É… Mais um ano acabou, passou…2016 se foi, mas ficam as muitas histórias (boas e ruins). Talvez você tenha passado pela experiência do desemprego ou talvez tenha alcançado lucros extraordinários no seu negócio, o que importa é o aprendizado que tudo isso originou.

Seja como for, tempos de crise geram instabilidades e oportunidades, e todos nós precisamos aprender a manter a cabeça no lugar, seja lá qual forem os desafios e vitórias que experimentemos ou que estejam à espreita, nos esperando.

Do ponto de vista econômico, foi mais um ano desafiador, e sabemos que, ao menos em termos estatísticos, mais pessoas tiveram dificuldades do que conquistas.

No lado político, condutas para lá de reprováveis daqueles que se dizem nossos líderes. Como sempre, arrisco-me a dizer. Sofremos uma crise moral e não há passeatas e reivindicações que curem esta realidade (embora exerçam uma pressão importante e necessária); o problema está dentro de nós.

A mesma pessoa que reclama do presidente é a mesma que atira um papel pela janela do carro, em vez de simplesmente depositá-lo no lugar adequado, o famoso lixo. A atitude é a mesma, só mudam as consequências dos atos e o “acesso ao poder”.

É necessário humildade e desejo genuíno e individual de mudança para abandonar esses hábitos egoístas e, assim, passarmos a praticar ações altruístas e responsáveis. Infelizmente, isso é algo para poucos.

Ebook gratuito recomendado: Do Endividamento ao Investimento

O dinheiro e as emoções

Minha preocupação tem outro foco no momento. Com tudo isso que está acontecendo com a Nação, a situação financeira da maioria das famílias se deteriorou.

Algumas de forma lenta, outras de forma mais rápida, quando o desemprego insistiu (e ainda insiste), sem dar tréguas. Tal situação gera instabilidades na família, o que afeta muito o relacionamento entre seus integrantes.

Agora chegamos no ponto principal do texto de hoje: quando as famílias enfrentam problemas financeiros, as pessoas que mais poderiam se apoiar e se proteger mutuamente passam a brigar, discutir, cultivar sentimentos ruins. Agindo assim, elas podem destruir por completo a harmonia do lar.

Se este é o seu caso ou se você conhece alguém que ama e que está passando por isso, é necessário entender uma coisa em relação ao dinheiro para ajudar a si mesmo e a estas pessoas amadas.

Apesar de ser um mero instrumento de troca, o dinheiro possui uma ligação muito forte com nossas emoções. As pessoas tentam “pagar”com dinheiro (ou falta dele) aspectos subjetivos, como o tempo, a culpa, a justiça, a hostilidade e a vingança.

Por exemplo, se você não tem tempo para ficar com a família, vai tentar compensar comprando coisas para eles ou fazendo viagens caras.

Se você está aborrecido com seu cônjuge, ou se o seu filho está muito desobediente, você deixa de dar alguma coisa que eles tinham, como uma ajudante para arrumar a casa, ou a mesada.

Há uma coisa importante a ser entendida: não podemos reparar assuntos emocionais com dinheiro. Escolher este caminho simplesmente não funciona e não termina bem; no máximo, tal decisão surtirá efeitos de curtíssimo prazo.

Vídeo recomendado: Por quê tantos casais têm dificuldades em administrar as finanças?

Sua família vale mais

Estamos em uma época do ano em que as pessoas parecem estar mais sensíveis com as necessidades dos outros. É uma época de reencontros, de ver familiares e amigos que normalmente ficam distantes (ainda que, em alguns casos, vivam na mesma cidade).

Meu convite é simples: reflita sobre a sua atual situação financeira, sua relação com o dinheiro e a influência disso sobre seu relacionamento com seu cônjuge e filhos. Pense mais na relação dinheiro x família.

Se você não identifica nenhum tipo de problema, fico feliz por você, pois há um raro grau de maturidade desenvolvido nas suas relações familiares, funcionando como uma blindagem contra crises. Excelente!

No entanto, se você encontra problemas de relacionamento na sua casa, então você precisa realmente separar um tempo na sua rotina diária para curar esse mal.Será necessário repensar seus valores e priorizar as pessoas, com todas as suas diferenças, praticando o amor e o respeito mútuo.

Carinho e afeto não podem ser medidos em termos financeiros. A harmonia e a paz dentro de uma casa são coisas que nenhum dinheiro deveria ser capaz de comprar (ou subtrair).Uma família verdadeiramente unida tem muito mais recursos à sua disposição para enfrentar situações críticas.

Ligados pelo mesmo propósito, vocês poderão movimentar a si próprios e também as outras pessoas para que consigam encontrar alternativas e soluções para os problemas e, assim,terem a oportunidade de realizar seus objetivos.

Leitura recomendada: Casamento e dinheiro: você pode ser feliz, livre e rico ao lado de sua família

Conclusão

Desejo do fundo do meu coração que você possa experimentar uma vida verdadeiramente rica, em que haja recursos financeiros para suprir as necessidades da família, mas principalmente onde o amor seja ofertado e recebido de forma ilimitada.

O dinheiro deve ser visto como um instrumento de melhoria da qualidade de vida!Em outras palavras, as escolhas que você fará ao lidar com suas finanças dirão se você terá uma vida pobre ou rica. Pense nisso. Um grande abraço e feliz Ano Novo!

Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários