Sabe quando seu gerente de banco define seu perfil de investimentos como conservador? Pois bem, ter perfil conservador de investimentos hoje, no Brasil, é uma ótima opção. E ser conservador não implica deixar seu dinheiro “rendendo” na poupança que, cá entre nós, é o último lugar onde você deveria deixar seu suado dinheiro.

Uma amiga fez 18 anos em 3 de julho do ano passado. Nesse dia resolveu colocar um dinheiro na poupança. O objetivo era não gastar esse dinheiro e deixar o mesmo rendendo. Só que a notícia em julho desse ano não foi nada boa. Ao colocar R$ 1000 na poupança, considerando a taxa deste ano de 7,7% ela ganhou R$ 77. Mas, na verdade, a conta não é tão simples assim. Ela viu nos jornais que a inflação anual está em torno de 8,5%, ou seja, maior que o rendimento da poupança. Então, no fim das contas, os R$ 1000 se transformaram, em apenas um ano, em R$ 985.

Agora, se ela tivesse investido no Tesouro Selic, por exemplo, o resultado seria positivo. O mesmo valor colocado no Tesouro, descontando a inflação do período e o imposto de renda, o montante seria de R$ 1029,30.

Então, ser conservador significa escolher investimentos disponíveis que trazem rendimentos maiores que a poupança e que ao mesmo tempo ofereçam baixo risco. Para quem nunca ouviu falar sobre Tesouro Direto, explicamos: é um programa de venda de títulos públicos do Tesouro Brasileiro para pessoas físicas, como eu e você.

Os títulos públicos são instrumentos financeiros de renda fixa emitidos pelo governo federal. O objetivo do governo é obter dinheiro de qualquer pessoa ou empresa para financiar suas despesas. Ou seja, você “empresta dinheiro” ao governo e ele te devolve este montante depois de um tempo com um adicional de pagamento de juros, que é o seu retorno do investimento.

Todos os títulos do Tesouro Direto têm uma data de vencimento, que é a data em que o Tesouro Nacional quita suas obrigações financeiras com os investidores. É o dia do resgate do valor do título. Mas isso não quer dizer que você não possa sacar seu dinheiro antes. Sim, você pode.

Além de ser uma opção de investimento muito segura, o Tesouro Direto tem outras vantagens:

  • Desde 2015 o Tesouro passou a ter liquidez diária, ou seja, você pode vender seus títulos no mesmo dia em que decidir fazê-lo.
  • O Tesouro Direto permite programar o investimento, o que ajuda na disciplina para investir. Em contato com o banco ou com a corretora, você pode programar uma espécie de “débito automático”, ou “aplicação automática”.
  • O rendimento do investimento é bom. Como o Brasil tem atualmente uma alta taxa básica de juros (Selic) e também uma alta inflação, os títulos do Tesouro que acompanham Selic e inflação pagam bem.
  • É bem fácil de aplicar e você pode fazê-lo por conta própria. Você precisa apenas ter uma conta em um banco ou em uma corretora para começar.
  • O site oficial do Tesouro Direto é bastante claro e explica detalhes sobre seu funcionamento. Você pode olhar os títulos atualmente disponíveis para compra, como o Tesouro IPCA+ (que antes se chamava NTN-B) ou o Tesouro Selic (que antes se chamava LFT). Não se assuste com os preços de compra, que superam os R$ 500. É possível comprar apenas uma fração dos títulos.

Mas quais são os riscos do Tesouro Direto? Deve-se investir pelo banco ou pela corretora? O Tesouro é melhor que a poupança? Qual o melhor título para você?

Para trazer respostas às principais dúvidas sobre o tema, preparamos um material especial e gratuito (clique e recebe já), você precisa apenas cadastrar seu email e receberá diretamente por lá um especial com as “10 principais dúvidas sobre o Tesouro Direto”.

Faça agora mesmo seu cadastro e receba o material com as principais dúvidas do Tesouro Direto. O cadastro é fácil e você não paga nada por isso. Até a próxima!

Nota: Esta coluna é mantida pela Empiricus, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto: Calculator button plus, Shutterstock.

Avatar
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários