O IPI reduzido, a economia e o crescimento do Brasil
Publicado por Ricardo Pereira em 04.7.2009 na seção Economia Geral
Durante essa semana o governo divulgou a continuidade do programa de estimulo (renúncia) fiscal em alguns setores da economia. Para a chamada linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar), a extensão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido vai até 31 de outubro. Para os carros, o IPI reduzido será mantido até 30 de setembro. No setor industrial, a redução chegou a 70 itens que influenciam o preço de máquinas e equipamentos.
É verdade que os setores contemplados, principalmente o setor automobilístico, possuem bons motivos para comemorar. Ótimos resultados estão sendo divulgados e a sensação que esses setores demonstram é de que a crise foi embora. Infelizmente, o “pacote de bondades” do governo se limitou a alguns setores – deixando outros também importantes de lado.
Dentro da cadeia produtiva, muitas áreas sofrem com o câmbio baixo e a falta de investimentos. Tais setores, importantes dentro de uma realidade de geração de empregos e oportunidades, podem se tornar verdadeiros gargalos dentro da economia brasileira. Para ser de fato justo, o pacote precisaria contemplar toda cadeia produtiva sem deixar de ser abrangente e abarcar toda a população.




Hoje o Brasil comemora 15 anos de adoção do Plano Real. O artigo de hoje é um convite para uma reflexão sobre os desafios que o país enfrentou desde a adoção do plano e também um incentivo para buscarmos entender melhor onde poderemos chegar nos próximos anos. É verdade que é muito fácil enumerar os enormes avanços surgidos a partir da chegada do Plano Real e da manutenção da política econômica durante os governos FHC e Lula.
Em 7 de janeiro de 2002, o Tesouro Nacional, em conjunto com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), implementou o Programa Tesouro Direto, que possibilita a aquisição de títulos públicos (ativos mais seguros de nossa economia) por parte das pessoas físicas pela Internet. O Tesouro Direto oferece a compra de títulos da dívida pública a qualquer momento diretamente pela Internet, a partir de aproximadamente R$ 100,00, com liquidez garantida pelo Tesouro Nacional – em leilões semanais, às quartas-feiras, pelos preços de mercado.
Muitos leitores do Dinheirama e ouvintes do podcast “Futura Dinheiro” enviaram mensagens pedindo que as mudanças na economia apresentadas na semana passada fossem rapidamente comentadas. A queda da Selic para um patamar de um dígito deveria influenciar os juros praticados nos empréstimos e financiamentos? O que o consumidor deve saber sobre a mudança na economia para planejar melhor sua vida financeira? Que investimentos sofrerão ajustes com os atuais 9,25% ao ano da taxa básica de juros? E as mudanças na poupança, vão ou não vão acontecer?
Em entrevista coletiva concedida ao final da tarde de ontem, o ministro da Economia Guido Mantega informou que o Brasil emprestará US$ 10 bilhões ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Mais do que o valor a ser emprestado, o simbolismo do ato é que impressiona. Afinal, pela primeira vez na história o país será credor externo da instituição. De acordo com o ministro, esse dinheiro será destinado aos países que passam por situações difíceis por conta da
















