Juros altos, inflação, crise econômica. Vários são os fatores que fazem com que as pessoas precisem recorrer aos bancos para colocar as contas em dia.

Infelizmente, ao ir buscar ajuda nos bancos, muita gente acaba criando outros problemas, principalmente quando utilizam as linhas de crédito disponíveis mais facilmente: cheque especial e o rotativo do cartão de crédito.

Ao utilizar o crédito para acertar as contas sem nenhum tipo de planejamento, as pessoas terminam empurrando um grave problema “com a barriga”.

Tomando dinheiro do banco, em pouco tempo os altos juros elevam as dívidas para valores expressivos, que vão se tornando uma “bola de neve”.

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É fundamental ter sempre um bom planejamento e a partir disso, partir para a ação. Comece renegociando as dívidas com os bancos.

Renegociando as suas dívidas com o banco

Na hora de entrar em contato com o banco para pedir a renegociação da sua dívida, é essencial fazer o seu “dever de casa”. Tome estas atitudes simples:

1. Analise o contrato assinado

Antes de renegociar suas dívidas é importante verificar se o seu contrato está dentro de todas as regras previstas em lei.

2. Seja realista nos cálculos

Muitas pessoas costumam aceitar renegociações que não conseguirão pagar (parcelas altas para o seu orçamento). Por esse motivo é muito importante ser sincero e realista.

3. Saiba mais sobre todas as condições oferecidas pelos diversos bancos

O que muitas pessoas não sabem é que elas poderão levar as suas dívidas para outros bancos e com isso pagar juros menores. Tudo vai depender das condições oferecidas pela nova instituição.

4. Entre em contato com o banco da maneira certa

Muitas pessoas ainda fogem do contato pessoal, já que algumas instituições financeiras oferecem um canal online para renegociar as dívidas.

Isso é tentador, já que basta que o cliente coloque o valor de entrada e o prazo que poderá pagar. Esta facilidade é importante, mas talvez não seja a melhor maneira de fazer um bom negócio.

Prefira comparecer no banco, para que o seu gerente possa estudar algo personalizado para o seu caso.

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5. Leve uma proposta

Durante as conversas com o gerente sugira algumas soluções que caibam no seu orçamento. Não aceite tudo o que ele propor.

6. Analise com cuidado a contraproposta oferecida pelo banco

No momento da negociação, as pessoas tendem a aceitar de imediato a proposta oferecida pelo banco.

O ideal é pedir um tempo para refletir, mesmo que haja uma certa pressão para fechar o negócio. Mantenha a calma.

7. Nunca se sinta intimidado

Esse é um momento delicado, e existe algumas instituições que se aproveitam para tentar vender novos serviços na renegociação, aproveitando a fraqueza do devedor.

Isso é assedio, e caso ocorra, é necessário procurar a ajuda dos órgãos responsáveis pela defesa do consumidor.

8. Frequente os feirões

Em algumas cidades do país é comum haver feirões, que tem como objetivo realizar renegociações de dívidas com condições especiais.

Muitos bancos costumam participar desse movimento. Antes de ir até uma agência, verifique se a sua instituição não está participando de algum desses eventos nas proximidades.

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9. Busque ajuda caso não haja acordo

Pode acontecer de as partes não chegarem a um acordo que seja benéfico para os dois lados.

Se esse for o seu caso, é o momento de pedir ajuda. Um exemplo são os Núcleos de Superendividamento da Fundação Procon de sua cidade. O auxílio é prestado de maneira gratuita.

10. Tenha tudo sempre anotado e protocolado

Sempre que for fazer qualquer tipo de contato com o banco, registre tudo. Anote o nome do atendente, data do contato, horário.

Quando for enviar qualquer tipo de proposta, faça-a em duas vias, exigindo a assinatura e o registro da data de quem recebeu. Esses dados serão importantes para demonstrar seu comprometimento para quitar a dívida.

11. Não caia novamente no endividamento

Ao procurar renegociar a sua dívida, é necessário redobrar os cuidados para não cair novamente nesse problema. Caso não consiga arcar com o seu pagamento, o processo de renegociação tende a ser mais difícil.

Conclusão

Ultrapassar um período de endividamento só é possível a partir da adoção de algumas práticas da educação financeira.

A primeira é justamente ajustar o orçamento para que os gastos não continuem maior do que a receita da família.

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Não existe mágica. As vitórias e os ajustes necessários são conquistados com esforço, comprometimento e algum tipo de sacrifício.

No final, a sensação de alívio conquistada ao conseguir sair do endividamento precisa ser conduzida como uma vitória. No entanto, com muito aprendizado, e sempre com a expectativa de não mais cair nos erros de antes. Um abraço e até a próxima!

Ricardo Pereira
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