Com a inflação alta, a renda disponível fica menor e sobra menos dinheiro para investir. Todavia, como defendo sempre, não devemos esperar sobrar dinheiro para investir. Afinal, nunca sobra, não é mesmo?

Investir um percentual da sua renda deveria ser seu primeiro compromisso do mês, logo após receber o salário. Sabendo da dificuldade de fazer aportes em investimentos com a renda disponível diminuída pela alta generalizada de preços, vou abordar neste post as cinco principais razões pelas quais devemos criar o hábito de investir regularmente e manter a disciplina, mesmo em momentos econômicos mais desfavoráveis.

1. Reserva para imprevistos

Lidar com imprevistos faz parte da vida e estar preparado financeiramente pode evitar estresses e contribuir para uma vida mais tranquila. Por exemplo, com o uso constante dos aparelhos de ar condicionado e das geladeiras em potência alta no calor do verão é relativamente comum que estes eletrodomésticos apresentem problemas de funcionamento, exigindo consertos ou até que sejam trocados.

Sim, geralmente você tem a opção de parcelar o conserto ou a troca do aparelho que pode ser comprado no cartão de crédito, mas com os juros mais altos, se você não pagar a fatura em dia, vai acabar pagando duas ou três vezes mais do que o valor inicial. Além do que, quem compra à vista pode conseguir um desconto.

2. Reserva para eventual perda de emprego

O ano de 2015 será de ajustes e é esperado que o a taxa de desemprego registre alta. As empresas estão revendo seus quadros para se adaptar à realidade de crescimento mais fraco da economia. O índice de confiança do consumidor divulgado essa semana pela FGV atingiu seu menor patamar da série histórica, refletindo a insegurança da população quanto à manutenção do emprego e a inflação alta.

Esta não é uma situação desejada por ninguém, mas passível de acontecer com qualquer um de nós. O melhor então é estar preparado e ter reservas para cobrir os gastos básicos por um período entre seis meses e um ano. Entretanto, uma pesquisa realizada pela Serasa Experian em 2013 mostrou que os brasileiros que têm dinheiro guardado não conseguiriam manter o padrão de vida por mais de três meses caso perdessem sua fonte principal de renda.

3. Alcançar os objetivos

Como já mencionei, diante do cenário de inflação alta, investir quantias maiores fica mais difícil. Entretanto, você não precisa abrir mão de seus objetivos. Basta ter disciplina e paciência.

Tendo em vista a atual taxa de juros de 12,25% ao ano, investindo regularmente em Fundos Referenciados DI com baixa taxa de administração e em letras de crédito de bancos de menor porte, porém com boas condições para honrar seus compromissos, você investidor consegue alcançar seus objetivos sem que precise se expor a investimentos de maior risco num cenário de tantas incertezas.

A viagem de férias e a troca do carro poderão ser realizadas se você fizer uma revisão nas suas contas e um redimensionamento no seu orçamento, fazendo novas escolhas e cortando gastos supérfluos, como aquele pacote de canais da TV paga que você nem mesmo assiste.

4. Formação de patrimônio

Aumentar o patrimônio é o desejo de muitas famílias, seja por que desejam deixar bens para os filhos, almejam uma casa na praia ou no campo ou querem melhorar o padrão de vida no futuro.

A melhor forma de contribuir para o aumento de seu patrimônio é investir. Com este foco, o investidor pode fazer aportes em investimentos com um pouco mais de risco e probabilidade de retornos mais altos no médio e longo prazo.

5. Aposentadoria

A décima edição de uma pesquisa sobre aposentadoria realizada pelo HSBC em 15 países mostra que o brasileiro começa a pensar em poupar para a aposentadoria mais tarde do que o indicado por especialistas.

Segundo a pesquisa, 29% acreditam que a melhor idade para começar a investir com foco na aposentadoria é entre os 41 e os 65 anos. O consenso entre os especialistas é de que se deva começar a fazer aportes com este objetivo o mais cedo possível. Assim, aumentamos as chances de conseguirmos manter o padrão de vida na aposentadoria.

Estudos mostram que uma pessoa que comece a investir com foco na aposentadoria aos 25 anos pode acumular até 10 vezes mais recursos do que quem começa a fazer aportes apenas aos 55 anos.

E quanto é preciso investir?

Todos deveriam ter reserva para emergências, para a eventual perda do emprego, para alcançar seus objetivos e ainda acumular patrimônio e pensar na aposentadoria.

Parece muito difícil, mas é possível com planejamento e disciplina fazer aportes constantes. O percentual ideal para ser aplicado é 10% da sua renda, mas qualquer valor é melhor do que nada e se você puder dispor de uma quantia maior, melhor ainda!

Se você ainda tiver dúvida sobre o tema que discutimos acima ou sobre como fazer para começar a investir, entre em contato comigo através do canal “Fale com a Sandra”, no site da Órama.

Para mais conteúdo sobre finanças pessoais e investimentos, visite o Órama Blog.

Nota: Esta coluna é mantida pela Órama, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto “Great idea”, Shutterstock.

Avatar
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários