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Ibovespa: veja os 13 destaques do fechamento de hoje; Petrobras cai 10,57%

O Ibovespa caiu 0,99%, a 127.070,79 pontos

por Reuters
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O Ibovespa (IBOV) fechou em queda nesta sexta-feira, pressionado pelo tombo das ações da Petrobras (PETR4PETR3), que perdeu mais de 55 bilhões de reais em valor de mercado, após a companhia frustrar investidores ao não anunciar dividendos extraordinários com a divulgação do resultado trimestral.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,99%, a 127.070,79 pontos, acumulando na semana declínio de 1,63%. No pior momento, recuou a 125.802,48 pontos, renovando a mínima intradia do ano.

O volume financeiro no pregão desta sexta-feira somou 32,9 bilhões de reais, acima da média diária do ano, de 23,46 bilhões de reais.

Além da Petrobras, outros balanços corporativos e perspectivas de companhias como Petz (PETZ3), Fleury (FLRY3) e Arezzo (ARZZ3) também fizeram preço em suas respectivas ações na bolsa paulista, enquanto a agenda externa destacou números do mercado de trabalho norte-americano no mês passado.

De acordo com o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, foram criados 275 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em fevereiro, acima das previsões, mas os dados de janeiro foram revisados para baixo, enquanto a taxa de desemprego subiu a 3,9% e a alta da média de ganhos por hora desacelerou para 0,1%.

EUA
(Imagem: REUTERS/Shannon Stapleton/File Photo)

“A meu ver o resumo é que continuamos vendo uma desaceleração bastante gradual, reforçando o contexto de resiliência e dinamismo da economia americana”, afirmou o economista-chefe da Nomad, Danilo Igliori, avaliando que os dados não mudam a percepção do Federal Reserve sobre o cenário.

“O que deverá impactar as apostas sobre o curso da política monetária serão os números de inflação a serem divulgados na semana que vem”, acrescentou.

Em Nova York, o S&P 500 fechou em baixa de 0,65%, após renovar máxima histórica intradia, a 5.189,26 pontos, em alta de 0,6%, enquanto o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA marcava 4,0885%, de 4,092% na véspera.

Após os dados, o contratos futuros de juros nos EUA passaram a precificar uma chance de 80% de o Fed começar a reduzir os juros em meados de junho, em comparação com 75% antes. A possibilidade de o início do afrouxamento ocorrer em maio passou de cerca de 27% para ao redor de 30%.

De volta ao Brasil, a partir de segunda-feira, com o início do horário de verão nos EUA, o pregão à vista na bolsa paulista volta a fechar às 17h.

Destaques

Petrobras (PETR4) despencou 10,57%, a 36,12 reais, e Petrobras (PETR3) desabou 10,37%, a 36,98 reais, maiores quedas percentuais em um pregão desde 2021 e equivalente a uma perda de 55,774 bilhões de reais em valor de mercado.

A companhia aprovou 14,2 bilhões de reais em remuneração a acionistas referente ao quarto trimestre, mas decidiu não distribuir dividendos extraordinários e destinar os recursos a uma reserva estatutária.

No pior momento, nos primeiros negócios do dia, as PNs caíram 13,1% e as ONs recuaram 14%, a perda em valor de mercado chegou a 72,7 bilhões de reais. Bank of America, Bradesco BBI e Santander cortaram a recomendação das ações.

Em teleconferência, o CFO da disse que a Petrobras poderá distribuir montante em reserva estatutária a qualquer momento.

A ação PN chegou a reduzir as perdas para pouco mais de 8% à tarde, mas voltou a acelerar a queda após a Reuters noticiar que a decisão de não pagar dividendos extraordinários partiu do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Petrobras também reportou na véspera lucro líquido de 31 bilhões de reais para os últimos três meses de 2023.

Petroreconcavo (RECV3) subiu 3,14%, a 21,37 reais, PRIO (PRIO3) valorizou-se 3,11%, a 44,70 reais, e 3R Petroleum (RRRP3) avançou 4,28%, a 28,26 reais, refletindo troca de posições em meio ao “sell-off” em Petrobras, mesmo com a fraqueza dos preços do petróleo no exterior.

Banco do Brasil (BBAS3) cedeu 0,98%, a 57,81 reais, com impacto da piora na percepção de risco com estatais após a decisão da Petrobras de não distribuir dividendos extraordinários.

No setor, Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 0,92%, a 34,10 reais, enquanto Bradesco (BBDC4) subiu 0,58%, a 13,84 reais, tendo também no radar dados sobre as concessões de crédito no país em janeiro.

Fleury (FLRY3) perdeu 1,98%, a 15,34 reais, mesmo após o grupo de medicina diagnóstica reportar um lucro líquido de 81,3 milhões de reais no quarto trimestre do ano passado, um salto de 162,6% em relação ao mesmo período de 2022, em meio a forte crescimento de receitas na esteira da captura dos resultados do Instituto Hermes Pardini.

Analistas do Citi afirmaram que os resultados foram fracos, mas amplamente em linha com o esperado.

Petz (PETZ3) subiu 4,76%, a 4,18 reais, revertendo as perdas que chegaram a 6,5% no pior momento, em meio à repercussão do resultado do quarto trimestre de 2023, com lucro líquido ajustado de 19,4 milhões de reais, queda de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em teleconferência, executivos da companhia disseram que esperam crescimento menor em 2024, quando devem reduzir despesas para melhorar as margens, enquanto aguardam uma recuperação no mercado a partir do segundo semestre.

Arezzo (ARZZ3) fechou com um acréscimo de 0,26%, a 58,87 reais, após a empresa de calçados e vestuário divulgar lucro líquido de 121,2 milhões de reais no quarto trimestre de 2023, 13,7% acima do lucro de um ano antes.

A companhia, que opera marcas como Arezzo, Schutz e Anacapri, teve receita operacional líquida de 1,4 bilhão de reais no quarto trimestre.

Dexco (DXCO3) avançou 6,77%, a 8,20 reais, em dia de recuperação após duas quedas seguidas, período em que acumulou um declínio de 8,6%.

Na última quarta-feira, após o fechamento do mercado, a dona de marcas como a Deca reportou uma queda de 62% no lucro líquido recorrente do quarto trimestre,

Vale (VALE3) fechou com variação negativa de 0,77%, a 66,01 reais, tendo como pano de fundo queda dos futuros do minério de ferro na Ásia, em meio a dados mostrando produção de metais quentes abaixo do esperado e aumento persistente nos estoques portuários na China.

O contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange, na China, encerrou as negociações do dia com queda de 1,13%, a 877 iuanes (122,00 dólares) a tonelada, uma perda semanal de 1,6%.

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