O que muda com a queda da Selic – de forma positiva ou negativa – no dia a dia? Na última semana, a taxa básica de juros da economia, que já chegou a um patamar de 14% em 2017, caiu de 6% para 5,5% ao ano, a menor taxa da história desde 1999. E o que isso significa na prática? Vamos explicar!

Crédito e consumo com a queda da Selic

Teoricamente, quando a Selic cai, o crédito se torna mais acessível. E quando há mais dinheiro circulando no mercado, as pessoas tendem a comprar mais, o que ajuda a aquecer a economia. Só que esse processo não acontece de forma imediata.

Na verdade, costuma ser bem algo bem lento, ainda que, no corte anterior dos juros, alguns bancos também tivessem anunciado na sequência a redução de algumas taxas nas linhas de crédito.

Dívidas

Também pode ser uma boa hora para refinanciar contratos de médio e longo prazo ou até fazer a portabilidade de um eventual financiamento de carro ou casa.

Cheque os juros que você anda pagando nos contratos e avalie uma possível mudança para pagar menos. Dependendo do período em que você estiver pagando essa dívida ou financiamento, poderá significar uma baita economia no valor final.

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Aquisição de imóvel com a queda da Selic

E falando em casa, a queda da Selic normalmente tem impacto maior na aquisição de imóveis. Isso porque fica mais barato financiar como já dissemos.

Normalmente, um corte na Selic pressiona a Caixa Econômica Federal para diminuir os juros cobrados no financiamento. E a partir dela, outros bancos tendem a seguir a tendência. Esse é, aliás, um dos maiores reflexos causados pela queda da taxa.

Investimentos 

Outra questão muito importante é com relação a investimentos. Aqueles que têm investimentos em renda fixa com rendimento atrelado à Selic, como alguns Títulos do Tesouro ou CDBs, verão que estes investimentos passam a render menos, por isso é hora de avaliar outras opções que possam oferecer rentabilidade maior.

Vale também para quem está começando a investir agora e não sabe onde aplicar o dinheiro. Lembre-se sempre de montar uma carteira que seja diversificada. Ou seja, não é preciso tirar todo o dinheiro investido e passar para uma outra aplicação, mas cheque a possibilidade de fazer isso com pelo menos uma parte, colocando na ponta do lápis os impostos e taxas cobrados no resgate, ok?

Lembre-se também que a inflação existe e costuma abocanhar parte do rendimento, por isso, deixar todo o dinheiro aplicado apenas em renda fixa atrelada à Selic pode não ser uma boa ideia.

Bolsa de Valores 

Ainda com relação a investimentos, é natural que, em momentos assim, a renda variável ganhe uma força extra. Lembre-se, porém, que aplicar na Bolsa de Valores requer entendimento de que se trata de um investimento de risco, totalmente diferente dos investimentos de renda fixa que investidores conservadores costumam escolher.

É por isso que, no caso de quem tem um perfil conservador, mesmo com a queda da Selic, é preciso avaliar com cuidado as opções e comparar as moderadas e agressivas para que possa dedicar um pequeno percentual da carteira a elas.

O que vale, antes de escolher e fazer seu dinheiro render mais menos com uma Selic em baixa, é obter o máximo de informações possíveis sobre cada opção e procurar ajuda especializada sempre que necessário! Nós do Dinheirama estamos aqui para ajudar!

Janaína Gimael
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