Inflação da cesta básica é a maior em 10 anosO preço dos alimentos da cesta básica está assustando algumas famílias. Há 10 anos que a inflação da cesta básica não era tão alta, voltando a corroer de forma mais significativa o poder de compra das pessoas que ganham salário mínimo.

Isso inverte uma tendência que marcou quase todo o período do governo Lula e o início da gestão Dilma, como aponta o blog Achados Econômicos.

O valor da cesta básica nas principais capitais do país chegou a níveis altíssimos nos últimos 12 meses encerrados em março. Em São Paulo, subiu 23,1%, segundo o Dieese. No Rio, aumentou 22,7%; em Brasília, 22,5%, e em Salvador, 32,6%. Já o salário mínimo avançou apenas 9% no período.

Desde o início do mandato do PT na presidência, era o inverso que acontecia. O salário mínimo elevava o poder de compra frente aos aumentos da cesta básica ano após ano, com exceção de 2010. Em março de 2003, os alimentos básicos consumiam 91% do salário mínimo em São Paulo.

Veja o gráfico abaixo que ilustra a evolução da parcela do salário mínimo que fica comprometida com os produtos da cesta básica.

Comprometimento do salário mínimo

O cenário começou a virar nos últimos 12 meses, quando houve uma alta significativa e a proporção subiu para 54%. Assim conseguimos visualizar que o salário mínimo não é suficiente para comprar duas cestas básicas.

A situação merece destaque e análise, já que o aumento do salário mínimo deve ser menor no ano que vem. Como seu cálculo leva em conta o PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, o reajuste de 2014 vai se basear no pequeno crescimento econômico de apenas 0,9% registrado em 2012.

O que está acontecendo com a inflação?

A alta da inflação está em pauta no Dinheirama há algumas semanas. As notícias são importantes porque a inflação impacta, principalmente, o poder de compra dos consumidores. A nossa ideia é situar você, caro leitor, no atual cenário econômico e, a partir daí, ajudá-lo a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

Cabe lembrar que acreditamos na proposta de redução de gastos do governo e avanço de reformas estruturais importantes (infraestrutura, tributária etc.) como fontes primárias de combater a elevação dos preços – e não apenas usar os juros (Selic) como instrumento de condução monetária.

Convidamos o leitor a ler os últimos artigos escritos sobre o tema. Os principais textos estão publicados na categoria Economia Geral, mas destacamos alguns deles para introduzir o tema. Veja abaixo:

Fonte: Achados Econômicos.

Willian Binder
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