Na semana que passou, publiquei um vídeo em minha página do Facebook “No Radar do Dinheiro”.

Sugeri que aqueles que possuem dúvidas sobre investimentos, me enviassem por mensagens seus questionamentos sobre onde e como aplicar seus recursos.

É bem verdade que recebi um número grande de perguntas de pessoas que ainda desconhecem algumas características dos ativos.

Por outro lado, fico contente por elas estarem buscando se aperfeiçoar, no intuito de verem seus rendimentos “engordarem” mais do que a famosa poupança.

Selecionei apenas 5 perguntas. Vamos a elas, e acompanhe uma a uma, pois tenho a segurança que isso também poderá lhe trazer novos conhecimentos e lhe ajudar no futuro, caso elas não se encaixem para seu atual momento de vida.

Por questões de privacidade, coloquei apenas as iniciais dos nomes de cada um ao final de cada pergunta.

1) Roberto, tenho R$150 mil para investir e um perfil conservador. Não tenho um prazo determinado para resgatar esse dinheiro. Na verdade, quero fazê-lo render e reaplicar sonhando no primeiro milhão. O que você me recomenda? (J.S.)

Meu caro, visto que não há um prazo para resgatar, acredito que este valor poderia ser dividido igualmente em duas aplicações.

A primeira seria em um CDB de banco médio ou pequeno, que estão pagando taxas elevadas, como cerca de 120% do CDI para três ou quatro anos, e ainda contam com a garantia de Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em caso de insolvência da Instituição.

A outra metade sugeriria nos títulos do Tesouro IPCA com vencimento para 2024, que atualmente paga cerca de 6% ao ano mais a inflação medida pelo IPCA no período, garantindo assim o seu poder de compra.

As realocações para atingir o tão sonhado R$1 milhão terão que ser reavaliados após o vencimento destes ativos, e buscar as melhores opções daquele momento.

Plataforma recomendada: Rico.com.vc – as suas melhores opções de investimento estão aqui

2) Atualmente tenho R$20 mil na poupança e gostaria de receber um fluxo mensal para pagamentos de contas do dia a dia. Recomendaram que eu investisse em Fundos Imobiliários. O que você acha? (S.N.L.)

Prezada, na minha visão os fundos imobiliários são interessantes, principalmente para dois perfis de investidores.

Aqueles que precisam de um fluxo mensal e aqueles que possuem grandes recursos e que portanto buscam diversificação em suas carteiras de investimentos.

No primeiro caso, o que deve ser analisado é o custo de aplicar (comprar e vender) e manter R$20 mil em FIIs em custódia.

Além disso, é necessário conhecer profundamente e analisar as perspectivas para o FII que irá alocar seus recursos.

Por esta razão, pela necessidade de utilização dos recursos no curto prazo, na maioria dos casos, recomendo os títulos do Tesouro Selic, que acompanham a variação da taxa de juros do país e há a possibilidade de resgate diário.

Para a 2ª opção, acho interessante acompanhar uma carteira de FIIs indicada ou ter o conhecimento daqueles em que se está investindo.

Para finalizar, neste último caso, sugiro diversificação a depender do montante a ser aplicado neste segmento.

E não se esqueça: as cotas dos fundos imobiliários podem sofrer variações positivas ou negativas, pois são negociadas em bolsa, e os rendimentos mensais são isentos de IR para pessoas físicas.

Programa recomendado: Call de fechamento, com o analista financeiro Roberto Indech

3) Tenho 50 anos, R$1 milhão e a carteira toda alocada em ativos de renda fixa e títulos do Tesouro Direto. Gostaria de entrar no mercado de ações visando o longo prazo. O que você me aconselha? (B.B.)

Amigo, neste caso depende bastante do seu perfil e dos seus objetivos.

Por outro lado acredito que poderia testar uma entrada neste mercado volátil iniciando com pequenos valores (cerca de R$5 mil) em empresas já consolidadas, líderes em seus mercados de atuação, que possuem bom histórico de gestão e consistência na entrega de resultados.

Tais características estão ligadas ao Bradesco, Itaú, Ambev, Ultrapar, Lojas Renner, entre outras.

No entanto, lembre-se: por possuírem essas características, em geral esses ativos não têm grandes perspectivas de retorno no curto prazo, a não ser que ocorra algo específico.

Colocamos essa questão dentro de uma relação risco-retorno e, portanto, se o risco de investir nestas empresas é menor, o retorno também seria menor.

Outra sugestão é que compre lotes cheios, o que consideramos no mínimo 100 ações, evitando o mercado fracionário e a baixa liquidez das ações.

Não esqueça também de, sempre que possível, acompanhar o mercado e os fatos relevantes divulgados por estas companhias.

Programa recomendado: Ponto a Ponto, com o analista financeiro Leandro Martins

4) Tenho R$1 mil de sobra mensal para aplicar. Tenho 24 anos, ainda moro com meus pais e quero guardar o máximo possível pensando na minha aposentadoria. O que me sugere? (J.S.D.O.)

Esse é um tipo de perfil interessante e que gostamos de analisar. Digo isso, pois ainda há um bom tempo pela frente para aposentadoria, e se tudo for realizado corretamente, poderá inclusive ser antecipada.

Pensando no longo prazo e em uma possibilidade de aplicar mensalmente no mercado de ações, poderíamos considerar, a depender do seu perfil, cerca de 30% em ações.

Podem ser escolhidas ações com as características da resposta anterior, e na modalidade de aplicação automática disponibilizada pela Rico.com.vc, que apresenta vantagens pelos custos serem menores do que nas compras padrões de ações.

Já para renda fixa, a melhor recomendação seria nos títulos do Tesouro IPCA mais longos, podendo ser aqueles com vencimento em 2035, portanto daqui 19 anos.

Neste caso, lembre-se que recomendamos levar estes títulos até o vencimento. E também fique sempre atento às suas aplicações e a novas oportunidades que possam vir a surgir no meio do caminho.

5) Tenho 35 anos e pensado bastante na aposentadoria, principalmente depois destas notícias de que o governo deverá elevar a idade mínima para se aposentar. Gostaria de saber como aumento o risco-retorno da minha carteira de investimentos. (D.O.B.)

D., realmente é bem possível que o governo apresente ao Congresso Nacional o mais breve possível uma reforma da previdência que é necessária ao país para equilibrar as contas públicas.

Por esta razão temos visto muitas propagandas sobre fundos de previdência, alguns mais conservadores e outros mais agressivos.

Neste caso, sugiro você se atentar para as taxas cobradas por estes fundos, como administração anual, de entrada, saída e carregamento, que podem acabar prejudicando a rentabilidade do fundo no longo prazo.

Vale também se atentar ao histórico de rentabilidade em relação aos seus indexadores como o CDI, inflação (IPCA ou IGP-M) ou Ibovespa.

Mas voltando à sua pergunta inicial, a depender do seu perfil, vale analisar a entrada no mercado de ações, com uma parcela dos recursos, ou investir em CDBs de bancos médios e pequenos.

Esses bancos têm apresentado bons retornos (mas sempre dentro da garantia do FGC de R$250 mil por CPF e por instituição financeira).

Considerações e convite final

Caso você tenha gostado deste artigo, e também tenha dúvidas em relação às aplicações, me envie uma mensagem, que em breve faremos um novo texto sobre o tema.

Fica o convite final para você conhecer a Rico.com.vc, que é uma plataforma completa de investimentos, com diversas opções para os mais variados perfis de investidor.

Conta ainda com uma ampla equipe de educadores, que através de suas salas online gratuitas e cursos presenciais, irão ajudar você a multiplicar o seu dinheiro da forma que melhor atenda às suas necessidades.

Um abraço, e até o próximo!

Nota: Esta coluna é mantida pela Rico.com.vc, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Roberto Indech
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