Investir tempo, energia e esforço por uma boa negociação
Publicado por Ricardo Pereira em 05.6.2009 na seção Negociação
Valdemar Engroff comenta : “Ricardo, é lamentável quando, em certas grandes redes (pelo menos aqui no Rio Grande do Sul é assim), se pretende fazer uma compra à vista e não há o devido desconto. A primeira proposta é sempre o parcelamento em 10 ou 12 vezes SEM JUROS. Em termos legais e de direito do consumidor, o se pode fazer neste caso? O jeito é mesmo pechinchar?”
Esse é o típico caso em que as lojas de departamento e as grandes redes mostram qual é o seu verdadeiro negócio. A venda de carnês (leia-se dinheiro) e o ganho auferido com esse negócio é o que motiva as lojas a oferecer sempre a opção de venda a prazo. Aparentemente, não há nada de errado com a “oferta”, mas quando ela é tentadora e parcelada em inúmeras vezes torna-se perigosa.
Sob o aspecto legal, acho melhor buscar orientação nos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon de sua cidade ou mesmo o Idec ( Instituto de Defesa do Consumidor). Entretanto, a oferta é lícita e não fere seu direito de negociar – particularmente acredito que a força do consumidor deve se dar de outra forma, com energia, negociação e uma dose de perseverança.




O que você leva em consideração quando decide trocar de carro ou comprar seu primeiro automóvel? A paixão do brasileiro pelos carros é indiscutível, mas será que valorizamos e respeitamos nosso dinheiro quando se trata de negociar a compra do “possante”? Não raro, a compra do carro é um ato balizado pela emoção, pelo sentimento de missão cumprida e merecimento. Ótimo, assim deve ser, mas sem que o aspecto técnico e financeiro da transação se perca diante da comodidade e alegria. É comum notarmos famílias desesperadas por não conseguir sustentar os gastos com o carro - inclusive perdendo o bem. O assunto é bastante polêmico e extenso, mas é muito relevante.
Como educador financeiro, vivo atualmente acompanhado de uma triste realidade financeira: a constatação de que milhares de brasileiros estão com “a corda no pescoço”. Este assunto parece recorrente (e de fato é), mas precisamos encontrar uma forma de ajudar essas pessoas com informações de qualidade para que não afundem ainda mais no calabouço das dívidas e possam, com inteligência e esforço saírem de um mundo de problemas para um universo de poupança e
A compra de materiais escolares sempre causa grandes preocupações para os pais: como não cair em dívidas? Como valorizar seu dinheiro? Onde encontrar produtos de qualidade? É possível comprar
Pedro diz: “Navarro, estou surtando. Calma, explico as razões: o Dinheirama deu ampla e excelente cobertura aos acontecimentos ligados à crise financeira mundial, especialmente no que se refere aos seus efeitos para o bolso dos cidadãos. Ótimo. Mas eis que, lendo alguns jornais e revistas, noto reportagens e propagandas estimulando a compra de veículos, casas e apartamentos. Como assim? Vimos que a tendência do momento é de escassez de crédito, que torna o juro mais elevado, e tem gente mandando a gente comprar? Gostaria de sua opinião sobre isso”.
















