14 abr Finanças Pessoais

Valorize aquilo que você já tem

Muitos se preocupam com tudo aquilo que ainda não têm e se endividam tentando ser o que não podem. Por que não valorizar melhor o dinheiro e as coisas simples da vida?

por Hotmar
há 5 anos

Valorize aquilo que você já temEis um dos grandes segredos para viver uma vida mais plena de sentido e de propósitos, capaz de proporcionar diversos benefícios, inclusive em sua vida financeira[bb]: valorizar aquilo que você já tem. Muitas pessoas, na ânsia de querer ostentar mais status e impressionar mais outras pessoas (que muitas vezes não conhecem), acabam consumindo além do que seu salário permite e, nesse círculo vicioso de gastos e consumismo, acabam adoecendo e trabalhando mais do que podem (e do que sua saúde permite).

Pior, ficam frustradas quando não conseguem comprar o objeto de desejo, com consequências negativas não só para seu bolso, como também para sua mente e autoestima. São pessoas que, aos poucos, vão ficando cada vez mais insatisfeitas com a vida, mais irritadas, nervosas, frustradas e estressadas. Não saber valorizar aquilo que você já tem te impede de desfrutar das boas coisas que a vida já lhe proporcionou até o presente momento.

Porque se você acha que a vida é ruim, que mereceria um chefe melhor, que o carro que deixou de comprar na promoção era a melhor opção, tente ir até o hospital mais próximo e peça autorização para visitar a Unidade de Terapia Intensiva. O exemplo é propositalmente forte, porque o tema merece reflexão. E a reflexão é, até certo ponto, bastante óbvia: o sentido da vida não é preenchido apenas pelas expectativas futuras que você tem em relação a certos bens, interesses ou valores, mas também – e eu diria até, principalmente – por tudo aquilo que você construiu ao longo de sua vida e que tem no presente momento.

Uma TV nova é importante? Depende. Depende se a TV que você já tem é boa, funciona e é suficiente para assistir os programas que gosta de assistir. Talvez você se veja tentado a substituir a atual TV apenas porque a nova TV “está na promoção” e tem mil e uma utilidades, como saída HDMI, entrada USB, resolução de não sei quantos pixels e etc. Será que essas novas funções realmente são necessárias para você ou são “necessidades” criadas pelo pessoal de marketing? Sua TV[bb] pode não ser a melhor, nem impressionar tanto as visitas que chegam para jantar, mas e daí? Como dizem os americanos, “who cares” (quem sem importa)?

E aquele gadget que você tanto sonha em comprar? O fato de ele vir com resolução 800×480, WiFi, GPS, 3G, Bluetooth, memória de 16 GB etc. não pode, sozinho, servir de fundamento para compra quando o smartphone que você já tem é mais do que suficiente para cobrir as suas necessidades básicas de mobilidade e produtividade. Pode não ser de última geração, mas e daí? Quem se importa?

Comprar um carro novo é útil quando os custos de manutenção do atual superam os benefícios que você teria em mantê-lo rodando com você. Até aí, ok. Mas comprar um carro novo só porque surgiu a oportunidade de fazer um “grande negócio” pode esconder um grande perigo. Isso implicará em gastos extras com esse novo automóvel, muitas vezes inexistentes no carro que você já tem, tais como franquia mais cara de seguro, aquisição de novos opcionais, novas taxas e impostos e por aí vai. Fora a eventual dificuldade de vender o atual.

A lição por trás desses exemplos é muito simples: analise aquilo que está ao seu redor e procure extrair a virtude das coisas que você já possui. Não dê aos bens materiais – sejam eles quais forem – valor maior do que realmente merecem. Não fique reclamando da vida ou esquentando a cabeça por causa de brigas e discussões que tiveram como motivo coisas materiais (preço de produtos no supermercado, nas lojas dos shopping, no comércio) ou mesmo dinheiro.

Valorizar aquilo que você já tem lhe permitirá desfrutar ao máximo cada bem que você já adquiriu, maximizando sua utilidade ao mesmo tempo em que fará você focar sua energia mental, criatividade e comportamento nas áreas de sua vida que realmente importam e que merecem sua atenção: sua saúde, seus relacionamentos, sua espiritualidade, sua família, seus sonhos[bb], suas metas e seus propósitos. Agindo assim, você chegará, muitas vezes, à surpreendente conclusão de que aquilo que você não tem não faria mesmo falta alguma.

É isso aí! Um grande abraço e que Deus os abençoe!

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

Hotmar

Autor do blog Valores Reais, colaborador no blog Aquela Passagem e moderador dos fóruns PDA Brasil e Clube do Pai Rico

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  • http://www.kanotes.com Torrone

    Como sempre, Ótimos posts!

  • Marco Sanches

    Que coincidência providencial… ontem mesmo eu estava refletindo sobre se comprava ou não um computador novo.

    Então resolvi investir o dinheiro no Tesouro Direto.

    Outro dia eu troco essa máquina.

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  • http://www.valoresreais.com/ hotmar

    Torrone e Marco, obrigado pelos comentários!

    Aliás, Marco, sábia decisão, o dinheiro investido renderá bons frutos! E, ademais, o computador pode ficar pra depois, quem sabe até mais barato e aproveitando os juros do Tesouro!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  • Rosana

    Hotmar

    Gostei muito do artigo! A parte sobre a UTI, apesar de forte, nos leva a refletir sobre o que é e o que não é tão importante quando imaginávamos.
    Uma vez eu li um artigo que gostei muito sobre salário e compras. Em linhas gerais falava para antes de comprarmos algo, calcularmos quantos dias do nosso trabalho gastaríamos para adquirir o objeto desejado. Claro que não dá para usar isso para tudo mas com coisas supérfluas, que são “um negócio imperdível” ou que estão na moda, funciona muito bem.

    Marcos,
    Ótima idéia ter investido no Tesouro, vale muito a pena! E como o Hotmar disse, daqui a algum tempo você poderá comprar um pc novo com os juros recebidos.

    Abraços,

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  • http://www.valoresreais.com/ hotmar

    Rosana, obrigado pelos comentários!

    Aliás, seus comentários sempre complementam de forma muito positiva as mensagens que passamos através dos textos.

    E quanto à questão do cálculo do salário-hora e compras, realmente é muito oportuno saber quantas horas dedicamos para comprar determinado item de consumo. Como vc bem disse, serve de uma referência que pode ser importante a nos auxiliar na validação de uma certa compra ou não.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  • Rosana

    Oi, Hotmar

    Fico feliz por gostar dos comentários que envio!
    Abraços,

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  • http://www.valoresreais.com/ hotmar

    A gente é que agradeçe, Rosana!

    Sua participação e prestígio sempre muito nos alegra!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  • eduardo nienkotter

    É SIMPLESMENTE ISSO!!!!

    BOM POST!!!!

  • Brunão

    Muito bom o texto.
    Isso é parecido um pouco com a idéia de Simplicidade Voluntária, procurem no Google!!

    Abraço

  • http://www.valoresreais.com/ hotmar

    Eduardo e Brunão, obrigado!

    Brunão, de fato o artigo tem muitas semelhanças com a ideia da Simplicidade Voluntária. É um dos valores encartados dentro desse movimento.

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  • Marcos

    JURO que estava pensando sobre exatamente isso hoje ao meio dia!

    Tenho um emprego fixo, ganho muito bem nele, ainda mantenho trabalhos paralelos que rendem uma boa grana extra, e mesmo assim estou negativo no banco!
    Recebi uma boa participação nos lucros da empresa em janeiro e já não tenho mais nada!

    Amanhã é feriado e vou ter que trabalhar o dia inteiro, aí pensei: “Pra que tudo isso? Tanto esforço e estou sem dinheiro igual.”
    Comecei a pensar nas coisas que comprei e que não tenho tempo pra usar, pois tenho que trabalhar dia, noite e finais de semana.

    Quando li o título cheguei a levar um susto.

  • Rosana

    Brunão,
    Amei a sugestão!
    Eu não conhecia o site Simplicidade Voluntária. Dei uma olhada rápida por enquanto mas já está nos meu Favoritos pois irei ler com calma. É um site que tem tudo a ver comigo!
    Abraços,

  • Cássio

    Excelente post! Gostei dele do início ao fim, mas a parte que mais me chamou a atenção foi a do “Deus te abençoe”. Que Ele possa abençoar a cada dia mais e mais as nossas vidas!

  • http://www.valoresreais.com/ hotmar

    Marcos, que coincidência, hein!? Obrigado pelo comentário. É isso mesmo que ele propõe: uma reflexão sobre nossos hábitos e atitudes. Te desejo sorte e sucesso para conseguir reorganizar suas finanças. E estaremos dispostos para ajudar, no que pudermos.

    Brunão, acompanho a Rosana: eu também não sabia que o movimento tinha o site. Também está nos meus favoritos desde já! Obrigado.

    Cássio, obrigado pelos comentários! E continue a nos prestigiar por aqui, sua presença bem como a de outros milhares de leitores é muito importante como fonte de motivação para nosso trabalho!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  • Gaudencio Pereira

    Como sempre a Educação Financeira é a melhor e certamente a única saída de situações difíceis e desconfortáveis, economicamente falando.
    Uma situação devedora é tão angustiante, que só quem já passou sabe descrever o mau-estar.
    Ela atinge de forma muito negativa o nosso comportamento, que por si só bloqueia o nosso progresso.
    O nosso estado emocional nos oprime de tal maneira a nós mesmos, deixando uma sensação de inferioridade, e pior , que até o momento fomos incapazes de realizar nossos desejos e sonhos.

    Bom , claro que não é apenas num pequeno artigo, que teremos todos os aspectos de um tema muito complexo , pois está diretamente ligado à mente humana. Assim sendo, quem sabe não criamos mais uma nova disciplina ( nem sei se já existe ) , A Psicologia Financeira.

    Abordei esse assunto porque todos nossos atos e decisões se originam na maioria das vezes através do fator psicológico, por exemplo, os eventos que ocorrem no ambiente influencia na nossa maneira de agir, até mesmo a presença de uma pessoa pode nos fazer mudar o nosso comportamento.

    Quanto a valorizar o que já temos, tenho uma observação,
    As coisas só tem o valor que atribuimos à elas.

    Nunca fui à favor de restringir consumo, desde que o consumo seja consciente, afinal temos que usufruir as boas coisas da vida.
    Não podemos pensar somente em enriquecer, sem satisfazer nossos prazeres.

    O erro não está no consumo, nem mesmo num consumo exagerado , o erro está na falta de controle financeiro.
    Quem ganha muito pode gastar muito, eu falei gastar muito e não gastar mais do que ganha.
    Quem ganha pouco só pode gastar pouco, repetindo gastar pouco, e não tudo que ganhou.

    É muito simples, se uma pessoa sempre gasta menos do que ganha, o que vai acontecer ?……Vai acumular riquezas.
    Ao contrario do que acontece por aí, muita gente antecipando consumos (produtos exclusivamente para consumo) assinando contratos , fazendo prestações à pagar, poderia estarem acumulando riquezas, estão acumulando dívidas.

    E para terminar, quero dizer que as melhores coisas do mundo são inteiramente grátis.
    por exemplo : O ar que repiramos, a noite para descansar-mos , a luz do sol, a chuva , o sorriso , a amizade, o amor, a nossa visão , os sonhos ….e mais uma infinidade de coisas.

    Somos mesmos ingratos com nós mesmos .

    Temos mais é que agradecer a Deus por tudo que nos tem dado !!!

    Abraços à todos os participantes do Dinheirama, especialmente ao Navarro !!!

  • http://www.valoresreais.com/ hotmar

    Ótimo comentário, Gaudencio!

    Acumular patrimônio ou acumular dívidas? Eis a questão. E muita gente está preferindo a segunda opção, porque quer antecipar o consumo, caindo nas armadilhas psicológicas do dinheiro, como vc bem falou.

    E o melhor mesmo é aproveitar as coisas simples da vida!

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

  • Brunão

    Espero que gostem da idéia da Simplicidade Voluntária. E não é nada “religioso”, simplismente são coisas que você pode ou não adaptar a sua vida. Claro que sem forçar a barra, o importante é ser feliz.

    “Trabalhar com o que não gosta para comprar o que não precisa”. É assim que, infelizmente, muitas pessoas vivem!

    Abraço!

  • Rosana

    Eu gostei muito da idéia Simplicidade Voluntária. Estou lendo os artigos no site, são muito bons para reflexão. Uma das partes que mais gostei até agora foi da entrevista na TVE onde o rapaz (não me lembro o nome) fala sobre a Happy Hour. A “hora Feliz” é sempre depois do trabalho…
    Por quê será?
    Trabalho, do latim Tripalium, um antigo instrumento de tortura. Acho que isso explica um pouco porque encaramos o trabalho como um castigo, uma obrigação penosa.

    Abraços à todos,

  • http://www.valoresreais.com/ hotmar

    Brunão, da mesma forma que a Rosana, estou gostando muito do referido site.

    Vou citar aqui uma frase que é atribuída à Mark Twain: “A civilização é uma multiplicação ilimitada de necessidades desnecessárias.”

    E, realmente, essa questão do happy hour é intrigante: será que as horas no trabalho também não poderiam ser “happy”?

    É isso aí!
    Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

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  • Cleyton

    E quando a ambição é muito grande?!

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  • Alexandre Ferrarini

    Olá, queria lhe parabenizar pelo artigo escrito. Gostei muito e faz muito sentido na vida. Meus parabéns pela idéia e continue assim. Um forte abraço e fique com Deus.

  • ADRIANA RECH

    Olá! Parabéns pelo artigo, é bom para todos refletirem!! Muito bom!!! Fique com Deus! Abraço.

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  • Junior lira

    Mto bom o artigo a verdade nua ecruA da sociedade. consumista e cruel q vivemos hoje.Parabens espero +artigos dce nivel.