O perfil do investidor e o sucesso nos investimentos
Publicado por Conrado Navarro em 27.6.2009 na seção Finanças Pessoais, Risco e Retorno
Renata comenta: “Navarro, tenho uma curiosidade sobre o perfil dos investidores brasileiros. Reparei que uma das enquetes do Dinheirama trata justamente deste tema. Que tal apresentar os resultados e comentar um pouco sobre a realidade do investidor nacional. Há algum tipo de pesquisa que explore melhor os hábitos dos investidores ou suas reações diante das muitas variáveis e alternativas financeiras disponíveis hoje em dia? Muito obrigada.”
O investidor é um ser humano. A afirmação pode soar simplista e estranha, mas é como gosto de começar qualquer conversa sobre perfil de investimentos, aversão ao risco e decisões financeiras. É claro que são muitas as ferramentas e dispositivos que auxiliam o processo de tomada de decisão, mas o dinheiro afetado tem sempre relação com alguém – ainda que este seja apenas um representante de alguma instituição maior. Tais observações são úteis para nos lembrar que investir também significa decidir-se com a constante presença da emoção.
E, se há emoção, há conexão entre os temores e interesses pessoais, a sociedade e o dinheiro. Vejamos como se classificam os leitores do Dinheirama:
- 30% se dizem moderados, satisfeitos com aplicações de pouco risco;
- 26% se dizem arrojados, aceitando certas doses de risco;
- 17% se dizem conservadores, adeptos do risco zero;
- 16% se dizem predominantemente conservadores, dando espaço para pouquíssimo risco;
- 11% se dizem agressivos, dispostos a correr altos riscos.




Costumo sempre defender que a diferença entre as pessoas financeiramente bem sucedidas e aquelas que lutam para manter-se em dia com suas despesas está na definição e sustentação de metas e objetivos inteligentes e capazes de motivar toda a família a ver, no controle financeiro, o suporte necessário para manter seu padrão de vida e garantir um futuro tranqüilo. Mas, é claro, isso já não é novidade para o leitor que há muito tempo me conhece.
Baseado nos últimos indícios econômicos e financeiros, a crise financeira parece já ter atravessado o seu pior momento. A calmaria assusta e ainda há muito o que se compreender e viver até que possamos crer no fim da crise. O fato é que, aqui no Brasil, as boas notícias são comemoradas sobretudo em referência à volta do crédito ao
Um dos grandes desafios do brasileiro comum é conseguir chegar ao final do mês com a conta no azul. Esta é uma triste realidade de um país que após longo e tenebroso inverno de desconjuntura econômica (década de 80 e boa parte da década de 90), só agora começa a descobrir os benefícios de uma economia estabilizada e com possibilidades de crescimento sustentável e produtivo para aqueles capazes de realizar um bom planejamento e usar o
Em um post intitulado
















