Uma das premissas básicas que um bom investidor deve seguir é o de diversificar ao máximo suas aplicações financeiras de acordo com seu perfil de investidor, e isso está cada vez mais fácil e prático de realizar, muito por conta das fintechs, que oferecem vários tipos de investimentos para os mais diferentes objetivos e perfis de investidores.

Entre os investimentos “tradicionais”, existem opções mais conservadoras, de renda fixa, tais como CDBs, LCIs, LCAs e títulos públicos ofertados pelo Tesouro Nacional, e outras que oferecem rentabilidades maiores, porém com muito mais risco. É o caso das aplicações de renda variável, como investimento em ações, fundos ou em moedas estrangeiras, que podem trazer excelente rentabilidade ou grandes perdas.

Conheça o Peer-to-Peer Lending (P2P)

Ainda assim, uma modalidade alternativa de investimento que vem atraindo cada vez mais os olhares dos investidores brasileiros é o Peer-to-Peer Lending (P2P). Regulamentada no ano passado pelo Banco Central, essa modalidade – que já funciona em diversos países, como Estados Unidos, China e Inglaterra – permite com que empresas consigam empréstimos diretamente de pessoas físicas e jurídicas a juros menores que os praticados pelas instituições financeiras tradicionais. Na outra ponta, o investidor recebe de volta a aplicação em parcelas mensais, com rentabilidade maior do que os investimentos tradicionais, inclusive os citados acima.

O maior risco dessa modalidade é a inadimplência por conta da empresa tomadora de crédito.

Para quem está interessado em se tornar um investidor no modelo P2P, o CEO e cofundador da Peak Invest, Marcio Berger, aponta quatro importantes pontos que merecem a sua atenção.

Ponto 1: Quem pode investir em P2P

A modalidade de investimentos Peer-to-Peer lending atende aos mais variados perfis. Se você possui um perfil conservador e já diversificou seus investimentos em outros tipos de aplicações, pode começar a investir no P2P lending com uma pequena carteira. Depois, vale comparar o retorno do seu investimento em P2P com as demais aplicações. Com o tempo, você encontrará o equilíbrio que deseja entre o risco e o retorno, privilegiando as aplicações que possuem maior potencial de retorno.

Ponto 2: Pesquise a melhor plataforma de Peer-to-Peer lending

Nesse caso, é imprescindível analisar 3 pontos: Como a plataforma analisa as empresas tomadoras (Modelo de crédito), como a plataforma formaliza as operações (qual é o título emitido para oficializar seu investimento) e, por fim, qual serviço a plataforma vai lhe oferecer em caso de inadimplência por parte do tomador.

Os 3 pontos são muito importantes e vão te ajudar a escolher a melhor plataforma para se investir. Na Peak Invest, por exemplo, temos um modelo de crédito proprietário que considera inúmeras variáveis para estabelecer o limite de crédito e o rating de risco das empresas tomadoras de crédito. Formalizamos nossas operações através da Operação Ativa Vinculada, e o título de investimento emitido por nosso banco parceiro é um CDBV (Certificado de Depósito Bancário Vinculado), com registro na CETIP. Em caso de inadimplência, nós cuidamos de todo o processo, do início ao fim.

Ponto 3:  Avalie as opções disponíveis para investir:

Além de procurar  a melhor fintech que opera em P2P e entender seus critérios de análise para liberação de crédito às empresas, também é bom que você faça a sua própria pesquisa sobre as empresas que são ofertadas na plataforma. Sites como o “Reclame Aqui” e comentários em redes sociais podem te ajudar nessa tomada de decisão. Além disso, é importante você analisar quais são as garantias oferecidas.

Existem fintechs que trabalham com garantia “aval”, outras com recebíveis de cartões ou até mesmo de imóveis. Quanto mais “real” for a garantia, menor será a rentabilidade e, por consequência, o seu risco de inadimplência. Tudo isso é oferecido de forma transparente pela plataforma.

Ponto 4:  Diversifique seus investimentos

Por segurança, a sugestão é para que você invista em mais de uma empresa, pulverizando seus investimentos para mitigar possíveis riscos. Dessa forma, caso você venha a ter atrasos ou inadimplência em uma determinada aplicação, poderá minimizar os danos e otimizar seus lucros com os juros obtidos dos valores aplicados em outras empresas. Um erro clássico é focar nas empresas que oferecem maior rentabilidade sem considerar o risco que elas oferecem.

Marcio Beger
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