Muita gente me pergunta por que falar de finanças somente para mulheres – afinal, não é tudo igual?

É claro que há questões que são universais e não dependem de gênero. Todo mundo vai, em algum momento, ter que lidar com cartão de crédito, parcelamento, poupança e financiamento, por exemplo. No entanto, há algumas questões que só as mulheres enfrentam e outras que elas lidam de forma única.

Com o seu avanço no mercado de trabalho, a mulher vem conquistando cargos e salários cada vez maiores. A mulher é também hoje 60% da população universitária do País. Com isso, a percepção de que a mulher é um “centro de custos” está ultrapassada.

Segundo pesquisa da Sophia Mind com 1.057 mulheres entre 18 e 60 anos em todo o país, 75% das mulheres colaboram com as despesas da casa. Além de colaborar, ela também é a gestora deste orçamento.

De acordo com o estudo, 74% das mulheres é responsável por todas as compras domésticas. No entanto, 49% afirma que não consegue poupar nada no fim do mês, seja por terem uma situação financeira difícil, por terem outras prioridades ou por descontrole financeiro. E haja descontrole: apenas 38% possuem uma planilha com todas as contas a pagar no fim do mês.

Quando elas conseguem poupar, o foco é a segurança. Para 45%, a poupança é para ser usada somente em emergências, e para outras 29%, para planejar o futuro. Com esta postura mais conservadora, elas tendem a conseguir melhores resultados em investimento de longo prazo.

Não é surpresa então que as mulheres investem mais em previdência, segundo um levantamento do Itaú Unibanco. De acordo com o banco, elas representam, atualmente, 55% do volume investido.

Outro investimento preferido pelas mulheres são imóveis: elas tendem a preferir a segurança do tijolo e cimento. Para completar a lista das preferências de investimentos das mulheres, entram a renda fixa e a poupança.

Parece sem graça? No entanto, a postura conservadora nos investimentos tem um benefício muito claro. Segundo LouAnn Lofton, editora do prestigiado blog de economia americano “The Motley Fool” e autora do livro “Warren Buffett investe como uma garota”, as mulheres têm uma forma específica para investir, mais calma e conservadora, que é muito semelhante à estratégia de investimento do guru de Omaha, o maior investidor do mundo.

Quer saber as características?

  • Menor exposição ao risco;
  • Busca por investimentos em empresas com modelos de negócios simples (menos Facebook e mais Coca Cola);
  • Paciência e visão de longo prazo;
  • Não ficar comprando e vendendo papéis o tempo todo;
  • Maior tempo de estudo para escolher suas aplicações.

Estudos apontam que os homens tendem a ser mais confiantes com relação a investimentos do que as mulheres. Eles acreditam saber mais do que sabem, na realidade, e exageram na hora da tomada de risco. Já elas pensam saber menos do que realmente sabem e, na hora de investir, vão com cautela.

No longo prazo, de acordo com um trabalho do Barclays Capital, as mulheres que investem tendem a ganhar mais dinheiro do que os homens no mercado financeiro. Ou seja: se cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, as mulheres saem na frente na hora de investir o seu dinheiro.

Apesar disso, são pouquíssimas que o fazem. Por não terem confiança no seu próprio conhecimento, elas não têm coragem para começar a investir. O papel do “Mulher Maravilha” (clique para conhecer) é buscar mudar exatamente esta situação.

Nosso objetivo aqui é dar mais subsídios para as mulheres poderem ganhar confiança, começarem a organizar sua vida financeira de uma forma melhor e se prepararem para investir. Elas só têm a ganhar.

Dessa forma faço um convite especial para você assinar gratuitamente nossa newsletter Mulher Maravilha, material preparado com muito carinho para incentivar o conhecimento em busca da independência financeira das mulheres e suas famílias.

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  • Como conquistar o equilíbrio entre carreira e família;
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  • Endividamento;
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  • Como montar o negócio próprio.

Tenho certeza que teremos uma relação muito positiva e voltada para o conhecimento. Um abraço e até a próxima!

Nota: Esta coluna é mantida pela Empiricus, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto “Woman and money tree”, Shutterstock.

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