Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos

O Dinheirama é um site sobre economia, finanças pessoais e educação financeira, mantido por Conrado Navarro, que tem como objetivo fazer com que você administre melhor seu dinheiro e aumente o seu patrimônio.

Agente BR: temos nosso próprio Madoff!?

Publicado por Conrado Navarro em 19.3.2009 na seção Ações

, , , , , ,

Agente BR: temos nosso próprio Madoff!?Que o Brasil tem muitos picaretas, todo mundo sabe. Mas qual o tamanho da picaretagem realizada pelos brasileiros? Há pirataria, tráfico, negociações políticas em trocas de influência e muito mais. Mas, será que temos também fraudes no sistema financeiro? O escândalo financeiro protagonizado pelo Sr. Bernard Madoff nos Estados Unidos trouxe luz a uma antiga afirmação popular: “quando a esmola é demais, até o santo desconfia”. E se você tivesse oportunidade de investir em um clube de investimentos com retornos de 10% a 30% ao mês. Toparia? Por que? Por que não?

André, um amigo e leitor deste blog desde os seus primeiros textos, enviou-me ontem um e-mail dizendo “Navarro, nós temos nosso próprio Madoff!” e anexando uma matéria do jornal Valor Econômico sobre a empresa Agente BR Assessoria, do grupo Agente BR Corretora de Câmbio. Para começar, a empresa teve liquidação decretada em janeiro deste ano pelo Banco Central por não atender aos pedidos de atualização cadastral e registro diante das autoridades.

Promessas de retornos fantásticos e nenhuma informação sobre os produtos eram os trunfos iniciais das conversas entre potenciais clientes e os gestores. E para chegar até lá, só com indicação de amigos. Fica fácil compreender porque os próprios aplicadores estão comparando este caso ao do emblemático, e agora preso, Sr. Madoff: ao que parece, quase tudo era falso, simplesmente como fachada para captar dinheiro em um esquema pirâmide.

Leia o texto completo

Nacionalização dos bancos americanos: a única solução?

Publicado por Alexsandro Rebello Bonatto em 18.3.2009 na seção Economia Geral

, , , , ,

Nacionalização dos bancos americanos: a única solução?E a crise do subprime não para de causar espanto. Agora vemos o início de um debate que coloca do mesmo lado gente como Paul Krugman e Alan Greenspan: o debate pela nacionalização dos bancos americanos. A palavra que sequer é pronunciada pelos americanos (lá é conhecida como “n-word”) trata-se da estatização pura e simples dos bancos em dificuldades.

Exemplos da nacionalização
A solução foi adotada na Suécia em 1991 e 1992, quando o país também enfrentou uma grave crise bancária. Com a estatização, o governo assumiu os créditos podres, limpou os balanços das instituições financeiras e, em seguida, vendeu o controle a investidores privados. O custo dessa intervenção, à época, foi de quase 10% do PIB sueco. O México também pôs em prática o que é considerado uma nacionalização temporária, em geral bem-sucedida, de parte do seu sistema bancário na esteira da crise do peso nos anos 90.

Recentemente a Alemanha aprovou uma lei abrindo o caminho para a estatização. O alvo é o banco Hypo Real State Holding, que é a principal instituição financeira alemã com foco no crédito imobiliário. Ela recebeu aportes oficiais superiores a US$ 63 bilhões do governo alemão, mas não para de apresentar prejuízos, da ordem de US$ 4 bilhões por trimestre. Se a nacionalização vier a se confirmar, será a primeira desde 1930. Da mesma forma, a Irlanda já nacionalizou o Anglo British Bank em janeiro e gastou por volta de US$ 9 bilhões na recapitalização do Banco da Irlanda e Allied Irish Banks.

Especula-se — apesar das frequentes negativas por parte do primeiro-ministro britânico Gordon Brown — que o governo britânico planeja nacionalizar o Lloyds Banking Group ou o Royal Bank of Scotland (RBS), cuja participação acionária do governo é de 43% e 70%, respectivamente. Há um ano apenas, o Reino Unido nacionalizou o Northern Rock, um dos primeiros bancos a ter prejuízos catastróficos com a exposição de hipotecas lastreadas pelo crédito subprime nos EUA.

Mas quando se fala nos Estados Unidos a história é outra e o debate promete.

Leia o texto completo

Prejuízos 2008: até Warren Buffett entrou na dança

Publicado por Conrado Navarro em 03.3.2009 na seção Ações, Economia Geral

, , , , ,

Prejuízos 2008: até Warren Buffett entrou na dançaConfesso que mesmo trabalhando diariamente com números, tenho certa dificuldade em interpretar e aceitar certos acontecimentos econômicos/financeiros. Não trata-se de deficiência técnica, mas do susto ao contemplar drásticas mudanças nos rumos de empresas e governos. O final de fevereiro e o mês de março são épocas sempre muito aguardadas pelo mercado[bb], já que concentram boa parte das divulgações dos balanços completos do ano anterior. Pois é, como você já sabe, 2008 foi um ano aterrorizante para a economia e para diversas companhias. Mas, em números, quão terrível foi o período?

As pequenas notas sobre os balanços lá de fora dão a dimensão do estrago. Por exemplo, o caderno “Dinheiro” da Folha de S. Paulo de hoje (03/03/2009) traz alguns dados relevantes:

  • As Bolsas de Valores mundiais perderam US$ 15,5 trilhões (a soma dos PIBs dos EUA e do Brasil) entre janeiro de 2008 e janeiro de 2009, segundo a Standard & Poors;
  • Só em janeiro deste ano, as perdas globais das Bolsas atingiu US$ 1,85 trilhão - mais que o PIB brasileiro, que foi de US$ 1,31 trilhão em 2007;
  • A seguradora American International Group (AIG) anunciou prejuízo de US$ 61,7 bilhões no último trimestre de 2008 - o maior registrado por uma empresa na história dos Estados Unidos. Por conta disso, o governo Obama confirmou que investirá mais US$ 30 bilhões na empresa;
  • A Fannie Mae, um dos grandes players nas hipotecas norte-americanas, teve prejuízo de US$ 58,7 bilhões em 2008;
  • A GM apresentou prejuízos em 2007 e em 2008. US$ 43,3 bilhões e US$ 30,9 bilhões, respectivamente;
  • O Citigroup, ícone do capitalismo moderno, registrou prejuízo de US$ 27,7 bilhões em 2008 e vê o governo se tornando seu controlador.

Até tu Brutus?
Warren Buffett, quem diria, admitiu erros e viu o lucro da Berkshire Hathaway despencar 96% no quarto trimestre de 2008. No ano passado inteiro, o fundo registrou queda de 62% nos lucros. Ficou assim: lucro total de US$ 4,99 bilhões (US$ 3,22 por ação) em 2008 contra US$ 13,21 bilhões (US$ 8,54 por ação) em 2007 - lucro expressivo e positivo, é claro, mas com uma diferença de US$ 7,5 bilhões. Convenhamos, é muita grana! Bem-vindo à crise Mr. Buffett.

Leia o texto completo

Princípios de economia e o fantasma da crise

Publicado por Alexsandro Rebello Bonatto em 27.2.2009 na seção Economia Geral

, , , , ,

Princípios de economia e o fantasma da criseExiste um ditado popular que diz: “Quando tudo mais falhar… leia o manual”. É exatamente isso que vou propor para que possamos finalmente entender que diabos é essa crise financeira internacional. Entendo que devemos consultar o manual – ou, no caso, o livro-texto de economia[bb]. Embora muitos dos nossos comentaristas não abra um desses livros desde seu tempo de “calouro” no curso de economia, geralmente as respostas estão todas lá, basta consultar. Vou provar minha tese utilizando os princípios básicos de economia (que normalmente são ensinados no primeiro dia de aula) para explicar o furacão financeiro que estamos vivendo.

1. Pessoas enfrentam tradeoffs: “Não existe almoço grátis”. Para obter uma coisa que desejamos, em geral temos de abrir mão de outra coisa da qual gostamos. Tomar decisões exige comparar um objetivo com outro. Quando as pessoas estão agrupadas em sociedade, elas se deparam com diferentes tipos de tradeoff.

O tradeoff clássico é aquele entre “armas e manteiga”. Quanto mais for gasto em defesa nacional para proteger o país de agressores externos (armas), menos se poderá gastar com bens pessoais para aumentar o padrão de vida (manteiga).
Lição para a crise: se você enfrentar o tradeoff entre refinanciar pela quarta vez a hipoteca de sua casa ou não trocar o seu SUV (Sport Utility Vehicle), escolha a segunda opção.

Leia o texto completo

O Carnaval no Brasil, a China e a crise

Publicado por Ricardo Pereira em 26.2.2009 na seção Economia Geral

, , , , ,

O Carnaval no Brasil, a China e a criseFicou para trás o Carnaval de 2009. Quem teve a oportunidade de acompanhar um pouco a festa de Momo teve a oportunidade de notar os reflexos da crise nos desfiles das escolas de samba do Rio e de São Paulo. O luxo não foi tão nítido como nos últimos anos e mesmo os ingressos tiveram suas vendas realizadas com certa dificuldade. Mas, enquanto o Brasil parava para comemorar, o mundo continuava dando mostras de que a crise continuará forte nos próximos meses.

O que de fato mais me preocupa são os dados apresentados pela economia chinesa, última esperança do mundo (e do Brasil) em sofrer menos os reflexos da crise. O governo chinês injetará uma montanha de dinheiro[bb] na economia tentando promover o crescimento e principalmente a criação de mais empregos.

Nos Estados Unidos, fica claro que o Governo Obama terá um mar de espinhos pela frente para aprovar medidas financeiras que não são consensuais - nem mesmo dentro do seu próprio partido. Que os EUA vivem e viverão tempos difíceis em 2009 (e quem sabe 2010), todo mundo sabe. Mas e a China?

Leia o texto completo

Enquete

Como e onde você mora?

Ver resultado

Dinheirama recomenda

  • Capa do livro Outliers - Fora de Série
  • Capa do livro Pai Rico Pai Pobre
  • Capa do livro Investidor Inteligente
  • Capa do livro Avaliando Empresas - Investindo em Acoes
  • Capa do livro Casais Inteligentes Enriquecem juntos
  • Capa do livro Como organizar sua vida financeira
  • Capa do livro O Monge e o Executivo
  • Capa do livro Aprenda a Investir
  • Capa do livro Matemática Financeira
  • Capa do livro Startup
  • Capa do livro Bem-vindo à Bolsa de Valores
  • Capa do Você, Investidor!

Vale a pena ler

Vamos falar de dinheiro? - Conrado Navarro

Arquivo

Parcerias exclusivas

  • Via6
  • Uêba - Os Melhores Links
  • Lucre Mais - Dinheirama

Copyright © 2008 Conrado Navarro, Dinheirama. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade

Wenetus Interactive