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Fusão entre Itaú e Unibanco agita o mercado

Publicado por Mariana Prates em 05.11.2008 na seção Economia Geral, Mulher

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Fusão entre Itaú e Unibanco agita o mercadoComo toda ação tem uma reação, estava demorando para sermos surpreendidos por uma grande notícia no Mercado Financeiro[bb]. Pois bem, ontem a notícia mais comentada do mercado (aqui no Brasil, mais do que as eleições americanas) foi a fusão dos bancos Unibanco e Itaú. Como já confessou Salles, do Unibanco, esta fusão nada mais é do que uma resposta ao Grupo Santander, que adquiriu o ABN em 2007.

Fusão significa a união de duas ou mais empresas, que se “extinguem” e formam uma nova companhia, com mesmos direitos e obrigações, cujo controle administrativo fica sob a responsabilidade da de maior representatividade. As empresas se unem com diversos objetivos, como, por exemplo, aproveitar sinergias, unificar processos tecnológicos adicionando vantagens competitivas e minimizar a concorrência.

Importante esclarecer que a fusão em questão ainda é uma possibilidade. Por lei, haverá ainda uma análise de riscos dos negócios, feita pelo Banco Central e uma avaliação de concorrência elaborada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência). A aprovação da fusão é dada como certa por especialistas e participantes do mercado.

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Outubro vermelho, o dólar e o hedge cambial

Publicado por Conrado Navarro em 04.11.2008 na seção Finanças Pessoais

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Outubro vermelho, o dólar e o hedge cambialDaniel comenta: “Navarro, certa vez li um artigo sobre diversificação que falava sobre o uso de moedas estrangeiras - por exemplo, o dólar - para assegurar menor perda de patrimônio durante processos de crise, como o que vivemos atualmente. A informação procede? Pode dar sua opinião a respeito, aproveitando o momento de instabilidade e usando alguns dados para que possamos compreender melhor a questão? Imagino que a valorização da moeda “compense” certas quedas em outras aplicações. É por ai? Obrigado”.

Antes de comentar a prática de proteção do patrimônio através do dólar (sim, porque ele ainda é o centro das atenções), permita-me registrar algo relevante: outubro se foi! Ufa. Mês de fortíssimas oscilações, outubro terminou com um saldo bastante complicado para o mercado de ações[bb] - o que, como sempre dissemos, também representou oportunidades de investimento no longo prazo.

Aplicações financeiras, como estamos?
Um breve parecer sobre a evolução das aplicações, publicado ontem no jornal Valor Econômico, mostra como outubro realmente foi marcante neste ano:

  • Até 31/10, o Ibovespa registrava rentabilidade de -41,68%. Do total acumulado, quase 25% vieram do mês passado;
  • Fundos de ações, de modo geral, transitavam em retornos acumulados da ordem de -50%, sendo outubro o mês responsável por queda próxima de 35% (até 42% em alguns casos);
  • Os fundos multimercado com renda variável acumulam alta de 1,59% no ano. No entanto, a queda em outubro foi de expressivos 2,55%;
  • Os fundos multimercado sem renda variável se sustentam melhor, com alta de 8,96% no ano;
  • A poupança acumula 6,43% de ganhos, enquanto os fundos de renda fixa e referenciados DI ficam próximos de 9,6%;

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A crise financeira é uma só. As reações e realidades, não!

Publicado por Conrado Navarro em 10.10.2008 na seção Economia Geral

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A crise financeira é uma só. A realidade e as reações não!Você investe na Bolsa? Pois é, eu também. Então vejamos: O Índice Bovespa acumula perda de 41,9% só este ano (até ontem). De todo este percentual, 16,7% vieram dos últimos quatro pregões. Hoje a Bovespa já ativou o circuit breaker, com baixa de 10,19% em menos de uma hora. Lá fora, vimos a Bolsa de Nova York (NYSE) despencar 7,33% ontem, na maior queda em 21 anos. Mais, vimos as ações da General Motors caírem 31%, na maior baixa em 58 anos de história (hoje está caindo ainda mais). O cenário parece dos mais catastróficos e sérios já vividos pelos mercados, tanto aqui quanto por ai. A crise de solvência e de confiança é séria. Ah, sim, ela já chegou por aqui.

Uau, o parágrafo anterior ficou pesadíssimo. A realidade dói, mas traz também duas coisas fundamentais para quem quer se firmar como investidor e transformador de sua independência financeira[bb]: 1) Aprendizado; e 2) Oportunidades. Aprendizado porque muitos dos aqui comentam e escrevem não haviam presenciado, enquanto investidores, uma grande crise financeira (também estou neste grupo). Oportunidades porque, do aprendizado, surgem reações e atitudes que podem fazer a diferença lá na frente.

Realidade 1: Quem se importa?
Segundo dados do INC (Índice Nacional de Confiança), compilados pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e pelo Ipsos, apenas 4% dos consumidores entrevistados apontaram notícias relacionadas à crise como as que mais lhes chamaram a atenção em setembro. Claro, o assunto mais comentado foram os crimes e notícias policiais. Interessante que mesmo não citando a crise como notícia fundamental, o índice de confiança na economia vem caindo desde abril.

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Crise de confiança, os mercados e a realidade financeira

Publicado por Ricardo Pereira em 08.10.2008 na seção Economia Geral

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Crise de confiança, os mercados e a realidade financeiraVocê, leitor fiel do Dinheirama, já deve estar cansado de ler e ouvir falar da crise financeira atual. Eu estou cansado. Não dá, são diversos artigos pela internet abordando o assunto; os telejornais mostram o que o mundo financeiro pensa e está fazendo para tentar conter o sangramento; os jornais dedicam quase que o caderno todo de economia[bb] para registrar os acontecimentos que circulam toda a turbulência. Ufa.

Hoje, durante o almoço, o noticiário esportivo de uma emissora era pouquíssimo observado. Pararam de falar da reta final do Brasileirão. Diante de tanta gente cabisbaixa, uma voz rouca disse: “Eu lá quero saber de futebol. Quero saber se a taxa de juros vai cair”. Mesmo estando na Paulista, me assustei. Me dei conta de que o país do futebol se transformou no país dos economistas de plantão.

Tudo bem, esta constatação é exagerada. Por incrível que pareça, a crise financeira ainda passa longe do cotidiano da maioria da população. Será? É impressionante como, hoje em dia, Wall Street[bb] parece estar a poucas quadras daqui. E está. Por onde lemos e a todos os programas que assistimos lá estão os jornalistas e a equipe de governo mencionando os mercados americanos. A proximidade que muito nos beneficiou nos últimos anos agora nos brinda com a “importação” de uma crise.

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Como ganhar US$ 20 milhões em duas semanas?

Publicado por Conrado Navarro em 06.10.2008 na seção Economia Geral

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Como ganhar US$ 20 milhões em duas semanas?A pergunta um tanto chocante do título deste artigo, que fiz questão de proferir diante de muitos amigos e familiares, despertou seu interesse? Como atingir tal façanha? Bom, as respostas que recebi foram pouco variadas: a maioria disse, sem hesitar, que para ganhar essa bolada em tão pouco tempo só mesmo apostando na loteria. Outro grupo sugeriu a abertura de um banco. Um amigo emendou: “Jogar na loteria ou abrir um banco? Nos dias de hoje, ambas as atitudes não trazem os mesmos riscos”? Um silêncio perturbador tomou conta do ambiente. Ah, a crise!

Estamos falando de aproximadamente R$ 39 milhões. Estamos falando de quase três semanas. O silêncio foi interrompido pela voz grave de um viciado em economia[bb] e amigo de longa data: “Para ganhar isso, só mesmo apostando. No entanto, apostando nas ofertas de trabalho que surgem em Wall Street em épocas de crise. Apostando na condução de bancos à beira de um colapso financeiro”. Ele sabia a resposta.

A perplexidade dos presentes era evidente em seus rostos e no forte clima de “como assim?” presente nas conversas laterais do grupo. Decidi provocá-los. “Nosso amigo acertou a resposta para a pergunta lançada ao início de nossa reunião. Só há uma forma de ganhar R$ 40 milhões em apenas 17 dias: honrando um contrato de trabalho”. As risadas tomaram conta do lugar. De repente, ninguém levava mais nada a sério. Entrei no clima, tomei um gole de cerveja e esperei para terminar a história.

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