Bingo! Ao final de 2015 já mostrávamos as expectativas para 2016 e em grande parte conseguimos apresentar as melhores oportunidades e o cenário pelo qual se esperava.

Foram recomendadas algumas ações, como por exemplo, Gerdau (GGBR4), que subiram quase 200% no ano.

Também recomendamos iniciar posições de médio e longo prazo em outros ativos que obtiveram excelentes performances, como Itaú e Bradesco.

No lado da renda fixa, os prêmios oferecidos pelo governo eram superiores aos atuais, devido ao pré-processo de impeachment da ex-presidente Dilma.

Mesmo assim, há alguns casos em que ativos de renda fixa ainda estão bastante atrativos.

Recentemente também abordei a retrospectiva 2016, que foi um ano absolutamente “maluco” e cheio de eventos inesperados, tanto no cenário nacional quanto internacional.

E para 2017, o que podemos esperar? Vamos começar pelo cenário macro e após isso descrever as melhores oportunidades de investimento que enxergo neste momento.

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Estados Unidos da América

No cenário externo, as grandes preocupações poderiam vir de Donald Trump como presidente da maior potência mundial.

No dia 20 de janeiro, o magnata inicia sua jornada na política americana já no mais alto cargo do país.

Preocupações devido ao seu temperamento poderão modificar a estrutura geopolítica internacional e com isso trazer muita volatilidade aos mercados.

Diretrizes de política econômica também ainda são desconhecidas, e teremos que aguardar por mais novidades à frente para dar um direcionamento correto.

Europa

E na Zona do Euro? Bom, esse grupo que estava praticamente deslocado, que não trazia novidades relevantes ao cenário global praticamente desde as preocupações com os PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), voltou; e voltou forte ao cenário mundial.

Afinal de contas, como será o Brexit, se é que realmente vai haver? Agora os comentários dizem que há possibilidades da Itália deixar a Zona do Euro, o que já chamamos de ItalExit.

Ainda há a eleição na França, em maio, que poderá eleger alguém mais radical para a presidência do país.

Como podem ver não está nada fácil cravar um cenário para darmos o melhor direcionamento. Por outro lado, isso mostra que poderemos ter oportunidades muito interessantes, tanto em renda variável quanto nas aplicações em renda fixa.

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China

Mas não paramos por ai. Ainda falta falar de China e claro, das principais commodities negociadas, como o petróleo e o minério de ferro.

Elas impactam em nossa bolsa e agora também no nosso bolso, com o preço da gasolina podendo ser reajustado a cada 30 dias, determinado em reunião da Petrobras.

Estas commodities subiram forte em 2016, devido ao anúncio do congelamento da produção do petróleo, e no caso do minério, com a ascensão de Trump à presidência dos EUA.

Voltando À China, a segunda maior economia do mundo, é possível que continue como em 2016, apresentando crescimento, mas com leve recuo em outros indicadores relevantes.

Países desenvolvidos

Para finalizar este cenário, encerro com um ponto bastante preocupante: a possibilidade de alta de juros nos principais países desenvolvidos.

Se os principais bancos centrais pelo mundo como o Fed (EUA), BCE (Zona do Euro), BoE (Inglaterra) e BoJ (Japão), seguirem por este caminho, como ficará a liquidez abundante vista nos últimos anos?

Foi essa liquidez que ajudou a impulsionar ativos de risco nos países desenvolvidos e nos países emergentes.

Sem dúvida, podemos classificar essa retirada de estímulos à economia destas potências, como um ponto que precisaremos acompanhar de perto.

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Brasil

Se já foi complicado traçar o cenário externo, imagine falarmos de Brasil, diante de toda essa turbulência política vivida nos últimos meses.

Para termos ideia, já no início de 2017 deveremos ter eleições para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que serão fundamentais para acelerar (ou postergar) as reformas fiscais no país.

Seguindo nesta lógica, estas reformas serão essenciais para a taxa de juros (a Selic), continuar sua trajetória de queda, iniciada nas últimas reuniões do Copom em 2016.

O cenário recessivo também deverá acelerar a queda da inflação, que já mostra estes sinais nos últimos meses.

Mas sem dúvida, dois pontos importantes deverão ser acompanhados de perto:

  1. A Reforma da Previdência, que espera-se possa ser aprovada no Congresso Nacional no 1º semestre do ano; e
  2. A Operação Lava Jato, que poderá e deverá trazer ainda muitas instabilidades em Brasília.

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Recomendações: Renda Fixa

Para quem é conservador e precisa de liquidez imediata, sem dúvida alguma ainda ficamos com os títulos do Tesouro Selic.

Mesmo com essa perspectiva de recuo da Selic, este título ainda traz uma rentabilidade superior aquela da poupança.

Já para os investidores moderados e que não precisam de liquidez diária, há uma série de ativos interessantes como:

  • CDBs de bancos médios e pequenos;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras do Agronegócio (LCA);
  • Letras de Cambio (LC).

As remunerações destes três últimos ativos também superam (e muito) a poupança, além de possuírem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Para quem não sabe, o FGC garante até R$250 mil por CPF e por instituição financeira em caso de insolvência da instituição emissora do ativo.

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Recomendações: FII

Em 2017, espero também que possa ser o ano da volta dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII), com novas emissões e o replanejamento de diversos fundos listados.

No entanto, os investidores terão que se reeducar para esta modalidade de investimento, e conhecer as principais características de cada um.

Aliás, este é um investimento bastante procurado por aqueles que visam os benefícios dos rendimentos mensais isentos de IR.

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Recomendações: Renda Variável

Passando para o mercado de renda variável, seguimos fortes nos ensinamentos aos investidores, que também são nossos clientes, nas salas de trading da Rico.com.vc.

O objetivo nessas salas é a busca de lucros no curto prazo. Se você ainda não as conhece, clique aqui para abrir sua conta (é gratuito) e acompanhar nossos professores e também a interação com os aprendizes.

Indicando uma carteira mais fixa com bons ativos, seguiria a recomendação em ações de bancos privados, como Itaú e Bradesco, mesmo eles tendo boas performances em 2016.

Petrobras é outra alternativa interessante para 2017, diante de uma série de mudanças com a nova gestão da estatal, além do corte anunciado de produção pela OPEP em novembro passado.

E por que não entrar com sugestões, com a expectativa de melhora do cenário nacional? Para isso, recomendo as ações da BM&F Bovespa e da Ambev.

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Palavras finais

Enfim, pelo que se pode verificar, há boas oportunidades para este cenário para 2017, que poderão trazer ótimos retornos aos investidores, independente do prazo de aplicação.

Estamos de olho! Acompanhe nossos textos por aqui, e conheça também o meu programa diário Call de Fechamento. Abraços, e até breve!

Nota: Esta coluna é mantida pela Rico.com.vc, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Roberto Indech
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Comentários

  • Fabio Pinheiro

    Ola Roberto . Tdo certo?!
    Estou posicionado em Bradesco e vi que incluiu em seus comentários. Estou segurando essa tendência de queda baseado nos fundamentos da empresa e perspectivas de melhora da economia. Vc acha essa estrategia valida? Continuaria com o papel para 2017??
    Obrigado

  • José Luiz

    Ótimo artigo, mas poderiam aprofundar mais um pouco mais com relação as ações. Estou comprado em ITAU atualmente.

  • Bom, pelos 2 comentários que aqui estão já vi que não são muito de responder comentários, mas vamos lá.

    Você recomendou em Renda Fixa os CDBs de bancos médios e pequenos, eles possuem rentabilidade superior aquela da poupança a partir de quantos % do CDI?

    • Carlos Silva

      Carlos, o Banco Intermedium oferece LCI de 101 % do CDI para o prazo de 1081 dias (3 anos). Lembrando que esse investimento é livre de IR

  • Marcos Roberto da Cruz

    e oq ue vc acha das acoes como vale , petrobras e a oi que esta 2.44