Mês e Dia Internacional da Mulher Investidora
Publicado por Humberto Veiga em 05.3.2009 na seção Finanças Pessoais
Não é novidade dizer que as mulheres estão cada vez mais inseridas no mercado de trabalho. Talvez, para as meninas de 20 anos que visitam este site em busca de informação sobre investimentos, esse texto possa até mesmo soar absurdo. Por outro lado, as mais maduras têm consciência de que a coisa não é bem assim. Estas últimas fazem parte de um mundo em que os salários são, em média, 30% menores do que os dos homens.
“Um absurdo!” podem dizer as mais novas. “Ultrajante!” pensam as mais velhas, mas a simples possibilidade de poder ocupar cargos de direção em grandes empresas, de governarem estados, enfim, de participarem na decisão de assuntos que afetam grande número de pessoas não é algo assim tão velho. Diga-se de passagem que não há presidentes do sexo feminino sequer nos países mais avançados na concessão de direitos às mulheres, como Estados Unidos e França, só para ficar em poucos exemplos.
Mas este pequeno artigo deveria ser sobre finanças pessoais e não sobre política. Então vamos lá. Fui perguntado diversas vezes sobre o perfil de investimentos das mulheres e esta questão da idade é, novamente, o fator preponderante: as mais novas têm uma tendência a aplicações financeiras mais elaboradas. A resposta para essa “desenvoltura” também reside na abertura de mais espaço no ambiente predominantemente ocupado pelos homens no passado.
Além disso, o acesso à informação - que realmente liberta - tornou-se maior, o que possibilita, no mínimo, mais discussão. As mais novas lidam com aparelhos eletrônicos com muita habilidade, tendo em conta o fato de não haverem sido submetidas somente à cultura “brincar de casinha”. Nesse ponto, faço meu alerta que começou há algum tempo: informem-se! A auto-ajuda embutida nas milhares de publicações destinadas a fazer com que as pessoas tenham a famosa “atitude” não é suficiente.
É preciso mais que atitude: é preciso conhecimento, adquirido na forma de informação. Esta informação está disponível aqui, no Dinheirama, e em muitas outras páginas na Internet e em livros de diversos níveis de conteúdo. Aconselho que as mulheres tomem a informação nas mãos e que administrem com competência e consciência os seus recursos financeiros. Pode ser um conselho banal - óbvio até -, mas, se houver pecado, não será por omissão.
Promoção 1: Mês Internacional da Mulher
Para comemorar o mês oficial das mulheres, que tal participar da discussão e deixar sua opinião sobre a constatação de que a nova geração está decidida a investir com mais segurança e confiança. O que dizer das mulheres que procuram investimentos mais arriscados, com informação e destreza? Deixe seu comentário e faremos um sorteio no dia 15 de março. A vencedora (ou vencedor) levará para casa um exemplar do livro “O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoais” autografado.
Promoção 2: Dia Internacional da Mulher
Já faz tempo que as mulheres mudaram. Você vai continuar dando o presente de sempre? 8 de março, dia internacional da mulher: comemore com conteúdo. Compre o livro “O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoais”, de minha autoria, e mande-o com dedicatória para sua namorada, esposa ou amiga. Acesse a página da promoção (clique aqui) e conheça os detalhes. Participe!
-------
Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. Autor do livro "O que as mulheres querem saber sobre Finanças Pessoais", iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989 e ministra palestras e treinamentos aqui e no exterior. Beto mantém um blog onde publica comentários sobre o sistema financeiro e o universo das finanças pessoais: http://www.betoveiga.com/
Crédito da foto para stock.xchng.
Humberto Veiga
Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. Autor do livro "O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoais", iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989 e ministra palestras e treinamentos aqui e no exterior. Beto mantém um blog onde publica comentários sobre o sistema financeiro e o universo das finanças pessoais: http://www.betoveiga.com
Mais sobre Humberto Veiga Outros textos de Humberto Veiga

























Minha namorada não é "gastona", nem nada. Mas acho que ela podia aprender muito mais coisas sobre educação financeira.
Eu costumo, sem ficar chato, dar dicas e fazer comentários, mas né... =D
Acho que dar esse livro junto com mais alguma coisinha é uma boa pedida.
Na verdade já ia comprar o livro pra minha esposa, mas como vamos ter sorteio, prefiro arriscar a sorte.
Mas o tema é atualissimo e creio que de grande valia.
Graaaande Beto, legal seus textos aqui no Dinheirama também!!!
Abração!!!
Humberto parabéns pelo artigo, mas não entendi muito bem o seguinte trecho "Diga-se de passagem que não há presidentes do sexo feminino sequer nos países mais avançados na concessão de direitos às mulheres, como Estados Unidos e França, só para ficar em poucos exemplos." Não sei se estou interpretando incorretamente, mas lembrei de nomes como Cristina Kirchner e Angela Merkel que atuam nos Governos de seus países. No mundo corporativo também há mulheres, no Brasil destaco Luiza Trajano.
Ok, Eduardo, muito obrigado pelo interesse. É isso aí: boa sorte!
Graaaande Moisés, estou com vocês aqui também. O Dinheirama (Conrado, Ricardo e grupo) foi muito gentil em me acolher.
Olá, Edmar,
Muito obrigado por seu comentário. Realmente, a expressão não transmitiu o que queria. Também no Chile, na nossa América do Sul, temos a Sra. Michelle Bachelet.
O que quis dizer, no entanto, foi o seguinte: são muito poucas mulheres presidentes (e primeiras-ministras), e, nem mesmo onde os direitos das mulheres são mais defendidos elas conseguiram lugar na presidência, embora nesses dois países, elas tenham tentado esta vaga nas últimas eleições (no caso da Sra. Hilary Clinton nem chegou à disputa contra os republicanos) e não conseguiram se eleger.
Muito obrigado novamente pela oportunidade de fazer este reparo no texto, ainda que tardio.
Abraço do Beto a todos
Olá Beto, tb sou assinante de sua newsletter e é muito agradável ter a presença de suas palavras no Dinheirama. Desejo sorte à você!
Acredito que o número de mulheres com essa informação ainda é bem pequeno. Em geral, vão até o gerente da conta e aplicam no poupança mesmo, além do tal título de capitalização.
Nunca vi uma mulher na sala de ações da corretora do banco, que fica dentro da agência bancária a qual sou correntista.
O que sei é que está mudando, mas ainda tem muita coisa a ser feita (acesso à informação). Não que os homens sejam experts no assunto. Eu, por exemplo, só comecei a estudar sobre o mercado de ações no ano passado (e que hora, hein?).
Os tempos mudaram!!! E espero que continuam em mutação, minha esposa é um belo exemplo desta nova geração de mulheres. Batalhadora e independente, há dez anos (este ano comemoramos 10 anos de casados) é uma excelente parceira de planejamento e controle financeiro doméstico. Muitas de nossas conquistas só se efetivaram graças a sua coragem de aprender a mudar.
Olá pessoal do dinheirama.
O q tenho a dizer sobre mulheres investidoras é que o campo é grande e pode ser muito bem explorado.
A maioria das mulheres não tem o habito de guardar R$, mas sim o de gasta-lo. Ainda bem que esta postura esta mudando, eu sou bom exemplo disso, tenho um controle rigido de receitas e despesas, e meu saldo é sempre positivo, mas encontro dificuldade de conversar sobre assunto com outras mulheres.
Beto, fui hoje participar de um curso na Bovespa voltado para mulheres. Cheguei lá esperando escontrar 10 ou 15 participantes, mas meu queixo caiu quando deparei com mais de 100 mulheres, de tipos e idade variados. O interesse por boa informação é real, não restam dúvidas. Agora é só continuar a caminhada. Um passinho de cada vez, porque assim vamos longe. Parabéns pelo seu trabalho!
Amigos, a promoção:
"Promoção 1: Mês Internacional da Mulher", teve seu resultado divulgado?
Abs!