Casamento e dinheiro são assuntos sempre espinhosos e, por diversas vezes, muitos especialistas acabam não encontrando uma forma eficaz de tratar o tema. Isso sem que a discussão acabe caindo na vala comum.

Na realidade, atire a primeira pedra quem nunca brigou por dinheiro. Enquanto ele rola solto, não queremos  saber de onde está vindo. Acreditamos no parceiro. Eis que um dia aparece aquela cartinha indesejada ou aquele telefonema estranho. O carteiro não traz mais nada bom em pequenos envelopes, já percebeu? E o celular, quando toca, nunca é boa coisa. Isso quando as dívidas não aparecem somente após a morte ou a perda de um emprego. Neste caso, o que já era ruim torna-se ainda pior. Traição financeira ou negligência de ambos?

Mulheres tendem a deixar as decisões relacionadas ao dinheiro com seus parceiros. Queremos ajudar, cuidar, dividir. Não queremos ser as megeras. Queremos aprovação.

Homens creem que precisam ser fortes, bem – sucedidos, admirados. Querem também cuidar, ajudar, proteger. Não desejam admitir suas fraquezas. Também querem aprovação.

Assista: Dinheiro no Casamento: Tabu, Problema ou Solução?

Melhor que a poupança: Na Diin sua rentabilidade é 106% da Poupança (Abra sua conta grátis e invista já)

Paixão, empolgação e a realidade

Quando estamos apaixonados, empolgados, felizes e inundados por substâncias químicas, a última coisa em que pensamos é no dinheiro. Flores, viagens, visual perfeito. Nada de economia, queremos impressionar, mostrar nosso melhor. É natural que seja assim, mas os relacionamentos também amadurecem.

Vamos morar juntos, e a realidade você já deve conhecer. Quem não aprende ganhando, aprende perdendo. A maioria aprende a falar sobre grana quando ela acaba. Em tempos de crédito fácil, isso pode acontecer somente milhares de reais depois.  Lágrimas, troca de insultos, acusações. Um assume o papel de vítima, de enganado, traído, se lamenta. O outro é o vilão, que esbanjou sem consentimento e agora é culpado pela queda do padrão de vida da família. Se há filhos envolvidos, tudo se torna bem pior.

A verdade é que, nesta guerra, só as crianças são inocentes. Adultos são responsáveis pelos seus atos. Se você deixou tudo nas mãos do cônjuge, seu pecado foi a preguiça. Assuma isso. Vitimização não traz o dinheiro de volta. Se você esbanjou ou escondeu gastos, não se justifique. Assuma e procure soluções.

Leia também: Casamento e Finanças: Quem Ama Poupa e Investe

Dinheiro, cultura e nossa raízes culturais

Trazemos em nossas mentes alguns comportamentos de nossas famílias de origem. Se seus pais viviam endividados, provavelmente isso gerou tamanha insegurança que você se torna um pouco pão duro. Não consegue gastar com prazer, mesmo que tenha o dinheiro disponível.  Se sempre teve dinheiro sobrando, não consegue entender que o padrão de vida, às vezes, precisa ser diminuído. E que isso não é o fim do mundo, nem vai te colocar no canto da sala com o chapéu de burro.

E o equilíbrio, onde fica? Saber  dosar sacrifícios e prazeres como jantar fora, viajar, comprar roupas, dar festas não é fácil. Estou exagerando na economia ou na autoindulgência? Não tem saída senão conversar e deixar tudo bem claro. Quanto dinheiro entra, quanto sai para o sustento da família. Sobra para projetos pessoais? Precisamos modificar algo, ganhar mais ou gastar menos? Do jeito como nos comportamos, estamos nos aproximando ou nos afastando de nossos planos?

Sejamos realistas, maduros e corajosos. Sabemos o que deve ser feito. Vivemos nos esquivando do fato que o dinheiro é uma parte  importante do relacionamento. Sabe aquela frase “o essencial é invisível aos olhos’”? Faz sentido para pessoas com boletos pagos. Elas conseguiram administrar as coisas visíveis de forma tão eficiente que podem curtir as coisas que o dinheiro não compra. E não necessariamente são milionários. A grande maioria só aprendeu a gerenciar a vida financeira com sabedoria.

Leia também: Como salvar seu casamento em momentos de crise financeira

Casamente e dinheiro: parceria a hora onde a ajuda é fundamental

Nosso parceiro pode ser como o afogado que nos afunda junto, quando tentamos salvá-lo. Ou pode ser a nossa tábua de salvação. Só que, na realidade, ninguém quer estar na água o tempo todo, né? Queremos estar no barco juntos, curtindo e aproveitando o vento, o sol e a perspectiva de novas paisagens à frente.

O melhor momento para enfrentar é agora. Acredite, pode piorar. Você não vai ganhar na loteria e nem achar uma mala de dinheiro que resolva tudo magicamente.  Não deixe sua família se destruir. Subam no barco e assumam juntos o controle. O amor agradece.

Ouça: Controle financeiro e casamento: Dinheiro não pode ser tabu

Invista já: Na Diin você investe a partir de R$ 1 (mais seguro e rende mais que a poupança)

Casamento e dinheiro: como faço no dia-a-dia

Como eu faço, na prática: criei um grupo no Whatsapp chamado despesas. Nele estamos só eu e meu marido. Quando alguém faz uma compra, envia lá a descrição. O responsável  coloca no aplicativo. Estamos usando o um aplicativo de  versão gratuita. Para investimentos, ambos têm acesso às corretoras. Não deixamos mais o barco correr, estamos vigiando um ao outro e decidimos tudo sempre às claras. Quando necessário, uma discussão é válida e faz parte.

Como livreira, tenho sempre algumas sugestões de leitura. Sugiro hoje “As 5 Linguagens do Amor”, de Gary Chapman e “Mais tempo, Mais dinheiro” do Gustavo Cerbasi e do Christian Barbosa.

Cristina Pizarro
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários