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Dinheirama entrevista: Eduardo Cupaiolo, sócio da PeopleSide

18comentários

Dinheirama entrevista: Eduardo Cupaiolo, sócio da PeopleSideHoje tenho o prazer de entrevistar Eduardo Cupaiolo, um dos maiores especialistas em empresas verdadeiramente humanas e que se preocupam com o desenvolvimento pessoal de seus associados. Cupaiolo é especialista no desenvolvimento do lado humano das organizações, conferencista internancional expert em liderança e desenvolvimento de equipes citado por Exame, Melhor, Amanhã e Valor Econômico e é autor do livro “Contrate Preguiçosos” (MC Editora).

Autor de diversos artigos publicados na mídia especializada no Brasil (Amanhã, Melhor, Sucesso), em outros países da América Latina (Conocimiento Y Direccion) e sites especializados na internet, Eduardo é também sócio da PeopleSide, empresa especializada em consultoria e coach de empresários, executivos e gestores de empresas nacionais e multinacionais. Ele fala sobre o trabalho, vida e sucesso e ainda oferece dois livros autografados para vocês, nossos leitores. Confiram o papo.

Percebemos no cotidiano das empresas muita dificuldade ligada à questão da liderança, como a má condução de equipes, falhas na comunicação interpessoal e vaidade pessoal. Você concorda que algumas dessas dificuldades surgem pelo pensamento focado somente no “o que eu vou ganhar com isso”? O que você pode nos falar em relação ao papel do líder junto aos seus colaboradores?

Eduardo Cupaiolo: Primeiro, uma distinção importante: líder tem “co-laboradores”, pessoas laborando com ele. Gestor, chefe, dono tem gente que trabalha para ele e, às vezes, contra ele. Quem pensa só em si ensina os outros a fazerem o mesmo. Por isto, é bom lembrar, não há liderança pelo exemplo. Só há liderança pelo exemplo.

Você não inspira/ensina as pessoas pelo que você fala, mas pelo que faz. Mais ainda, pelo que você é. Quem tem dúvida, basta dar uma olhadinha naqueles seres humaninhos que estão aí na sala brincando de vídeo game e notar como eles não são o que queremos que eles sejam. Eles são como nós somos, somos com eles e somos para eles.

Líder que pensa em o que eu ganho com isto, não é líder, é tirano. Líder pensa no outro, age para valorizar o outro e, se ganha, ganha com isto. Ganha em ver que seu investimento deu mais retorno do que qualquer outro.

Em um de seus artigos você diz que “ser corajoso é enfrentar a adversidade do eu”. No trabalho que desenvolvo junto às empresas a busca pelo autoconhecimento e identidade pessoal é usada como base para a melhoria dos processos e a construção de uma vida mais saudável. Encontramos muitas empresas que acabam esquecendo-se do lado humano das pessoas, mas essa negação também está presente na cabeça desses mesmos funcionários, o que as levam a agirem no automático. Por que esse medo tão grande de encarar o espelho e conhecer a si mesmo?

EC: Lembro de uma pequena estória de um autor que gosto muito. A esposa de seu amigo estava muito doente, desenganada. Depois de muito hesitar, ele resolveu fazer a pergunta que o incomodava tanto. Como ela podia conviver com a idéia de sua morte eminente? A resposta dela foi: como ele podia viver como se a dele não fosse.

Somos assim. Preferimos pensar que somos imortais, que seremos felizes na aposentadoria, conjugando ser feliz só no tempo futuro. Como se o futuro existisse quando só existe mesmo é o presente. Só o agora. O resto é ilusão idiótica.

Preferimos pensar que um dia vamos encontrar com nós mesmos em alguma esquina da vida e a partir de então assumiremos que somos o Batman ou o Bruce Wayne. Seremos inteiramente nós. Íntegros.

Preferimos considerar o nosso eu não como resultado de um photoshop social que agrada aos outros, mas engana nós mesmos. Como executivo poderoso que domina por sobre toda a América Latina, mas não tem domínio da sua agenda, de suas prioridades, sem mencionar seu destino.

Sim, as organizações esquecem mesmo a importância do humano. Mas se nós, os humanos, nos esquecemos, imagine elas que nem humanas são.

Em seus textos notamos a presença de muito bom humor e leveza. Você acha que enxergar e entender os problemas cotidianos usando esse lado mais ameno de ser seja a saída para muitos conflitos dentro das empresas?

EC: Penso que humor é rir de si mesmo, sarcasmo e escárnio é rir do outro. Rir com o outro não é rir do outro. E se o outro não ri, então não vejo graça. Penso também que a gente só deve levar os outros a sério, nunca a nós mesmos. Isso porque senão, irremediavelmente, vamos soltar um “você sabe com que está falando?”. Sinal de quem está se achando, mas certamente ainda não se encontrou.

E, neste caso, o conflito é inevitável. Dois se achando. Um querendo se achar mais do que o outro. Dois bicudos. Imagina a encrenca. Quando escrevo, coloco humor porque é da minha natureza. Como diria o Vinícius, “é porque é melhor ser alegre que ser triste”. Se não podemos controlar o que acontece com a gente, podemos administrar o que acontece em nós.

Vivemos em uma sociedade de consumo, que nos cria a todo o momento “necessidades” não tão necessárias assim. Nas palavras do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “as pessoas se transformaram em mercadorias”. Para manter o “padrão de vida” aceitável pelo outro, muitas acabam se endividando e comprometendo a qualidade vida, de trabalho e de suas relações familiares. Em seu ponto de vista, qual o principal motivo desse consumo desenfreado e quais as alternativas pessoais que podem ser tomadas para um uso consciente de seus recursos financeiros?

EC: O vazio existencial é um oco tão grande e tão torturante que muitos tentam tapar a cratera despejando todos os tipos de coisas dentro dela. E coisas custam dinheiro. Mas o buraco não tapa e o círculo se repete, repete e repete. Quem não é feliz tomando picolé sentado na praça vendo cachorro e criança correrem, também não será tomando champanhe em Mônaco, vendo a Ferrari correr. A felicidade ou está dentro de você ou não está em lugar nenhum.

Para parar de gastar dinheiro desnecessariamente, minha melhor sugestão é gastar (ou investir) em coisas necessárias. A educação de todos (filhos e pais), em todos os sentidos (acadêmico, artístico, esportivo, social, ético e no mais do que prazeroso lazer cultural).

Também na saúde, física, mental, social, ecológica, relacional. No patrimônio necessário (melhor pagar juros da prestação da casa do que do cheque especial). E na atitude solidária. O excesso de um vai muito além da necessidade não atendida de muitos outros. Não sabe administrar seus recursos? Fácil. Doe. Os que mais precisam são especialistas em gestão financeira. Na mão deles, com certeza, seu dinheirinho não vai ser desperdiçado.

Uma preocupação das empresas é saber utilizar de maneira eficiente os saberes de seus colaboradores. Para auxiliá-las nesse sentido a gestão do conhecimento tem sido bastante praticada. Em sua experiência junto às empresas, você já participou de iniciativas nesse sentido? Poderia contar-nos como foi? Quais os fatores de sucesso e as maiores dificuldades?

EC: Charles Handy, há muitos anos, tratou muito bem do assunto em a “Era dos Paradoxos”. Agora o conhecimento seria o grande patrimônio e ele seria de propriedade do colaborador, não da empresa. E quando ele saísse o levaria consigo. Tudo o que já vi de gestão do conhecimento, quando mais hard, menos eficaz o julguei.

Nem papel, nem bits e bytes registram o histórico relacional do cara de cá com o cara de lá. Registram apenas dados. E os dados que foram colocados lá. Se foram. E dependem de quem colocou e como os colocou. A forma de preservar o conhecimento na empresa é aritmética básica: multiplicá-lo dividindo-o. Quanto mais gente souber, mais segura a empresa está de não ficar analfabeta do dia para a noite.

Em seu livro “Contrate Preguiçosos” (MC Editora), você defende a humanização do trabalho e ambientes em que os profissionais sejam vistos como pessoas completas, com vida pessoal, desafios, problemas e ideais. Você diz que “treinar é para animal” e que quando lidamos com pessoas, temos que inspirá-las. Como você vê a liderança da nova geração, tida como mais social e justa? Seus anseios em relação ao ser humano no trabalho já são realidade em algumas empresas?

EC: Por partes. Sim, treinar como adestramento é para cachorro. Gente tem potencial e devemos estimular o desenvolver deste potencial. Ajudá-lo a trazê-lo para fora. Quando treinamos um poodle, ele não vira um labrador, ele virá um poodle treinado. Uma lagartixa com MBA não viraria um jacaré nunca. Mas um menino de rua pode se tornar um neurocirurgião. É só deixar seu talento inato aflorar.

Inspiração. Uma só dica bem simples e poderosa: não perca a oportunidade de assistir Invictus, o filme de Clint Eastwood sobre Nelson Mandela. Uma aula de liderança e do que é inspirar.

Nova geração. Para mim é apenas mais uma geração de humanos. A mim cansa ouvir de Geração X, Y, Z. Até porque não sei se meus pais foram J, K, L ou M e o que vai ser de meus netos quando a letras do alfabeto acabarem.

Como liderá-los? Bom, tenho 2 filhos adultos (24 e 20 anos) da chamada geração Y. Nós demos de mamar para eles, bicicleta, patins, escola, carinho, atenção, orientação espiritual, limites e nosso humanamente limitado exemplo. Sinceramente, olhando bem de pertinho acho eles bem parecidos com os demais membros da família.

Se existem empresas “peoplesideanas”? Sim, várias. O que me deixa imensamente feliz. Lá fora a que mais tenho apreço é a Southwest Airlines. Quem não a conhece e tem interesse por uma (assim eu chamo) Organização Orientada ao Humano, recomendo que procure mais informações. Por exemplo, assistir o vídeo Business of Business is People no Youtube (clique aqui).

O melhor exemplo no Brasil – disparado – é a MASA da Amazônia e já tive a oportunidade de dizer isso a eles. É a concretização de meus sonhos de organização. Viável. Humana. E altamente rentável. ALTAMENTE.

Quer ganhar um exemplar autografado do livro “Contrate Preguiçosos”?
Comente a entrevista realizada com Eduardo Cupaiolo dando seu testemunho de trabalho e relação com líderes e colegas de empresa, abordando a questão humana e do lado pessoal das tarefas corporativas. Você se dá bem com sua equipe de trabalho? Existe valorização do ser humano onde você trabalha? O que acha dessa visão de nosso entrevistado de hoje? Deixe seu comentário até o dia 05 de abril e concorra a um exemplar autografado do livro “Contrate Preguiçosos” (MC Editora). Serão dois livros e, portanto, dois sorteados. Participe!

Crédito da foto: divulgação.

Bernadette Vilhena

Mais informações

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.

Leia todos os artigos de Bernadette Vilhena

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  • Rosana

    Oi, Bernadette
    Gostei muito do artigo.
    Acho que a maioria das empresas ainda não dá muita atenção ao lado humano das pessoas. Mas muito disso ainda ocorre por causa dos funcionários que estão mais comprometidos com o salário do que com a função que desempenham.
    Infelizmente sempre pensamos muito no amanhã mas nos esquecemos que para que haja felicidade em nossas vidas amanhã precisamos plantá-la hoje, se não a colheita não será o que esperamos.

    “O vazio existencial é um oco tão grande e tão torturante que muitos tentam tapar a cratera despejando todos os tipos de coisas dentro dela.”
    Dessa forma, além de não resolvermos um problema, acabaremos criando outros, pois teremos escesso de coisas e muitas vezes, excesso de dívidas.
    Como disse Sócrates, conhece-te a ti mesmo. Isso é o principal. A partir daí, podemos ver o quanto gastamos de tempo e dinheiro com coisas que não valiam a pena.

    Gostaria de participar do sorteio do livro Contrate Preguiçosos, do Eduardo Cupaiolo.
    Muito obrigada,
    Rosana

  • Pingback: Tweets that mention Dinheirama entrevista: Eduardo Cupaiolo, sócio da PeopleSide | Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos -- Topsy.com

  • http://www.sednapartners.com.br Geraldo Lucio Marques

    Bernadette,

    Parabenizo a você e à Dinheirama pela escolha do tema e pela excelente entrevista. O Eduardo é um craque, inspirador, íntegro e incansável na defesa do lado humano das organizações, na defesa das pessoas.

    Profissional muito competente, há pouco mais de nove anos atrás – aos trinta e poucos anos de idade, com esposa e 2 filhos – teve a coragem de deixar o conforto de uma posição estável em empresa multinacional para criar a Peopleside, ao constatar que “muita gente estava cuidando das coisas e ninguém cuidando das pessoas”. Ele tomou a decisão de ir para o lado das pessoas. daí a Peopleside.

    Em nossa cultura temos a tendência de achar que não temos nada a ver com os problemas dos outros. São dos outros, eles que se virem. O Eduardo não, chamou a si a responsabilidade de que “alguém tem que fazer alguma coisa.” E esta “alguma coisa” já são muitas realizadas por ele: palestras, livros, consultorias, coaching, seminarios, formação de grupos para jovens líderes do sec.21, entre outras.

    Homem de convicção, é um idealista que vive à frente de seu tempo abrindo caminhos para a mudança do mundo em que vivemos, organizando-o segundo um novo conjunto de crenças e valores que não tenha o acúmulo de dinheiro por unico sustentáculo, colocando as pessoas no centro das prioridades dos governos e corporações.

    Tenho muito orgulho de ser amigo do Eduardo e de tê-lo como consultor associado da nossa consultoria de estratégia e gestão.

    Como já tenho o livro autografado pelo Eduardo, e já o li mais de uma vez, libero meu nome do sorteio para que aumente as chances de outra pessoa que tenha comentado a entrevista ganhá-lo.

    Com meu cordial abraço, desejo sucesso a você e à Dinheirama
    Geraldo L Marques

  • Tiago Facco

    Olá Bernandette!
    Não conhecia o Eduardo Cupaiolo mas me indentifiquei muito com a linha de raciocínio dele ao responder essa entrevista. Na verdade o que eu vejo nas empresas é que a maioria elas só pensam em oferecer melhor qualidade e motivação aos colaboradores quando ela sente a necessidade de melhorar a sua imagem e produtividade para alcançar suas metas. Não há nada de errado nisso, mas o grande erro observado é a empresa tentar concluir esse objetivo à curto prazo e por motivos de corte de custos, ao invés de contratar o serviço de pessoas especialistas da área empresarial humana para investir em seus colaboradores, acabam renomeando pessoas de determinados cargos altos da empresa que por herança do tempo de trabalho acabam identificando neles os mesmos defeitos dos demais e com isso aumenta gradativamente a dificuldade da implantação do projeto.

  • Stevie

    Desde que me formei em 2003 e comecei a trabalhar a trabalhar em 2004 não tenho muita sorte com lugares de trabalho. Só trabalhei em empresas literalmente desumanas. Onde trabalho agora a coisa é um tanto diferente, mas ainda assim existem algumas coisas que podem ser melhoradas.
    Ando pensando já faz algum tempo em abrir meu próprio negócio, mas isso é coisa pra um futuro mais tardio, por enquanto ainda quero pegar mais experiência de boas gerências (vejo muita possibilidade disso onde trabalho atualmente), porque experiência de como a coisa NÃO DEVE ser, já tive bastante!
    Matérias como essa me inspiram bastante em montar um negócio que permita tanto o crescimento profissional como pessoal. Parabéns pela iniciativa!

  • Vinicius Aguero

    olá, Bernadete.

    Muito boa a entrevista!

    Trabalho no setor público e por aqui não é muito comum haver chefes preocupados com uma boa liderança (pelo menos no órgão que eu trabalho).
    Os “líderes” de lá não se procupam em inspirar seus subordinados e tentar exrtrair o máximo que cada um pode dar, apenas mandam e centralizam tudo. É raro encontrar alguem com um pensanto diferente.
    Com certeza se esses lideres conhecem o que é liderança de veradade e pensassem um pouco como Cupaiolo o serviço publico nesse pais seria bem melhor.

    um abraço..

  • André K.

    Olá!

    Muito interessante a visão exposta na entrevista, especialmente em como levar essas propostas para a vida pessoal, de liderar é exemplo em todos os estágios (um olá para nossos políticos aqui), de termos que enfrentar nosso próprio eu, etc.

    Sou programador de software e já passei por 3 empregos (2 estágios): no primeiro cada funcionário era uma ilha e o chefe era o big brother, sentado atrás de todos em uma sala com vidros, inspecionando o trabalho de todos. No segundo trabalho era apenas eu, meu chefe e mais um funcionário. O relacionamento era ótimo, porém nosso papel era minoritário dentro da empresa, porém o chefe era sócio e impunha que usassem as nossas ferramentas nos produtos aos clientes e assim éramos os odiados e não havia integração fora de nosso departamento. No trabalho que estou hoje a liderança, mesmo sendo a distância, ocorre por exemplo de boas práticas e consideração também com o lado pessoal.

    Um abraço!

  • Marco Sanches

    Atribuo o problema da falta de liderança a falha no processo de seleção de candidatos para desempenharem a missão de alinhar a estratégia às operações. Se um candidato pretende ocupar a posição e não possui competência, então não está pronto para assumir o desafio, mas ocorre que aparentemente os selecionadores estão prestando atenção muito mais no marketing pessoal do que em detalhes muito mais importantes, a meu ver. Entendo que o conceito de Competência envolve uma quarta dimensão além das três mais conhecidas que são Conhecimentos, Habilidades e Atitudes : deve contemplar a dimensão Valores. São exatamente os Valores que diferenciam um candidato que está no cargo se preocupando apenas com o salário, de um que inspira, orienta e desenvolve sucessores, alinha a equipe e dá apoio integral, educa e faz resultados sustentáveis e socialmente responsáveis. A minha opinião integra duas visões que creio serem complementares, que são as de Eduardo Cupaiolo e a de Judith Mair. Ao mesmo tempo em que o trabalho deve ser humanizado, deve haver regras muito claras com relação ao que se passa no escritório. Por exemplo, um gerente que fica navegando no Orkut ou batendo papo no MSN enquanto a equipe fica sem apoio ou sem recursos, sem rumo, sobrecarregada e sem comunicação, sem estratégia, etc… deve ser avisado de que está dando péssimo exemplo e que poderá ter de deixar o cargo se não mudar de forma concreta. Mas se há leniência ou “vista grossa” por parte de seu gestor, de nada adianta e aí estamos de volta ao problema inicial : erro de gestão, erro de seleção de candidato, erro no trato do comportamento do gestor que mistura amizade com trabalho. Portanto, defendo uma melhor escolha de candidatos analisando seu perfil nas 4 dimensões, que tenha perfil de líder e não de chefe somente, no contexto sugerido pelo Eduardo Cupaiolo. E que durante 6 meses ( ou mais ) receba metade do salário do cargo que pretende ocupar, sendo constantemente avaliado antes e depois da efetivação, com regras claras e definidas sobre o que deverá fazer, contemplando a visão de Judith Mair. Liderança é coisa séria, mas infelizmente muitos ainda não se deram conta disso, E o mau exemplo vem de cima, infelizmente. Não estão sabendo escolher sucessores.

  • Ivan Terng

    Hum.
    Tenho impressão às vezes conversando em feiras que as empresas brasileiras tem vezes que focam tanto o resultado que esquecem as questões humanas a ponto de fazer o trabalhador trabalhar horas extras como se fosse horário de expediente normal.
    Sei que tem empresas que fazem isso só pra entregarem mais cedo os projetos. Na minha visão isso nunca deveria acontecer.

  • Rômulo Sousa

    Sem dúvida nenhuma todo esse pensamento de Eduardo Cupaiolo em relação aos colaboradores das empresas, seria o essencial, mas a questão é que são poucas as organização que enxergam o lado humano nas pessoas.
    A maioria, tanto as grandes como as pequenas empresas, acham que ja faz de mais a pagar um salário minimo e dar uma hora ou menos de almoço ao seu EMPREGADO, até porque eles acham que se passar a chamar seu pessoal de colaboradores é sinal de que está perdendo respeito.
    Na instituição a qual trabalho, aliás uma instituição do terceiro setor, mesmo vivendo com escassos recursos e multiplas tarefas a se fazer, meus diretores consegue lidar bem com nossa equipe de trabalho. Em comparação com outros chefes a qual já tive, ou presenciei, meus diretores sabem valorizar a nossa equipe, seja através da motivação, da liberdade para se trabalhar da melhor maneira a qual achamos, ou do acesso a informações.
    As empresas antes de pensar em resulados, devem primeiro pensar em sua equipe, pois é através dela que a organização pode alcançar seus objetivos, assim se um colaborador estive desmotivado ou descontente em seu ambiente de trabalho, a organização não conseguirá crescer ou bater suas metas.
    Com isso talvez essa seja a hora certa,para se refletir porque muitas empresas não crescem, será seus produtos ?, serviços?, ou sua equipe de trabalho que se encontra desmotivada?

  • Matheus Antonio de Carvalho

    Acredito que ainda estou no começo da carreira, mas pelas equipes em que passei sempre senti um foco muito grande nos números, fazendo com que os líderes esquecessem das pessoas. Esse foco nos números sempre acabou gerando uma competição entre as pessoas da equipe, gerando um grande stress e no português bem claro acabou com o tesão das pessoas para trabalhar em determinado projeto. Em todas as equipes em que passei, sempre senti um foco muito grande nos números, fazendo com que as pessoas fossem esquecidas, o que sempre deixou as equipes desmotivadas.

  • Isaias

    Prezado gostei muito desta matéria é uma pena não poder mostrar aos meus superiores, pois é o conteudo essencial que todos deveriam para, respeitar o proximo e ser profissional como lider e também como subordinado, infelizmente nas grandes empresas isso ocorre ainda mais com maior frequencia, mas o importante é acreditar no potencial que cada um tem a desenvolver e aperfeiçoar profissionalmente, onde trabalho me relaciono bem com todos.

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  • Vanilson Araujo

    Olá Bernadette,
    Na empresa (de grupo multinacional) onde trabalho, vivemos duas realidades: a visão da empresa, de mundo globalizado, onde basta trocar um funcionário por outro (seis por meia dúzia) e a visão dos líderes internos do meu setor, onde se busca tornar o ambiente de trabalho nossa segunda casa.
    As pressões são grandes de dentro pra fora, mas na medida do possível estamos conseguindo conciliar com a alegria e descontração do ambiente interno de trabalho.
    É realmente um desafio…
    Um abraço.

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Quem já falou do Dinheirama?

O Dinheirama é assinado por todos os meus funcionários, dado a importância dos temas, como este no caso, que provoca mini-workshops muito produtivos. Tanto à carreira de cada um dos participantes como da própria empresa. Parabéns a todos.

Alberto Goulart

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