Fusão entre Itaú e Unibanco agita o mercado
Publicado por Mariana Prates em 05.11.2008 na seção Economia Geral, Mulher
Como toda ação tem uma reação, estava demorando para sermos surpreendidos por uma grande notícia no Mercado Financeiro. Pois bem, ontem a notícia mais comentada do mercado (aqui no Brasil, mais do que as eleições americanas) foi a fusão dos bancos Unibanco e Itaú. Como já confessou Salles, do Unibanco, esta fusão nada mais é do que uma resposta ao Grupo Santander, que adquiriu o ABN em 2007.
Fusão significa a união de duas ou mais empresas, que se “extinguem” e formam uma nova companhia, com mesmos direitos e obrigações, cujo controle administrativo fica sob a responsabilidade da de maior representatividade. As empresas se unem com diversos objetivos, como, por exemplo, aproveitar sinergias, unificar processos tecnológicos adicionando vantagens competitivas e minimizar a concorrência.
Importante esclarecer que a fusão em questão ainda é uma possibilidade. Por lei, haverá ainda uma análise de riscos dos negócios, feita pelo Banco Central e uma avaliação de concorrência elaborada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência). A aprovação da fusão é dada como certa por especialistas e participantes do mercado.




Daniel comenta: “Navarro, certa vez li um artigo sobre diversificação que falava sobre o uso de moedas estrangeiras - por exemplo, o dólar - para assegurar menor perda de patrimônio durante processos de crise, como o que vivemos atualmente. A informação procede? Pode dar sua opinião a respeito, aproveitando o momento de instabilidade e usando alguns dados para que possamos compreender melhor a questão? Imagino que a valorização da moeda “compense” certas quedas em outras aplicações. É por ai? Obrigado”.
Você investe na Bolsa? Pois é, eu também. Então vejamos: O Índice Bovespa acumula perda de 41,9% só este ano (até ontem). De todo este percentual, 16,7% vieram dos últimos quatro pregões. Hoje a Bovespa já ativou o circuit breaker, com baixa de 10,19% em menos de uma hora. Lá fora, vimos a Bolsa de Nova York (NYSE) despencar 7,33% ontem, na maior queda em 21 anos. Mais, vimos as ações da General Motors caírem 31%, na maior baixa em 58 anos de história (hoje está caindo ainda mais). O cenário parece dos mais catastróficos e sérios já vividos pelos mercados, tanto aqui quanto por ai. A crise de solvência e de confiança é séria. Ah, sim, ela já chegou por aqui.
Você, leitor fiel do Dinheirama, já deve estar cansado de ler e ouvir falar da crise financeira atual. Eu estou cansado. Não dá, são diversos artigos pela internet abordando o assunto; os telejornais mostram o que o mundo financeiro pensa e está fazendo para tentar conter o sangramento; os jornais dedicam quase que o caderno todo de
A pergunta um tanto chocante do título deste artigo, que fiz questão de proferir diante de muitos amigos e familiares, despertou seu interesse? Como atingir tal façanha? Bom, as respostas que recebi foram pouco variadas: a maioria disse, sem hesitar, que para ganhar essa bolada em tão pouco tempo só mesmo apostando na loteria. Outro grupo sugeriu a abertura de um banco. Um amigo emendou: “Jogar na loteria ou abrir um banco? Nos dias de hoje, ambas as atitudes não trazem os mesmos riscos”? Um silêncio perturbador tomou conta do ambiente. Ah, a crise!

















