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O consumo, o crédito e nossas decisões

6comentários

O consumo, o crédito e nossas decisõesO texto de hoje é mais um daqueles óbvios, que trata de uma verdade que você já conhece, mas talvez ignore: o sucesso financeiro[bb] é alcançado através de muita dedicação e construído todos os dias através de estudo, foco e comprometimento para com seus objetivos e metas. O insucesso financeiro, por outro lado, é resultado da soma de diversos fatores que nos levam a realizar escolhas erradas e certamente uma conseqüência da falta de interesse.

Errar não é o problema, cabe frisar. Triste é notar que muitos erram e não enumeram, aceitam e compreendem dali lições para o futuro. O erro propriamente dito não é o principal responsável pelo insucesso. O descuido com o aprendizado, sim.

Vivemos atualmente em um Brasil de oportunidades. Certo, mas elas não estão à disposição como em uma prateleira de supermercado. Ora, é preciso arregaçar as mangas e partir para a luta. Essa nova realidade, com estabilidade econômica e inflação sob controle, precisa ser amplamente discutida, pois grande parte da população ainda não se acostumou a lidar com essa nova vida e com as características de um país em crescimento.

Nesse contexto, um erro muito comum e que passa despercebido no dia-a-dia de muitas famílias é justamente a forma como lidamos com o crédito, o dinheiro[bb] dos outros que usamos para consumir e adquirir bens. Será que recorrer a ele para consumir sem planejamento e sem ter dinheiro é uma atitude inteligente?

Comprar é como uma droga
Segunda uma pesquisa recente, o prazer de comprar pode ser comparado ao prazer que viciados sentem ao consumir drogas. A sensação de poder adquirir aquele bem é indescritível e faz bem ao ego, mas muitas vezes faz (muito) mal ao bolso – e depois à família, ao ego e à autoestima. Mas, naquele momento, com o crédito disponível, não “saiu” dinheiro da conta, e o prazer se tornou maior ainda.

No entanto, toda a ilusão é desfeita no dia em que a fatura chega ou quando o cheque pré-datado bate na conta (e volta). Porque a conta vai chegar e com ela a negação de que o responsável pela compra sejamos nós e que o problema financeiro exista. Ao óbvio, de novo: crédito não é dinheiro grátis. Muito pelo contrário, os juros são muito altos – embora não possamos considerá-los desonestos, já que concordamos em pagá-los.

Depois do erro cometido por conta da falta de planejamento, o comum é culpar a ferramenta de crédito e a facilidade na obtenção do dinheiro emprestado. Como o Navarro já disse, temos a tendência de culpar o sistema. Falta olhar o próprio umbigo e admitir que o culpado é quem fez a compra, gastando o que não tinha e não podia.

Aprendendo com o passado para acertar o futuro
A razão para alguns erros na gestão do dinheiro está também em nosso passado. Quando crianças, observávamos atentamente nossos pais cometerem os mesmo erros, péssimas escolhas e dando pouco incentivo pela educação de uma forma geral. Quando o assunto era dinheiro, pior ainda! Pouco se falava, e ainda se fala, nas famílias e os exemplos são quase sempre negativos.

Como será que um adolescente vai lidar com as finanças[bb] se os pais são, via de regra, endividados e sem metas para o futuro? A tendência é a perpetuação dos problemas. No começo do artigo chamei a atenção para a forma como lidamos com os erros. Assim, quando aproveitamos a experiência para tomar decisões mais acertadas no futuro, ótimo. Muito cuidado, porque dinheiro não aceita desaforo e o crédito nesse caso pode ser uma corda que mais cedo ou mais tarde vai lhe apertar o pescoço.

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

Ricardo Pereira

Mais informações

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: @RicardoPereira

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  • Elvis

    Boa Noite meu nome é Elvis, tenho um cdc no santander com vencimento para o dia 18 e recebo meu salario no dia 5 . liguei para me informar se eu poderia mudar a data de vencimento a pessoa me informu que nao. gostaria de saber se voce ja teve alguma experiencia parecida e qual conselho voce me daria?

    Desde ja agradeco sua atencao.

  • Rosana

    Ricardo,
    Parabéns pelo excelente artigo!
    O cartão de crédito é muito prático, parcelamentos em várias vezes mas se não houver planejamento….
    Eu acho que os parcelamentos são interessantes quando o preço à vista é o mesmo em5X (ou mais) vezes sem juros. Mesmo negociando, muitas lojas não dão desconto para pagamentos à vista…

    Sobre o último tópico, acho que mesmo quando aprendemos com nossos pais a gastar mais do que ganhamos podemos modificar isso.
    Meu pai sempre gostou muito do cheque especial, nunca conseguiu controlar suas contas, nunca consegue ficar sem dever nada para o banco. Sempre tem que comprar algo, não reflete sobre o quê e quando comprar.
    Eu e meu irmão, apesar de crescermos em um ambiente de irresponsabilidade financeira, somos totalmente o oposto. Nunca compramos por impulso, planejamos nossos investimentos e não fazemos compras com cartão de crédito a não ser no caso que citei acima. Acredito que por sempre ouvirmos reclamações e frases como “Não tenho dinheiro”, “Se eu puder eu faço, se não puder, não faço” e a mais odiada “Não posso” (mas sem fazer absolutamente nada para poder) pegamos aversão ao descontrole financeiro.

    Abraços e muito sucesso,
    Rosana

  • http://www.acasosedesencontros.blogspot.com Gisele Paula

    Parabéns pelo artigo! excelente. Lembrei de um livro que li sobre o assunto, “O valor do amanhã”, que fala exatamente da capacidade de se disciplinar e planejar pensando no futuro.
    Abraços e sucesso!
    Gisele Paula

  • Rosana

    Não conheço o livro “O Valor do Amanhã” mas me interessei pelo nome e vou procurar.
    Obrigada pela dica!

  • Raquel

    Excelente artigo! Como é difícil mudar, né? É exatamente como vc citou: “Comprar é como uma droga”. Já fui muito consumista e depois de muitos erros aprendi, mas ainda estou longe do ideal. Tenho uma renda de R$2200,00, minhas contas fixas são aproximadamente de R$2180,00, se não tiver nenhum imprevisto. Todo mês entro no cheque especial que é de R$800,00 e muitas vezes fica uma ou duas contas sem pagar, que pago no mês seguinte. Agora estou tentando colocar as contas em dia, já cortei algumas coisas como a tv a cabo, mas não tenho mais como cortar o básico. O que posso fazer?
    Obrigada!
    Atenciosamente,
    Raquel.

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Conheci o Dinheirama justamente numa fase "transitória" de minha vida... num momento onde estou em processo de total metamorfose e mudança de frequência mental. O Dinheirama está sendo pra mim uma carta de frequências, ajudando a sintonizar minha mente onde ela nunca esteve, no oceano de conhecimento da Educação Financeira, mar que nunca tive oportunidade de navegar no sistema educacional tradicional. Só devo agradecer!

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