Eu me lembro como se fosse ontem que, no auge da crise de 2008, lia jornais, revistas e via pânico na televisão como se o mundo fosse acabar, como se não houvesse amanhã. Via inclusive minha carteira de ações na bolsa de valores minguar como se fosse chocolate derretendo ao sol em pleno verão. No entanto, aprendi (muito) com os meus erros e passei a observar, todos os dias, os passos das pessoas experientes do mercado.

Lá, como agora, era comum ouvir: “Crise é oportunidade. O mundo não vai acabar, a economia irá se recompor e as ações de empresas bem fundamentadas e bem posicionadas em seus respectivos setores certamente irão se recuperar”. Era difícil acreditar naquele momento que aquilo poderia ocorrer, mas já em 2009 a bolsa nacional apresentou a última forte alta que vimos no país (e muita gente a aproveitou!).

Agora em 2015, parece que assisto ao mesmo filme, mas não vejo minha carteira de ações se desvalorizar porque estou preparado para o momento. Busquei diversificar e estou com grande parte dos meus investimentos alocados em ativos de renda fixa, como LCI/LCA e títulos do Tesouro Nacional com possibilidade de liquidez diária (Tesouro Selic), afinal a renda fixa está me proporcionando ótimos retornos.

O investimento em LCI/LCA é bem simples e já produzimos um material com indicações neste sentido (clique aqui para acessá-lo gratuitamente). Em relação ao Tesouro Direto, recomendo a leitura do eBook gratuito do especialista André Massaro (clique para download).

Sendo assim, e diante da forte queda da bolsa nas últimas semanas e até nos últimos meses, começo a enxergar oportunidades e a entrar aos poucos no mercado de ações, buscando iniciar uma nova carteira de ativos com preços depreciados visando o médio/longo prazo. Ao meu lado aparecem os pessimistas e negativos de plantão e seu retrato realista do Brasil:

“Roberto, você está louco? A China, segunda maior economia do mundo, está desacelerando e ainda não sabemos ao certo qual o impacto disso na balança comercial do Brasil. As principais commodities mundiais, como o petróleo e o minério de ferro, estão com seus preços mais baixos dos últimos anos. Os EUA elevarão juros em breve e certamente teremos saída de fluxo de mercados emergentes para migrar para os títulos mais seguros do mundo, que são os títulos do tesouro norte americano e, para piorar, se é que é possível, o Brasil está numa grave crise política e econômica, com possibilidade inclusive da presidente do país sofrer um impeachment ou da perda do grau de investimento no curto prazo ou até da saída do ministro Fazenda, o ultimo motivo da confiança dos investidores no Brasil”

Reparem que eu considero o cenário realista, e é aí que entra o grande momento, aquele que aguardamos por anos: a hora de iniciar as compras de ativos que recuam há semanas ou meses na bolsa de valores e apenas aguardar o médio prazo.

Comprar na baixa e vender na alta, não é esse o princípio básico dos investimentos em renda variável? Eu sigo bastante cético diante do cenário macro desafiador, é verdade, mas acredito que aquele que agir de forma correta (e for capaz de manter calma nesse momento) deverá se sobressair e terá retornos elevados.

É justamente nestas horas que diferenciamos aqueles que realmente ganharão dinheiro no mercado de ações dos que sofrerão com o mesmo sentido de 2008. De novo: o momento é de muita cautela, com sugestões apenas de iniciar devagar os movimentos de compra de ações e não entrar com 100% do capital de uma vez só, pois no mercado de ações nunca sabemos onde estará o fundo do poço no curto prazo.

Deixo a dica final para que você baixe gratuitamente e leia o guia básico de investimento em bolsa de valores, com 5 dicas para ter sucesso neste mercado (clique aqui). Obrigado e até a próxima!

Nota: Esta coluna é mantida pela Rico.com.vc, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto “Stock Market”, Shutterstock.

Roberto Indech
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