Ferramenta on-line de controle financeiro: por que você ainda não usa?Cada vez mais o brasileiro passa a utilizar os cartões de crédito ou débito como forma de pagamento. De acordo com recente pesquisa divulgada pelo Datafolha, em associação com a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço), 72,4% dos brasileiros já têm algum tipo de cartão. É o “dinheiro de plástico” emplacando e deixando de lado o velho talão de cheques.

Um dado interessante apresentado na mesma pesquisa é que, atualmente, 50% do total de pagamentos realizados já são feitos utilizando algum tipo de meio eletrônico. A realidade parece ser incontestável: rapidamente a forma como lidamos com a organização financeira está mudando e se tornando mais dinâmica, ágil e integrada à tecnologia. Já está em curso, por exemplo, o pagamento com o celular[bb] – outra coisa nova e que promete mudar nosso cotidiano.

Meios eletrônicos: tendência para pagamento e gestão financeira
Se a forma de efetuar o pagamento está mudando com a adesão aos cartões e outros meios de pagamento eletrônico, dá para crer que essa tendência pode e deve ser seguida na forma como lidamos com o planejamento e a organização financeira. Mas ainda não é. Vejo que muitos brasileiros ainda são resistentes à ideia de utilizar os gerenciadores financeiros on-line. Puro preconceito, que gera perda de tempo e eficiência.

A possibilidade de transformar dados em informações relevantes que o ajudarão a tomar decisões importantes é, sem dúvida, um ativo que precisa ser melhor aproveitado – principalmente se essa informação puder ser acessada em qualquer momento e de qualquer lugar através da Internet. Não há como negar que ver graficamente a evolução de seu fluxo de caixa e patrimônio, bem como gerenciar as contas de forma integrada e direta facilitam a gestão financeira.

Falta de informação e medo do novo?
Já tive a oportunidade de conversar com algumas pessoas que são adeptas do controle através de planilhas, “caderninhos” e outras ferramentas off-line. A maioria, que diz se sentir insegura ao disponibilizar informações financeiras na Internet[bb], não pensa duas vezes ao ostentar nas redes sociais fotos e informações pessoais – dados que, dentro desse contexto, podem ser tão ou mais sigilosos e que demonstram características valiosas para os aproveitadores.

Muitos que não utilizam deste tipo de ferramenta ainda lamentam a não integração dos serviços disponíveis no Brasil com as operações bancárias: os dados precisam ser inseridos manualmente ou através do download e importação do extrato. O modelo de sucesso é a ferramenta Mint.com, que nos EUA e Canadá já faz essa integração, que de certa forma facilitou a vida do usuário, e é totalmente gratuito.

Voltando para a nossa realidade, nem mesmo essa desculpa relacionada a não automatização é 100% convincente. Afinal, quem utiliza a velha planilha também tem que inserir seus valores e dados manualmente e gastar um pouco de tempo trabalhando para transformar tantos números em informações interessantes.

O problema não está na ferramenta!
Assim, o fato de ter que alimentar uma ferramenta qualquer (on-line ou off-line) não pode ser encarado de forma negativa. Esse tempo e dedicação, quando bem utilizados, criam um controle ajustado para a realidade de cada pessoa e determinante para o processo de tomada de decisões e planejamento financeiro familiar.

O importante é lembrar que boa parte dos erros cometidos quando tomamos decisões relativas à gestão do dinheiro estão relacionados à:

  • Falta de disciplina para criar um planejamento e dedicar um pouco do tempo para construir e conhecer melhor as possibilidades financeiras para construir patrimônio;
  • Falta de objetivos claros e metas relacionadas ao futuro financeiro, o que faz com as decisões de poupar sejam interrompidas na primeira oportunidade de consumo.

Bons ventos sopram, felizmente…
Aqui no Brasil, aos poucos vamos rompendo as barreiras tecnológicas e culturais. Utilizar uma ferramenta de gestão financeira pessoal é uma oportunidade única. Insisto: se bem aproveitada, tem potencial para lhe proporcionar muitas facilidades. É claro, as ferramentas podem e devem melhorar e, quem sabe, com apoio das instituições financeiras buscar a sonhada integração. A segurança, principal preocupação, já tem níveis satisfatórios e semelhantes aos dos sites dos bancos.

Se você está disposto a buscar uma boa ferramenta de controle financeiro, nada melhor do que pesquisar e experimentar as diversas opções que existem no mercado[bb]. E, mais, faça contato com os administradores das ferramentas e solicite maiores informações. Aproveite e faça sugestões, ajude a criar uma ferramenta que poderá ser adaptada às suas vontades e necessidades.

Que tal aproveitarmos este texto para discutir e oferecer nossas opiniões sobre as ferramentas on-line. Você já utilizou? Utilizaria? O que acha que precisa melhorar? O que precisa ser feito? Melhor do que simplesmente não usar e se negar a experimentar é tentar construir uma alternativa que faça sentido, para você e para os demais. Não acha? Use o espaço de comentários abaixo e faça sua parte!

Ricardo Pereira
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