Excelente tua colocação.
Tenho certeza que o Conrado não possui nenhum motivo excuso para dar a opinião dele contrária ao uso de consórcios. É uma opinião pessoal e verdadeira para o presente momento dele. Como toda opinião presente, pode deixar de ser verdadeira para ele daqui a algum tempo. Ou não.
No meu caso, é exatamente o oposto, assim como é no teu caso particular. Eu comprei este ano meu apartamento. Usei duas cartas de consórcio da Rodobens. O valor que alavanquei sobre o que tinha disponível foi o equivalente a conseguir um empréstimo sem juros, pois o saldo devedor do consórcio era exatamente igual ao valor que ele alavancava.
Além disso, graças ao meu investimento pessoal em consórcios acabei abrindo uma nova empresa para me dedicar ainda mais a isso. Hoje, auxilio as pessoas que buscam formas mais rápidas e baratas para adquirir seus imóveis.
Abraço,
Fabricio.
Com esta crise … tomando conta, você acha que ainda vale a pena arriscar em um consórcio? Considerando que esta crise “pode” se estender por uns cinco anos…
Estou em dúvida pois gostaria de adquirir um consórcio… e me interessei pelo da Rodobens pois te dá a garantia de entrega … em 36 meses por exemplo… mas é somente por lance ou tempo… não existe sorteio… Estou se saber o que fazer… se faço o consórcio em um banco mais renomado ou se faço na Rodobens considerando otempo e o prestigio e ainda os outros planos comuns de consórcio da Rodobens? Ufa! Que acha?
Carla,
Consórcio não é risco, é compra programada. Se tens o valor para as prestações mensais, a crise não afeta diretamente o teu planejamento de longo prazo. O que tenho observado no mercado é um grande aumento na procura pelos consórcios.
Agora um detalhe que notei no teu comentário. Tu escreveste sobre garantia de entrega em 36 meses e que não há sorteio. Isso NÃO É CONSÓRCIO. É o Plano Único que o Unibanco criou junto com o Banco Rodobens. Apesar do nome ser o mesmo, são empresas diferentes: Banco Rodobens e Rodobens Consórcios. O Plano Único é um financiamento como outro qualquer, onde o valor financiado é menor do que o crédito, já que o banco testa tua capacidade de pagamento de forma antecipada.
Consórcios em banco costumam ter toda a burocracia que os bancos possuem para os financiamentos, entre elas, comprovação de renda, SPC, Serasa, etc. Enquanto em um consórcio da Rodobens, por exemplo, não há nada disto.
Os outros “planos comuns” que tu mencionaste são exatamento os consórcios onde invisto pessoalmente. Te sugiro a leitura dos textos do http://www.moedacorrente.com.br onde escrevo em mais detalhes sobre o assunto.
Abraço,
Fabricio.