Os últimos meses no Brasil têm sido de muita apreensão. Inflação alta, juros subindo, desconfiança do consumidor somam-se aos primeiros sinais de desemprego, já visíveis nas últimas pesquisas. Todas essas notícias acabam criando nas pessoas um sentimento de medo; talvez não exista nada mais danoso para uma nação do que a falta de esperança.

“A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero” (Victor Hugo)

Para dar conta das necessidades do momento, o governo federal prepara cortes no orçamento deste ano: os números definitivos ainda não foram divulgados, mas o ministro Joaquim Levy afirmou, em uma entrevista recente, que os cortes ficarão entre R$ 70 e R$ 80 bilhões. Números expressivos para um país que se acostumou a gastar (muito). Há chance de aumentarem impostos também.

Hora de rever e respeitar as prioridades

O esforço do governo se deve à necessidade de garantir o cumprimento da meta de superávit primário, dinheiro que o governo economiza para pagamento da sua dívida pública.

Ao buscar cumprir sua meta de superávit, o governo trabalha para recuperar a credibilidade perdida nos últimos anos do governo Dilma, período em que as contas públicas se deterioraram, trazendo graves problemas ao país.

Se o governo está cortando despesas e arrumando a casa, passa um sinal óbvio à sociedade de que o caminho seguido até pouco tempo estava equivocado. Com a chegada de Joaquim Levy, ficou claro que o governo percebeu (antes tarde do que nunca) que o crescimento sustentável desejado só viria depois de rever os gastos, arrumar a casa e tratar a economia com austeridade.

Sempre que atravessamos períodos de crise é natural que as pessoas também passem a apertar os cintos. A leitura é de que se até o governo decidiu optar por esse caminho (até pouco tempo ele gastava muito e de forma desordenada), as pessoas também precisam entender que o momento é de definir e respeitar prioridades.

Muita gente que acompanha meu trabalho sabe que não nasci em uma família rica (financeiramente falando). A maior riqueza que recebi dos meus pais sempre foi a priorização dos estudos e do acesso ao conhecimento. Aprendi desde cedo que era importante questionar tudo e a todos.

Desde pequeno percebi que a maioria das pessoas tinha dificuldade em se relacionar com o dinheiro porque o tratavam com displicência. Naquela época, o Brasil vivia uma crise muito pior do que a atual, e foi lá que percebi que o dinheiro oferecia melhores retornos àqueles que não o enxergavam como inimigo, mas que cuidavam e zelavam para que ele se multiplicasse.

Com o olhar de criança, pedi meu primeiro porquinho, depois fui para a caderneta de poupança e, mesmo também passando por dificuldades, aprendi a lição de que o dinheiro só cresce e se multiplica quando tratado com respeito. Para ficar rico, primeiro é importante reconhecer o papel do dinheiro como instrumento de qualidade de vida.

Investir: uma prioridade em momentos de crise

Gosto de pensar que as crises oferecem muitas oportunidades, inclusive de enriquecer mais rapidamente. É claro que devemos olhar a situação toda com cautela, analisar o orçamento com cuidado e cortar despesas, mas o momento oferece excelentes chances de bons negócios.

Cortar despesas significa, no meu ponto de vista, a garantia necessária para a manutenção da estratégia de investimentos. Estudando as crises passadas, percebi que nelas surgem as melhores chances de investir: é nesse momento (durante a crise) que muita gente vai preparando o terreno para ficar rico.

Infelizmente, muita gente prefere ir pelo caminho contrário, pois deixa de investir e prefere manter o conforto momentâneo que alguns bens e serviços oferecem, inclusive não dando bola para a alta dos preços.

Já no início do ano, aqui em casa colocamos uma meta: reduzir os nossos gastos em 30%.  Mesmo com um bom controle desenvolvido ao longo do tempo, nossa meta foi bastante ousada. Confesso, foi complicado encontrar e cortar despesas para atingir nosso objetivo.

Depois de colocar a “mão na massa”, nossa meta está sendo superada e o que conseguimos economizar está sendo integralmente investido – optamos por aproveitar os bons retornos que os juros altos estão oferecendo na renda fixa (Tesouro Direto e Letras de Crédito).

É verdade que a tranquilidade desse momento só é possível porque me preparei para enfrentar as dificuldades de uma crise econômica. Nos últimos anos, “turbinei” minha reserva de emergências e ter os números na ponta do lápis (como gosta de dizer o amigo Marcos Silvestre) facilitou o serviço de encontrar possíveis despesas que poderiam ser reduzidas.

Crises vêm e vão, precisamos aprender sobre elas e aproveitá-las

Se para muita gente a crise tem sido cruel, de minha parte não posso reclamar; digo isso com tranquilidade e assumindo a responsabilidade de compartilhar meus pensamentos e atitudes a respeito dessa questão. Educação financeira também significa aprender a lidar com os momentos de crise e aproveitá-los.

As crises fazem parte do desenvolvimento das sociedades há séculos. Períodos de grande bonança acabam, mais cedo ou mais tarde, levando a períodos de dificuldades; o problema é justamente a falsa sensação de segurança dos bons momentos, capaz de deixar as pessoas acomodadas e acreditando que emergências nunca acontecerão.

Na última década, muita gente surfou no crescimento econômico do país e uma nova classe média surgiu, mas baseada no consumo (e não na formação de patrimônio) – um grave erro que precisa ser estudado com carinho, para que na próxima onda de crescimento as pessoas percebam que as práticas de consumo consciente são indispensáveis.

Para ficar rico é necessário ir muito além da caderneta de poupança

Na minha história, passei pela caderneta de poupança, provavelmente como todo investidor. Hoje, o país oferece inúmeras oportunidades melhores para quem busca investir, inclusive para quem quer começar.

Estou falando de produtos tão ou mais seguros que a poupança e que oferecem rentabilidades muito melhores. Se levarmos em consideração o atual cenário econômico e financeiro do país, veremos que a poupança não é adequada, pois perde para a inflação em um período de 12 meses.

Um dos investimentos mais apropriados nesse sentido é o Tesouro Direto, que está acessível a todos, com investimento inicial baixo (menos de R$ 50,00). Para conhecer mais detalhes sobre o Tesouro Direto, recomendo um curso online gratuito (clique aqui e faça a inscrição para assisti-lo).

O curso foi elaborado pela Caroline Guedes, uma das grandes especialistas em títulos no Brasil e contou com a participação do Conrado Navarro, fundador do Dinheirama.

Conclusão

Não se deixe abater pelo pessimismo crescente em momentos de crise. Acompanhe o noticiário com cautela e um filtro bem inteligente para assim considerar que as crises podem oferecer as oportunidades necessárias para seu objetivo de ficar rico.

“Quando escrito em chinês, a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade” (John F. Kennedy)

Momentos como os de hoje oferecem inúmeras chances de bons negócios: existem ativos com preços mais acessíveis, oportunidades apropriadas para negociar a compra e venda de bens e investimentos atraentes na renda fixa com os juros em alta são alguns exemplos.

Comece olhando para dentro de casa, veja o que merece sua atenção, negocie com fornecedores e substitua produtos por outros mais em conta. Trabalhe dobrado e faça sua renda crescer, afinal o país voltará a crescer (ainda bem) algum dia e, quando essa hora chegar, as boas oportunidades não estarão tão disponíveis como agora. Obrigado e até a próxima!

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