A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, e é responsável por definir os juros do país, servindo como parâmetro para a diversos setores da economia. Em momentos de alta na inflação, como o atual, a Selic costuma ser elevada para esfriar a economia e, consequentemente, frear o consumo e conter o avanço do crédito.

Se o crédito fica mais caro com a elevação da Selic, também é verdade que o investidor passa a ter à disposição excelentes opções de investimento em renda fixa, com retornos maiores (também são associados aos juros básicos da economia).

No texto de hoje, apresento os principais investimentos que se beneficiam da elevação da taxa básica de juros.

Tesouro Direto

Uma das melhores opções de investimento com o atual cenário de juros altos no Brasil é o Tesouro Direto, que oferece rentabilidade atraente e grande segurança aos investidores.

Através do Tesouro Direto, os investidores podem adquirir títulos atrelados à Selic (Tesouro Selic), à inflação (Tesouro IPCA) e os prefixados (Tesouro Pré-Fixado).

Dentro de uma estratégia inteligente, o investidor pode aproveitar o que cada título oferece de melhor, “casando” seus objetivos com os prazos de vencimento oferecidos.

Um destaque especial para os investidores de curto prazo: aproveitem o Tesouro Selic, já que a tendência da manutenção dos juros em 14,25% por pelo menos mais um ano é grande.

A facilidade de investir é outra característica desse investimento, basta contatar uma corretora que fará a intermediação do serviço e pronto. Aqui no Dinheirama já escrevemos diversos artigos sobre o tema, a leitura enriquecerá seu conhecimento e servirá de base caso opte por investir:

LCI e LCA

Outra boa opção de investimento com o atual cenário de juros no Brasil são as Letras de Crédito. A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são títulos privados de renda fixa lastreados em crédito do mercado imobiliário e do mercado de agronegócio, respectivamente.

Uma das vantagens que mais chamam a atenção nesse investimento é a isenção do imposto de renda para pessoas físicas. Seu rendimento pode ser pré-fixado ou em forma de percentual do CDI. Em corretoras independentes é possível encontrar LCI e LCA que pagam de 95% a 99% do CDI para prazos que variam de 60 dias a dois anos.

Quem investe em LCI e LCA conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura até R$ 250 mil por CPF e instituição emissora.

Se você quer ver um comparativo entre as rentabilidades e um exemplo destes investimentos, clique aqui.

Fundos DI

Os fundos DI investem no mínimo 95% do patrimônio em títulos públicos atrelados ao CDI/Selic. Os outros 5% podem ser investidos em títulos com as mesmas regras dos Fundos Curto Prazo, o que geralmente não acontece, já que esta regra é desfavorável no atual cenário econômico do país, de alta nos juros.

Embora o investimento no atual cenário seja atrativo devido aos juros altos (mesmo com o come-cotas e Impostos de Renda), é fundamental que o investidor preste atenção à cobrança de taxas de administração, que pode comprometer significativamente o desempenho do investimento.

Para um fundo conservador deste tipo, taxas maiores que 1% já são consideradas altas e devem ser evitadas; se for o caso, considere investir diretamente no Tesouro Direto, caso em que as taxas anuais não passam de 0,4% se consideradas as cobranças de custódia e da corretora.

CDB

Assim como existem os títulos públicos, existem os títulos privados, exatamente o CDB (Certificado de Depósito Bancário). O banco emite o CDB para captar dinheiro e remunera o investidor em um percentual geralmente atrelado à variação do CDI.

O investimento em CDB possui incidência de Imposto de Renda com alíquota regressiva padrão da renda fixa e também é um bom investimento quando a Selic está em alta, desde que as taxas pagas sejam de pelo menos 95% do CDI.

Quanto maior a rentabilidade, entretanto, maior é a carência para os resgates; além disso, quanto maior o valor investido, maior costuma ser a rentabilidade. Quem investe em CDB conta com a proteção do FGC, que assegura até R$ 250 mil por CPF e instituição emissora.

Fuja da poupança

A caderneta de poupança é o investimento mais popular do Brasil. A facilidade da aplicação e a tradição ainda asseguram que muita gente aplique seu dinheiro por lá, mas isso não exatamente uma boa notícia.

Com o atual cenário de juros, a caderneta de poupança oferece retorno de 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial). O grande problema é que a inflação tem sido maior do que a rentabilidade da poupança! Em resumo, quem investe na poupança atualmente está literalmente perdendo dinheiro e poder de compra.

Por que manter o dinheiro na poupança quando existem alternativas melhores, mais seguras e rentáveis, como o Tesouro Direto? Clique aqui para ver um texto explicando essas diferenças em relação à caderneta.

Conclusão

Investir precisa ser prioridade na sua vida! Infelizmente, muita gente no Brasil ainda luta, mês após mês, para conseguir ajustar as contas e deixar a situação de endividado e se tornar um investidor.

Se você está acompanha nosso trabalho aqui no Dinheirama e passa por problemas com dívidas, tenha em mente que é possível mudar sua vida, basta que opte por tomar decisões mais equilibradas privilegiando o planejamento e o consumo consciente.

Neste momento, é fundamental olhar com atenção para a elevação da taxa de juros (Selic) e tentar aproveitá-la, escolhendo investimentos em renda fixa adequados ao seu perfil e que entreguem rentabilidades elevadas de forma segura.

Ao investidor, gostaria de compartilhar um vídeo extremamente interessante feito pelo Conrado Navarro, em que ele comenda sobre os 4 hábitos dos investidores de sucesso:

Se você gostou, não deixe de inscrever-se em nosso canal do Youtube (clique aqui), temos feito diversos vídeos interessantes sobre finanças pessoais.

Encare dessa forma: o segredo do sucesso financeiro é encarar a gestão de forma criteriosa, conhecendo o orçamento, planejando os sonhos e dedicando um bocado de tempo para escolher os melhores investimentos de acordo para cada momento. Obrigado e até a próxima!

Foto “High interest”, Shutterstock.

Ricardo Pereira
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