Vamos falar sobre dívidas. Será que você, como a maior parte das famílias brasileiras, está endividado? São muitas as nuances sobre o assunto e neste artigo vamos tratar das principais.

Para começar existem as dívidas “saudáveis”, ou seja, aquelas que você faz agora para conseguir resultados melhores adiante, como um investimento em um curso ou equipamentos para a empresa por exemplo. E existem as dívidas que você simplesmente faz ou que aparecem na sua vida devido a circunstâncias emergenciais.

E também são diferentes os perfis de quem deve: O primeiro é aquele que se tornou devedor por circunstâncias fora do habitual, como a perda de um emprego. É alguém que não gosta de dever por aí e que, não fosse o acontecido, estaria com as contas em ordem e no máximo com algumas compras parceladas a ir pagando. Quem é que nunca passou por isso, não é mesmo?

Depois também existe o perfil de quem vive endividado porque as despesas habituais são maiores que a receita. É alguém que não costuma gastar além da conta, mas realmente o que entra não é suficiente para pagar os gastos básicos.

E, finalmente, temos aquele que poderia ter uma vida financeira equilibrada, ganha bem, mas vive gastando mais do que pode e em coisas que não deve. Como resolver cada uma das situações?

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Renda extra e autoconhecimento para lidar com as dívidas

Quem está passando por um momento emergencial deve considerar que vai passar, como tudo na vida. Quem é que nunca passou por apertos de todas as formas, não é mesmo? O que é preciso fazer nesta fase é tentar cortar ao máximo as despesas e ir trabalhando para conseguir um dinheiro a mais na conta. Você pode tentar freelas ou atividades proporcionadas pela economia criativa.

Quem tem receita menor que as despesas, ainda que as despesas sejam básicas, deve urgentemente arrumar meios de ganhar mais, seja procurando um novo trabalho ou fazendo extras. Caso contrário, estará sempre gastando mais do que o padrão permite e tenderá a não conseguir sair dessa situação.

Já quem está endividado por “escolha própria” porque poderia fazer diferente, deve tentar entender o que está acontecendo para que eventuais frustrações ou falta de ânimo estejam parando nas compras. Muitas vezes o problema é emocional.

Somos seres humanos e é natural que busquemos refúgio em coisas que nos façam momentaneamente bem. O problema é quando esse tipo de coisa se torna frequente e vira uma bola de neve na conta.

Nesse caso, além de auxilio profissional, vale a pena usar táticas como não andar com cartão de crédito e nem dar atenção aquele monte de publicidade que chega no e-mail. Simplesmente delete para não correr o risco!

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Vale para todas as situações

É claro que a questão do endividamento é complexa, e estou resumindo os perfis e situações de forma simples neste artigo. Mas é importante entender que independente da situação, resolver a questão das dívidas é fundamental para alguém seguir adiante na vida financeira. Não dá para guardar nem investir se você tiver dívidas pesadas e estiver pagando juros altos por elas.

A melhor coisa a fazer, portanto, é tentar negociar as dívidas com juros altos por outras com juros menores e até, se possível, fazer uma oferta para quitar o que deve. Geralmente os descontos concedidos são altos.

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Negocie dívidas o quanto antes

Para negociar você pode conversar diretamente com a instituição para a qual deve, mas hoje felizmente também há alternativas simples, menos burocráticas e que não exigem que a pessoa se apresente pessoalmente nem gaste horas ao telefone tentando negociar.

No último sábado participei de um painel do Dinheirama e da Grão (que antes se chamava Diin) e o tema era endividamento. A fintech convidada foi a Blu 365, que é exatamente uma plataforma de negociação de dívidas.

Sempre digo que acredito muito no potencial das startups porque elas se dispõem a resolver problemas que o mercado tradicional vê, mas em geral não resolve. No caso da Blu, a ideia é possibilitar um acordo online entre devedor e credor, sejam lojas, bancos, etc.

Além disso, a Blu tem o chamado radar Renda Extra, que mapeia uma série de possibilidades para quem quer, além de quitar a dívida, não se endividar mais por falta de dinheiro (algo bem direcionado a um dos perfis de que falei anteriormente).

Há, por exemplo, sugestões para se ganhar dinheiro com pesquisa remunerada, aplicativos de entrega, revenda de produtos, etc.

O importante, caso esteja devendo, é não se desesperar , respirar fundo e entender que as alternativas existem. Lembre-se que a questão do endividamento é algo que pode ser resolvido e você tem todas as possibilidades para retomar o rumo em breve, basta agir realizando o que é possível no momento!

Janaína Gimael
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