Economistas elevaram pela segunda semana seguida a projeção para a inflação neste ano e também aumentaram a previsão para o IPCA, índice oficial de preços, em 2017. Já a expectativa para a atividade econômica melhorou para este ano e para o próximo, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29).

A pesquisa semanal do Banco Central mostrou que a perspectiva para a inflação foi elevada de 7,31% para 7,34% em 2016. Para 2017, a projeção passou de 5,12% para 5,14%, ainda dentro da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) – 4,5% com 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2018, a inflação estimada é de 4,5%.

A piora na avaliação deste ano ocorre após a prévia da inflação avançar 0,45% em agosto, ante 0,54% no mês anterior. Alimentos continuam pressionando os preços neste ano, mas em ritmo inferior ao verificado em julho.

No ano, a prévia da inflação acumula alta de 5,66%, bem abaixo dos 7,36% do mesmo período de 2015. No acumulado de 12 meses, a alta é de 8,95%.

A projeção para a queda do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano passou de 3,20% para 3,16%. Para 2017, o crescimento previsto passou de 1,20% para 1,23%, e em 2018 permaneceu em 2%.

A expectativa para a taxa de juros no Brasil foi mantida em 13,75% neste ano e passou de 11% para 11,25% em 2017.

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Planos da equipe econômica devem atrasar por conta das eleições

O governo trabalha para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto até outubro na Câmara e até o fim deste ano no Senado Federal. Porém, as eleições municipais prometem ser uma dificuldade não só pelo calendário de trabalho mais estreito, mas também pela pouca disposição de parlamentares da base em apoiar causas que contrariam grupos mais organizados.

As eleições municipais estão na raiz das dificuldades que levaram o governo a abrir mão de regras que apertariam os gastos de Estados com as folhas salariais. Uma disciplina mais forte nas despesas era a contrapartida para o alívio de caixa proporcionado pela renegociação das dívidas estaduais com o Tesouro.

Porém, o governo foi avisado que os deputados, muitos candidatos a prefeito, não comprariam briga com o funcionalismo. Com isso, foram retirados da proposta itens que facilitariam o aperto dessas despesas.

Pela mesma razão, a proposta de reforma da Previdência só seguirá para o Congresso Nacional após as eleições, segundo se cogita no Palácio do Planalto.

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Governo não tem votos para aprovação da PEC do teto de gastos

Principal item da agenda econômica neste ano, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita o crescimento dos gastos públicos à inflação do ano anterior, expõe as dificuldades que o eventual governo de Michel Temer vai enfrentar na Câmara dos Deputados. Levantamento feito pelo Grupo Estado, na semana passada, com líderes de 16 bancadas que reúnem 462 deputados – 90,6% dos 510 parlamentares em exercício do mandato –, mostra que, neste momento, apenas sete (220 deputados) se declararam favoráveis à proposta: PMDB, PSDB, DEM, PP, SD, PPS e PROS. Sendo que dois desses partidos (DEM e Solidariedade) dizem ter restrições à PEC.

Para a proposta ser aprovada, são necessários 308 votos, em dois turnos de votação. Dos 513 deputados que compõem a Câmara, 3 estão afastados. Quatro líderes de bancadas consultados (PT, PDT, PCdoB e PSOL), que representam 94 parlamentares, são contra o projeto. E disseram que, se a proposta passar, vão apresentar emendas.

Mercado Financeiro

O pronunciamento da Presidente afastada Dilma Rousseff no julgamento do impeachment estará entre os destaques do início da semana. O mercado ainda discute o pronunciamento da chairwoman do FED Janet Yellen que dá indícios de alta nos juros dos EUA ainda esse ano.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava as 12h20 em alta de +1,05% com 58.324 pontos. Enquanto o dólar tinha desvalorização de -0,74%, negociado a R$ 3,24.

 

Redação Dinheirama
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