O Brasil, por causa da crise, está ajudando investidores a ganhar dinheiro. Para quem continua com um bom emprego, capaz de gerar um excedente no orçamento para economizar e investir, o momento é excelente para enriquecer. Não, não estou louco.

É que os juros estão altos, o que proporciona uma grande oportunidade de investimentos para o longo prazo. E as cotações de outros ativos, como ações e fundos imobiliários, caíram bastante, abrindo oportunidades que podem ficar ainda melhores.

Quem tem economias pode aproveitar os juros altos

Os sortudos que não perderam o emprego e têm a possibilidade de economizar têm à sua frente uma oportunidade de ouro para enriquecer. A inflação está alta? Está. Mas os juros estão ainda mais altos, em 14,25%. Com isso, todos os investimentos em renda fixa estão oferecendo um verdadeiro prêmio para quem investir agora.

No Tesouro Direto, há títulos como o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035 oferecendo juros acima de 7,5%. Em crédito privado, como debêntures ou CDBs, há investimentos pagando quase 17% ao ano. A bolsa de valores caiu de novo pra casa dos 46, 47 mil pontos. E há quem diga que ela pode cair mais.

A moral dá história é a seguinte: quem tem dinheiro nesse momento, ou pode economizar, tem à mão uma grande oportunidade de enriquecer. Quem não tem, pode aproveitar essa chance de ouro para começar a acumular, com essas taxas de juros espetaculares.

Sim, tudo isso só é possível porque nossa política econômica é perversa e criou uma enorme crise, que forçou os juros para cima. Mas nenhum investidor pode mudá-la, não ser nas urnas, daqui a três anos, e mesmo assim com resultado bastante duvidoso, pois não há garantia alguma de que o próximo eleito promoverá as mudanças de que o país precisa.

Perceba que juros tão altos quanto os atuais são espetaculares. Há menos de 3 anos, a Selic estava em 7,25%, e quem tinha economias de R$ 100.000,00 teria um rendimento indexado a ela de R$ 7.250,00 no período de um ano. Hoje, o rendimento bruto saltaria para R$ 14.250,00, ou 96% a mais.

O “pulo do gato” para aproveitar parte desse movimento é perceber que é possível “trancar” a taxa de juros de seus rendimentos nessa faixa, bastando para isso comprar determinados títulos do tesouro direto com juros pré-fixados ou os indexados com juros mais inflação, que estão pagando em torno de 7,5% + IPCA. Atrelar seus investimentos a uma taxa dessas por 10, 15, 20 anos pode fazer uma diferença imensa no seu patrimônio.

No site do Tesouro Direto, simulei o rendimento de uma aplicação de R$ 50 mil, na data de 01/09/2015 em um título Tesouro IPCA+, com vencimento em maio de 2035. Para fins de cálculo, apliquei uma taxa de administração de 0% e inflação média de 5% ao ano:

Rentabilidade Tesouro Direto

Como você pode observar, os R$ 50.000 teriam uma rentabilidade líquida de 11,97% ao longo de todo o período, suficiente para mais do que multiplicar em DEZ VEZES seu capital (bruto) ao longo de apenas vinte anos.

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Não é a primeira vez que Brasil dá essa oportunidade. É importante não perdê-la de novo!

E essa não é a primeira vez que o país oferece taxas de juros tão atraentes. Os nossos juros são historicamente altos, o que dá aos nossos investidores uma excelente oportunidade de gerar riqueza sem correr grandes riscos.

Infelizmente, contudo, são poucos os que aproveitam essas oportunidades, por receio de que o Brasil “vá quebrar” e não honre tais títulos. Ocorre que esse risco é pequeno, principalmente por se tratar de uma dívida em Real, emitida pelo próprio Tesouro Nacional. Nosso “calote” na década de 1980 foi de outra natureza, relacionado ao pagamento da dívida externa, que é contraída em dólar. Caso haja problemas internos, basta que o Banco Central imprima mais dinheiro e honre a dívida.

O efeito colateral, claro, é mais inflação, mas você já se protegeu contra ela justamente ao comprar títulos atrelados ao IPCA. Outro risco é o de serem renegociadas as condições de pagamento. Mas, acredite, isso não significa que o governo irá deixar de pagar pelos títulos do Tesouro Direto, e sim que os juros recebidos podem não ser tão bons quanto os negociados. Mas, repito, é uma hipótese distante ainda.

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O importante é aproveitar esse momento, que está excelente para investimentos de longo prazo. Quanto ao curto prazo, acredito que haverá muita volatilidade, como costuma acontecer em períodos tão turbulentos. E, com ela, muitas oportunidades poderão surgir. Obrigado e até a próxima!

Foto “Be rich”, Shutterstock.

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